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segunda-feira, 15 de abril de 2013


1) Começando logo de madrugada, brigando com alguém que você ama

2) Sair atrasada de casa

3) O ônibus cuja linha começa dois pontos antes de você já chega lotado

4) O player toca "Angel by your side" para amolecer o coração, seguido de Shadow (If you wanna live me then just go) enquanto o personagem do livro que você está lendo tenta se suicidar pq a mulher que ele ama o largou sem mais nem menos.

5) Quase cair três passos depois de descer do tubo, só agora se lembrando que não devia usar salto porque machucou o tornozelo. E machucar um pouco mais entortando o pé na calçada, claro.

6) Chegar atrasada na primeira aula do primeiro dia do ano letivo

7) O professor não veio

8) O outro professor também não veio.

9) Só teve 1 aula em 5, e nem valeu a pena.

10) Chegar no trabalho cedo e lembrar novamente que não deveria estar com o seu maior salto se você resolveu eliminar o elevador do seu dia-a-dia e trabalha no quarto andar.

11) Chegar no gabinete onde pega sol a manhã inteira... e você saiu cedo de blusa de lã

12) Derrubar uma peça do ar-condicionado pela janela enquanto tenta ligar

13) Bater a cabeça na porta de vidro enquanto tenta pegar a peça que caiu

14) A peça quebrou.

15) Já que as partes mais tristes e humilhantes passaram sem testemunhas, divida estes momentos por email com um grupo de amigos, para que eles riam de você.

16) Não, não. Divida com o mundo.

Como transformar uma segunda-feira em quinta-feira em... vários passos

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não que os dias nublados não tenham seu charme, mas em momentos tristes ou decisivos eu preciso do conforto da luz do sol no meu caminho. Naquele dia em especial o céu carregava uma camada espessa de nuvens que parecia pesar sobre os nossos ombros, pressionando nossos olhos já cheios de lágrimas contidas. Atribuí o peso às nuvens para desviar minha mente do peso das decisões importantes que me aguardavam e da tristeza que sentia em me despedir de tudo o que eu amo.

Entrei naquele avião minúsculo onde, por incrível que pareça, eu mal conseguia ficar em pé. Fitei as janelas do aeroporto onde sabia que eles ainda me olhavam, mesmo não podendo vê-los. Ampliei o meu olhar para o horizonte cinza e lembrei que o céu costumava me cumprimentar com alegria quando eu escolhia os seus caminhos para viver mais uma aventura. A paisagem não era nada convidativa e eu imaginava alguma turbulência no caminho de volta, mas eu precisava voltar para casa, por mais difícil que fosse.

Os alertas soaram, os avisos se acenderam, os aparelhos eletrônicos foram desligados. As turbinas foram ligadas e as hélices giraram com um barulho absurdo. Absurdamente irritante para quem não queria estar naquele avião. Irritantemente aterrorizante para quem sabia que os minutos seguintes a aproximariam de decisões importantes que não queria tomar, de tarefas imprescindíveis que infelizmente precisavam ser cumpridas.

Enquanto lembrava de como a vida tinha caminhos inconvenientes para chegar a destinos agradáveis, o pequeno jato emergiu das nuvens. Em questão de segundos, a nuvem cinza que os cercava revelou que a luz ainda existia, mais brilhante do que nunca. A espessa camada de nuvens, afinal, estava ali somente para irradiar em sua brancura todo o resplendor do sol. Nascia um novo dia pouco antes do pôr do sol.

Um novo amanhecer

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012



Os últimos meses foram os mais difíceis para este blog. O maior período de silêncio para mostrar que esse negócio de greve não facilita a vida de ninguém. "Ai, que beleza, quatro meses de férias" uma ova. Quatro meses de estudo, seguidos por cinco meses de... jogos vorazes acadêmicos. Eu sou da turma do penúltimo ano, que não tem todo tempo do mundo pra recuperar o tempo perdido, mas que ainda assim entrou em greve (os últimos anos nunca entram em greve, pelo menos não aqui).

Então, nos últimos meses eu tive milhares de trabalhos e provas e trabalhos e artigos e provas em sequência. Sem contar que, além de estudar, eu tenho um trabalho e um estágio, tenho um namorado e uma família, tenho uma pretensão ao mestrado, tenho coisas demais pra manter um blog ativo em plena arena. 

