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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Não sei se é segredo pra alguém, mas eu estou em eterna conferência via email com alguns amigos mais chegados, conversando sobre todo tipo de coisa útil ou inútil e um dos temas polêmicos do grupo é o feminismo.

Falar sobre o tema é muito complicado, porque não existe um significado uníssono pra esse termo. De um lado, tem o feminismo" formado por putas feitas que não se depilam, odeiam os homens e querem dominar o mundo". De outro lado, tem o feminismo das mulheres oprimidas pelo machismo e pelo patriarcado e que exigem liberdade, mesmo que custe a liberdade alheia, afinal, todos os homens são estupradores em potencial. Enquanto isso, o famoso "feminismo é a luta pela igualdade" vai se tornando um mito...

Por trás da ideia de igualdade e de direito de escolha, existe sempre alguma dominação.


Pra começar, a ideia de igualdade é uma ideia falsa e opressora, porque as pessoas não são iguais. A única coisa que nos faz iguais é o fato de sermos todos humanos, e isso corresponde a um núcleo mínimo de direitos que todas as pessoas devem desfrutar, do qual ninguém pode abrir mão, independente de gênero, idade, cultura, religião ou o que for. Mas fora desse núcleo irredutível que corresponde à dignidade das pessoas, ninguém é igual. E essa é a graça. É por isso que convivemos em sociedade, que precisamos dos outros. Cada ser humano é único!

E é aí que vem uma coisa linda. Como cada ser humano é único, não existe "coisa de homem", "coisa de mulher", "coisa de asiático", "coisa de brasileiro". É claro que muitas dessas "coisas" serão encontradas mais facilmente em um grupo identificado de pessoas, mas por nenhum outro motivo senão o modo que foram criadas e como se relacionam na sociedade. Isso significa que cada um pode fazer o que quiser, mas também significa que os critérios para julgar devem ser iguais.

Eu vejo que muitas "bandeiras feministas" não têm o objetivo de tornar as coisas legais pra todo mundo, mas dar à mulher a liberdade de fazer aquilo de mais escroto , nojento e repugnante que os homens fazem por causa do machismo. A luta não é para que as atitudes machistas sejam eliminadas, mas que elas sejam liberadas pra todo mundo. Acontece que o que é feio pra um, é feio pro outro também. O que é degradante e fere a dignidade do homem (muito embora ele possa pensar que está abafando), também é degradante para s mulheres. O negócio é não nivelar por baixo.

Eu li recentemente um livro muito interessante chamado "O Machismo Invisível" (Marina Castañeda), que fala especialmente como o machismo afeta a vida dos homens. Claro, o machismo faz mal pra todo mundo. Oprime todas as pessoas. Faz com que os homens tenham que adotar uma atitude determinada para que sejam considerados "homens" pelos demais.

O que me deixou triste é que, quando a autora apresentava soluções para os problemas apontados, ela nunca considerou que as pessoas devem dialogar e combinar a forma como funciona melhor pra elas. Se o marido tem direito a ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com a esposa, então a esposa também deve ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com o marido. A ideia de que o esposo e a esposa devem conversar um com o outro sempre que quiserem usar o dinheiro da família pra comprar um carro, por exemplo.

É triste porque aquelas características consideradas "femininas", de consideração com o outro, de compaixão, de sensibilidade, são vistas como fraqueza, enquanto o egoísmo e a independência são supervalorizados. Isso nos enfraquece como sociedade.

Será que ninguém ainda pensou que certas coisas simplesmente não deveriam acontecer de forma alguma? Que se é nojento que um homem use as mulheres como objetos sexuais descartáveis, que seja violento, que não permita que elas expressem sua opinião, a recíproca também é verdadeira? Que anos de oprimido não justificam o desejo de opressão? Por que o modelo de mulher ideal é uma Lara Croft toda-poderosa que não precisa de ninguém e se vira sozinha? Por que, em vez de querer formar mulheres super-independentes, não autorizamos os homens a serem sensíveis, compassivos e dependentes?

Aqui entra a questão do direito de escolha. Porque se o modelo desejado é o da mulher que se despiu da fraqueza (aquelas características que a sociedade considera femininas) e se revestiu de super-poderes (aquelas características que a sociedade considera masculinas), as escolhas da mulher serão livres apenas se ela escolher se despir de sua fraqueza e se revestir de super-poderes. A mulher que escolhe ser mãe em tempo integral é oprimida. A mulher que é dona de casa é coitada. A mulher que dá de quatro está se sujeitando a um modelo de submissão.

As mulheres de hoje (e eu falo principalmente por mim) carregam nas costas o peso da obrigação de ser bem-sucedida. Aquela obrigação de esfregar na cara dos homens que podemos ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa, ou mesmo que somos melhores que eles. O corpo é seu, a vida é sua, você é livre pra ser puta, mas não pra casar, pra deixar o mercado de trabalho, ou pra nunca entrar nele. Você não é livre pra amar e paparicar o seu marido (mesmo que em reciprocidade).

É por isso que eu não me identifico com o feminismo. Porque é muito arriscado se identificar com uma luta que não tem mais identidade. E não acredito no ideal de igualdade de gênero. Porque o que eu acredito é nesse núcleo irredutível de direitos para todos os humanos. E que para que todos desfrutem desse núcleo mínimo, precisamos nos despir do nosso egoísmo, da nossa independência, da nossa necessidade de fazer sucesso, e sermos todos mais servos, mais humildes, mais compassivos, mais "femininos".

Eu não me identifico com o feminismo

segunda-feira, 12 de março de 2012

Existem atitudes que facilitam muito a vida da gente, mas que são tão difíceis de sair do falatório pra prática! Coisas que a gente sabe que precisa praticar, está cansado de saber que tudo seria muito melhor se você mudasse, chegando a dizer que a partir de hoje será diferente, compromissos feitos com a sua própria pessoa.

Eu sei que eu preciso aprender a errar. Não que eu nunca erre, o problema é o contrário. É que eu erro muito, mas não sei o que fazer nessa situação. Como é que se faz pra mudar de ideia e dar o braço a torcer sem ficar completamente sem graça. Pra quem sempre tem todas as respostas, sempre tem que ter tudo sob controle, pra quem acha que não pode errar, aprender a errar não é lição fácil. E eu não posso nem dar a receita. Ainda não aprendi e não faço ideia de como se faz isso.

Outra coisa que eu preciso aprender é a sair de uma discussão pacificamente. Eu tentei fazer isso outro dia, mas acho que escolhi a pessoa errada pra praticar. Acabou que o sujeito brigou comigo porque eu decidi concordar com ele pra acabar com a discussão. Mas nem quando eu tento perder! Ainda estou esperando me recuperar dessa experiência assustadora. Se tivesse um curso... Enquanto isso, tento aprender a não discutir. Quem sabe daqui a cinquenta anos eu chegue lá...

Eu preciso aprender...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

#legalizaroaborto foi a hashtag que chegou aos TTs da noite de ontem e ainda está agitando as redes sociais (e anti-sociais) por aí. A minha opinião não cabe num tweet. Seria mal-explicada ou incontroversa minha manifestação a respeito em 140 caracteres. Olha, só! Eu nem expliquei o título do post e já estamos em... mais de 300 caracteres! (e subindo...)

Quem precisa entender se eu estava sendo irônica ou não no título do post, bem... eu não estava. Eu sou a favor da legalização do aborto e tenho um argumento só: as mulheres e adolescentes que morrem com seus bebês fazendo abortos clandestinos por aí. Não adianta vir com seus sermões morais. Essas pessoas não vão deixar de recorrer à clandestinidade para se livrar de filhos que não querem. Nem vão tomar mais cuidado por causa dos seus tweets informando sobre os métodos contraceptivos - quem não conhece esses métodos? Menos ainda vão deixar sua atividade sexual com quem bem entenderem porque você acha que elas não devem fazer. Moralismo não muda o mundo.