2012, que pra mim só acaba em fevereiro, foi um ano de muita correria, mas que também teve bons resultados. A minha biblioteca triplicou, as minhas notas subiram, consegui participar da vida das pessoas que amo, comecei a trabalhar na área que eu mais gosto na vida, o mundo não acabou, tive um artigo aceito em uma conferência internacional sediada no Japão, terminei o ano no azul.

Aliás, lembram do projeto 101 em 1001? Os 1001 dias terminariam em novembro de 2012, e embora eu não tenha cumprido toda a lista, consegui algumas coisas interessantes. Fui ao Rio e a Foz do Iguaçu, também a uma praia em SC e a Florianópolis, que é uma ilha, e a São Luis, onde nunca pensei que fosse chegar tão cedo. Encontrei minhas amigas de infância e descobrimos que todo o nosso "em comum" hoje se resume às lembranças. Li muitos livros. Vi vários filmes. Comecei a acompanhar algumas séries. Dei muitos presentes.

O Com tudo o que sou também teve seus momentos, com várias postagens muito visualizadas, e eu espero continuar nessa força pra fazer um post específico em seguida, pra não ficar devendo. Quem andou mais parado ainda foi o Verbete Legal, que é uma ideia super legal, mas que precisa de mais inspiração do que pra escrever aqui, onde qualquer coisa vira assunto.

Eu não vou prometer nada, exceto que os blogs continuarão aqui. Pode ser que venham muitos posts depois desse, pode ser que só quando eu estiver de férias, ou talvez só depois das férias. Talvez eu só venha aqui esporadicamente, mas vou manter esse cantinho. Estou estudando uns colaboradores com postagens mensais ou semanais, pra não deixar a peteca cair quando eu estiver no sufoco do TCC, do estágio obrigatório ou das provas para o mestrado.

Então, quando o blog parecer assim, meio abandonado, quero que vocês tentem ficar felizes por mim, porque isso significa que provavelmente estou muito ocupada fazendo alguma coisa que me deixa ainda mais feliz que isso aqui. E olha que meus blogs me deixam muito, muito feliz.

Não sei se amanhã ou bem depois, mas a gente se vê ;)

Adeus, 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Bethany tem uma voz suave. A trilha sonora perfeita para ouvir quando se chega ao final do dia com o cansaço de quem passou o dia todo carregando sacos de cimento - mesmo sem ter saído da cadeira o dia todo. Às vezes o cansaço mental derruba a gente de um jeito, né?

Além disso, ela tem a mesma voz que aparece nas gravações de estúdio em seus CDs nas gravações ao vivo/amadoras. (Eu amo a Francesca, mas não aguento aquela voz de carneirinho nos acústicos improvisados dela).

Mas o mais legal de tudo, é que eu acompanho a carreira desde o início, e essa música é uma das minhas favoritas. Chega de falar, porque hoje é um daqueles dias em que o cansaço é tanto que parece que passei o dia caminhando em um deserto africano. Quero Behtany Dillon e o melhor lugar do mundo: minha cama.


Música da Semana: Everyone to Know (Bethany Dillon)

segunda-feira, 26 de março de 2012

O dia nasce romântico, com post todo bonitinho no blog dedicando uma música apaixonada. O céu bem lindo, aquele azul curitibano que deixou a Ju completamente encantada. Uma sandália rasteirinha nova amarela super chamativa linda de viver, quero dizer, completamente parecida comigo. É difícil acordar com bom-humor antes das seis da manhã, mas quando não tem jeito, de que adianta ficar emburrada?

Todo dia eu acho impossível de acreditar como tem gente que acorda cedo nesse mundo. Às vezes eu penso que é só pra encher os ônibus pra eu ter que ir em pé, segurando naquelas barras que eu quase não alcanço, equilibrando cinco quilos de papel impresso. Toda vez que eu pego um ônibus desses, isto é, todo santo dia, eu me pergunto por que essa gente toda não resolveu dormir mais um pouquinho se o dia estava tão gostoso pra ter uma relação de amor eterno com um cobertor bem macio.

Só depois de cinquenta minutos (em pé, balançando, tentando equilibrar meu próprio corpo e os quilos extras em papel pesando no meu braço, que revesa com o outro que tenta manter o equilíbrio do conjunto, tentando não ser esmagada pela multidão que desafia o princípio da impenetrabilidade) é que eu chego à UFPR. Duas aulas de Direito do Trabalho e eu descubro que o motorista do ônibus que me trouxe à faculdade sabe mais sobre essa matéria do que eu, cuja carteira de trabalho tem vocação para permanecer em branco eternamente.