O que acontece é que existem pessoas que, a despeito de toda informação existente por aí - não chamam essa nossa época de era da informação? -, têm relações sexuais que resultam em gestações indesejadas e entre essas pessoas existem algumas - várias! - que procuram "clínicas" clandestinas porque não querem, não podem ou simplesmente não gostam da ideia de ter um filho. Justificável ou não, essa atitude tem consequências nefastas: pessoas morrem. E frequentemente não é só o feto.

O grande problema é que, como tudo isso acontece na clandestinidade, apesar de todo mundo saber o que está acontecendo por aí (com exceção do Felipe #nãoresisti), essas mortes caem na chamada 'cifra negra'. Ninguém enxerga. Não dá pra contar. Não vira estatística. (Existem estatísticas sobre o aborto, mas quase sempre englobam também abortos espontâneos e sempre admitem a contagem de um nível inferior ao que acontece de fato pelo simples fato de que os abortos clandestinos não são registrados a menos que sejam denunciados em hospitais ou delegacias).

A criminalização do aborto não impede que as pessoas procurem os meios clandestinos. Pelo contrário, colabora para que isso aconteça, aumentando os índices de morte da gestante. Levemos a hipótese de que fosse regulamentado o aberto até o terceiro mês de gestação, realizado em hospitais da rede pública e hospitais credenciados da rede privada. As diferenças com o aborto que é feito hoje são enormes. Primeiro, porque temos o acompanhamento médico na nossa hipótese, o que já é grande coisa. Segundo, porque há possibilidade de acompanhamento psicológico, orientação e, quem sabe, a mulher pode acabar desistindo. Terceiro, a diminuição da carnificina das 'clínicas' clandestinas, pouco preocupadas com saúde, higiene, ou qualquer coisa desse tipo. Por último, teríamos números mais precisos sobre o aborto. As estatísticas são relevantes não só para mera fiscalização, mas também para adoção de políticas de controle e conscientização.

Eu não sou a favor do aborto. Acredito que a gestação é uma consequência de outras ações e que as pessoas não devem fugir das consequências de suas escolhas (ênfase na palavra escolhas). Acredito menos ainda que seja uma disponibilidade da mulher decidir se quer ter o filho agora ou se quer dispor como bem entender do próprio corpo. Pra mim isso é ideia ultrapassada, que remonta aos tempos do pater familias do Direito Romano. Além de tudo, é profundamente egoísta. E mais, ninguém sabe de que modo a vida pode mudar com a chegada de um filho. Geralmente muda pra melhor ;) Também não acredito no aborto como meio de controle social ou controle da criminalidade. O remédio pra isso é educação.

Acredito na legalização do aborto porque ser contra é fechar os olhos para a realidade. Se eu queria que a realidade fosse diferente? Lógico que sim. Mas não vejo outro meio de conscientização e de mudança enquanto essa situação não entrar no mundo jurídico, no mundo das estatísticas. A situação é grave, gravíssima, e exige uma tutela do Estado, que nada pode fazer enquanto tudo isso não existir no seu mundo. Aí, quem sabe um dia as pessoas possam conversar racionalmente sobre isso e resolverem consigo mesmas que o aborto não é a solução. É só o começo de problemas novos.

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Legalizar o Aborto? Sim!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O que é família?

A família é unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos.

A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições.

É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimônio ou adoção.

Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes diretos.

Eu acho que discordo de todas essas definições. Até porque, eu tenho quatro famílias e uma é diferente da outra!

Tem a minha família que eu convivo desde a infância. Pai, mãe, irmão e eu. É a família-preparatória. Aquela que a gente aprende a amar desde pequenininho. E aprende mais um montão de coisas também. Foi a minha principal família até agora, mas é claro que não será assim pra sempre. Afinal, essa família serve pra te ensinar o que é uma família. Infelizmente nem todo mundo consegue aprender, e quando chega a vez de ensinar, ensina errado. Isso é a coisa mais triste do mundo, afinal, a família deve ser o grupo mais firme de todos os que existem na sociedade, né? Sem essa família-preparatória, como vai ser sua relação com as outras? (Quer dizer, a minha. Nem sei se vocês tem outras... #empolgada)

A outra família é a família-extendida. No meu caso, eu chamo de família-distante. Porque muita gente tem a sorte ou azar de viver pertinho de todo mundo. Eu vivo longe de avós, tios, primos e tudo mais desde os 5 anos de idade. Pra falar a verdade, nunca morei muito perto, e moro cada vez mais longe. O bom disso tudo é que não tem espaço pra brigar. Quando a gente se encontra é só saudade, só alegria, emoção, e tudo mais. O ruim é que muitas vezes falta intimidade. Eu tenho primos e tios muito chegados. E meus avós, os únicos dois avós que sempre tive, são os amores da minha vida. Mas alguns primos eu só tenho contatos esporádicos por msn e twitter. E aquele negócio de olhar foto no orkut, cada vez mais decadente. 

Eu tenho pouquíssimas histórias de infância com meus primos. Muito poucas lembranças de aventuras, de coisas que só primos fazem. Todas correspondem a períodos de férias, que geralmente não duravam mais que uma semana, ou tinham um hiato de mais de cinco anos. Quer dizer, minha prima vai se formar em Engenharia Civil nessa terça-feira. A última vez em que nos vimos ela tinha acabado de começar o curso. E desde então, a gente não se falou nem dez vezes. Raramente alguma coisa relevante, raramente algum assunto nosso. Falta sabe o quê? Laços afetivos. Esses só existem quando construídos, e nós nunca tivemos tempo para isso. Pena...

Por falar em laços afetivos, a terceira família se formou nisso. Está vendo aquele monte de irmãos ali na descrição? Desses aí o Nino é o único que faz parte da primeira família. Os outros são todos irmãos de coração. Essa família é a mais recente. Deve ter uns cinco anos. Eu sempre me confundo com os anos. É formada por um carinho IMENSO que temos um pelo outro. Tão grande que eu me emociono só em pensar. Um cuidado grande de um para o outro. Uma saudade que faz a gente pegar um avião e ir passar uma semana na casa do outro, e sempre querer ficar mais um pouquinho. Um amor que não sabe o significado da palavra virtual. Só existe a realidade, seja qual for o meio que ele se utiliza para chegar à outra pessoa.

A última família só existe nos meus sonhos, por enquanto. É o meu maior sonho. É a família que eu vou formar a partir de... vocês vão saber quando. Por enquanto só existem duas pessoas nela: Haralan e Annie. Com o tempo chegarão outros integrantes, que depois vão sair de casa e vão adicionar mais pessoinhas lindas a essa família, que na verdade nunca diminui de fato. Só aumenta. Aumenta sempre de um jeito diferente, mas sempre aumenta. Quer saber? Mal posso esperar.

te amo três vezes o infinito ao cubo!!

Família

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O sonho do meu pai era ser engenheiro civil. Não existe curso melhor nesse mundo, nem profissão melhor nessa vida do que a de engenheiro, pelo menos é o que ele pensa. Como ele fez Teologia e não Engenharia, tem toda a certeza de que terá um filho engenheiro. Meu pai teve dois filhos e um deles faz Direito. O outro ele já acredita que vai fazer Engenharia Mecânica, o que já é um orgulho, o que eu duvi-de-o-dó, mas a filha que faz Direito é uma desencaminhada total.

Onde já se viu tanta inteligência pra fazer um cursinho desses?, ele diz. Afinal, qualquer imbecil vira um advogado! Se ainda quisesse seguir a carreira pública, mas não. Não quer ser juíza, nem engenheira! É um desperdício!

Não interessa se ela já está no terceiro ano de Direito. Pode até se formar. Desde que depois faça Engenharia Civil. Depois ou agora. Ahh... ele a ouviu falando da editora. Agora cismou que é melhor fazer Jornalismo do que Direito. 