Descubro que minha sandália linda e nova arrebentou. É claro que a probabilidade de uma sandália nova arrebentar é muito pequena, mas em uma quarta-feira que queria ser quinta tudo pode acontecer. Até uma greve dos cozinheiros do restaurante universitário. E eu, que subi setecentos metros sob o sol do meio dia, com os livros na mão e a mochila pesando nas costas (porque os livros estão na mão? Porque não cabe o mundo todo na mochila, ué!) e a barriga roncando de fome, tenho que voltar os mesmos setecentos metros pra comprar um sanduíche e comer no ônibus mesmo. Isso porque o cardápio de hoje era ótimo. Por que não fazer greve quando tem carne moída no cardápio, hein? :)

Quarta-feira é o dia em que eu tenho duas aulas de filosofia à noite. Já é meu quarto ano cursando essa matéria, por motivos que eu tenho preguiça de explicar, mas que são mais complexos do que 'hmmm, reprovou, né?'. Você passa duas horas da sua vida ouvindo as invenções da Grécia que nós usamos nos dias de hoje (alfabeto, política, democracia, teatro, escultura) de novo só porque o professor faz chamada e por causa disso você só vai chegar em casa às onze da noite.

Seu namorado está sem internet, e isso significa que você precisa ligar pra ele. Porque ele resolveu brigar com a operadora de telefonia celular, então também não pode ligar pra você. Pelo menos você pode contar como foi seu dia na companhia de Murphy. E rir de si mesma. Porque não tem sandália arrebentada, restaurante fechado, aula chata ou ônibus lotado capaz de me tirar do meu propósito. Hoje eu vou ser feliz, não importa o que aconteça. Eu rio na sua cara, Murphy. HA. HA. HA.

PS: Não é um texto de autoajuda, embora possa parecer. Não tem nada a ver com ter sucesso. Afinal, ninguém precisa de sucesso pra ser feliz.

Ser feliz pra mim é...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Novembro sempre teve tudo pra dar certo. Pra começar, porque tem dois feriados. Feriado é bom, né? Só quem não gosta de feriado é quem tem que trabalhar no feriado hehe. Além do mais, tem o dia do músico. Poucas coisas são mais ótimas nessa vida do que música. Em novembro eu comecei a namorar, e em novembro foi o meu primeiro beijo. A fundação da Unesco, a inauguração da White House, o nascimento do Mickey Mouse. Todas tentativas fracassadas de tornar esse mês em algo bom e agradável. Nem o aniversário de namoro consegue deixar o saldo positivo. Nem a proximidade do fim do ano. Nem o início (extraoficial - é junto agora?) do verão.

Desculpa, novembro, mas não deu pra você. É sempre aquele desespero. Os professores marcando provas desesperadamente. Os prazos que você achou que estavam muito longe - tudo que é no fim do ano parece longe - se aproximam. Em novembro a gente percebe que o ano passou todinho e... cadê? Novembro parece que nunca acaba, e ao mesmo tempo passa voando. Pura ilusão pra aumentar o seu desespero. Aparecem as segundas decorações natalinas (as primeiras vêm em outubro. Mas é muito apelo, né?). Você lembra de tudo que tem que entregar, daquilo que prometeu fazer, do que prometeu não fazer, do que resolve adiar. Será que ainda dá tempo?

Um estudo de caso: começando pelas provas, serão seis ao todo nesse mês. Nunca na história desse ano inteiro tive provas de todas as matérias no mesmo mês. Aqui é proibido ter provas com intervalo menor que quarenta e oito horas, mas eu terei quatro provas na última semana de aula (a do desespero). Tem aquele trabalho super complexo de história pra semana que vem, que eu tenho que fazer nessa semana porque tem casamento, aniversário de namoro e bem... feriado não existe. Ninguém liga pra dois feriados que vai passar estudando!! Ah, e o líder do louvor que vai casar e está de 'licença'. Quem tem trabalho dobrado?

Novembro me estressa. Eu estresso os outros. Fico irritada. Mais sensível. Aí já viu, né? Esquentada, impulsiva e irritada. Bomba! A bomba explode, eu fico sem dormir. (Não durmo quando brigo com as pessoas!) O sono me deixa mais irritada...

Quer saber? Preciso mesmo é de férias. Ô, Dezembro, chega logo, viu?

Ah, o Felipe também está com um sério problema com o mês de novembro. Olha aqui. E a gente nem combinou! Esse post estava programado, tá, Felipe?

November FAIL