Afinal, de que vai lhe servir? Jornalismo é muito melhor do que Direito. Letras? Não, Letras é curso de quem não sabe o que fazer e tem medo de ficar desempregado. Tal e qual Pedagogia. O que que eu tô falando? Você tem é que fazer Engenharia Civil!

O negócio é fingir que não está ouvindo. Ele vai continuar falando de qualquer jeito, então que fale sozinho. Que nem quando ele a surpreende lendo os blogs no Reader. É incrível como é bem na hroa que ela está vendo algum de casamento.

Casamento? Não, não casa, não... Vai fazer Engenharia Civil...

Que fique bem claro que não fui eu quem disse isso aí, ta bom? Foi o aspirante a engenheiro e eu não tenho responsabilidade sobre isso!

Você não quis dizer Engenharia?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sabe o que enche um balão, né? Não é o ar, o gás... é a pressão do que estiver dentro do balão. Ou você acha que não tem ar dentro do balão que você ainda não encheu? A pressão faz o balão crescer.

Eu nunca soube lidar muito bem com pressão. Lembro das competições que eu participava, daquelas disputas de conhecimento - de gincana bíblia a olimpíada de matemática. Tudo muito bom, tudo muito bem, até chegar na final, com todo mundo depositando toda a confiança em mim. Eu cedia à pressão. Vinha o tal do 'branco'. Pufff, falhei. Sempre um erro besta, que no segundo em que terminava sabia que tinha errado.

Foi no meu primeiro vestibular que descobri uma coisa diferente. Achava que por causa desse histórico teria um fracasso bonito tentando o vestibular assim. Pra Direito, imagine! (Não levei em conta a diferença entre uma competição com platéia e uma prova individual, mas pressão é pressão, né?) Na hora da prova eu me surpreendi com a minha capacidade... de ser fria! Logo eu, que vivo com as emoções afloradas, sejam elas quais forem! Pois é, vai ver que um pouco de pressão ajuda a crescer.

Mas vou te contar uma coisa, o mesmo motivo pelo qual o balão cresce, é o que o faz explodir. Eu já tive a ponto de explodir várias vezes durante essa minha vida (música de drama ao fundo). Não é fácil ter que ser a melhor, ter que superar as expectativas, ter que impressionar. E não precisam me dizer que eu não preciso ser isso ou aquilo. Essa neura nem é minha, é a pressão que colocam em cima de mim. Expressamente.

Ultimamente estou assim, quase explodindo, quase não aguentando. Casa, família, namorado, chefe, projeto, blog, amigos, igreja... tenho mesmo que dar atenção pra todo mundo? E se eu parar um pouquinho, será que não vão me bater quando notarem que eu parei? Preciso de folga. Férias. Chega.

*Suspira*

(Fim da catarse)

(Eu acho)

Feito um balão

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eis o grande risco de se relacionar com gente 'importante': tornar-se conhecido pelo seu relacionamento com a pessoa, em vez da sua própria identidade. Sabem o que dizem da esposa do pastor? Aquela que não tem nome? É por aí...

Pra mim, intrometida por excelência e carente por vocação, o negócio complica mesmo. Desde criança eu acompanhava meu pai nas reuniões dele sempre que podia, ia junto com minha mãe pra faculdade (dela), e com meu namorado até em reunião da empresa eu já fui. Eu gosto de estar junto, de estar perto, e se me dão folga, de dar palpite. Mas eu gosto também que me conheçam pelo nome, que saibam quem eu sou e que me considerem. Eu gosto das pessoas. Gosto de pessoas.

Uma das piores coisas é ter a minha identidade vinculada a outra pessoa. Talvez seja por ser a filha do pastor desde sempre. Fico imaginando o que meu irmão passou no colégio, sendo considerado pelos professores como o irmão da Annie. Que cruz! O que me desagrada muito, e o que eu mais me esforço para não ser, é a esposa do Haralan. Não estou falando que não quero ser a esposa dele hahaha Só que a esposa tem nome, personalidade e identidade. Annie Adelinne, muito prazer.

Identidade

sábado, 18 de setembro de 2010

Não, eu não sou mãe. Nem estou grávida. É da minha mãe que eu quero falar. Dizem que eu falo muito do meu pai e pouco da minha mãe, então hoje vão ouvir dela até cansar.

Minha relação com minha mãe já foi muito diferente. Desde o 'me deixa, mãe' da pirralhinha cheia de opinião que achava que era grande e queria fazer tudo sem ajuda e que corria pra mamãe quando dava tudo errado, passando pela desconfiança naquela época da primeira paixonite, sabe? quando eu escondia tudo dela e não conseguia esconder nada, até o que temos hoje.

É um compartilhar. Um respeito mútuo, pelo que ela é, pelo que eu sou. São conversas inteligentes, dúvidas sobre o que vestir, troca-troca de roupas... mas ela ainda é, e será sempre mãe. Aquele cuidado e aquele colo que não aceitam limite de idade, sem cobranças, sempre com um conselho, com um apoio, um carinho.

Desde que descobriu que eu sou superdotada ela se empenhou em estudar, pesquisar aquilo que ninguém mais pesquisava, e que até hoje não recebe a atenção de quase ninguém. Antes de ser pedagoga, foi a minha professora, e ainda é.

*Por algum motivo muito estranho, o resto desse post foi parar no além. Esperamos consertar isso em breve.*

Mãe!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sabe a princesinha do papai? Era eu. A pirralhinha sempre foi grudada no papai, mais do que na mamãe. Deve ser por isso que eu entendo mais de música do que de costura, crochê, coisas que eu deveria herdar da família da minha mãe.

Não preciso ficar explicando pra ninguém aqui como eu sou tagarela, questionadora, desafiadora. Não fujo de uma briga, mas nem pensar! E quer saber? Também aprendi isso com meu pai. De repente eu estava sabendo de um monte de coisas que ele não sabia - até porque, a minha praia é bem diferente da dele, né? - e ele pensava que eu ainda era a pirralhinha, ou melhor, a princesinha que sempre esperava ouvir suas respostas pra tudo. Quando eu comecei a questionar as respostas dele... Ihh, o tempo fechou.

Eu fiquei muito triste, porque querendo saber tudo ele não me deixava crescer, nem validava tudo o que eu já tinha crescido. Então fiquei mais triste ainda porque nos afastamos. Eu sempre gostei de ser a princesinha do papai. Fiquei com saudades, mesmo morando na mesma casa. A minha tristeza nos colocava a quilômetros de distância.

Mas isso não podia ficar assim pra sempre. Na verdade, não poderia continuar nem por mais um dia. Com um abraço e muitas lágrimas, deixei a tristeza ir toda embora.

(Meu pai é muito vaidoso, gosta que fiquem se rasgando de elogios pra cima dele, justamente por isso eu não fico elogiando, a não ser que haja um motivo específico) Ele é o meu pai, eu o amo. E eu sei que a princesinha dele ainda está aqui.

A princesinha

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Nesse sábado foi o casamento da minha prima-linda Kamille. Eu já fiquei toda animada porque só de ouvir em casamento todos os meus sensores apitam exaustivamente! Como é que pode ter gente que não gosta de casamento?

Foi tanta empolgação com o casamento, que eu nem parei pra imaginar como seria encontrar minha família. Eu moro longe de todo mundo. Os parentes mais próximos são os de São Paulo. Reunir uma parte da imensa família é assim... pura festa!

Voltei segunda porque tinha entrevista de estágio, a vontade era de passar uma parte das minhas férias por lá. To com saudade desse povo lindo!

Encontro marcado em Curitiba ano que vem ;)

Família, eh! Família, ah!

domingo, 2 de maio de 2010

Essa postagem veio do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade(Algumas postagens do Pirralha estão nesse blog, mas ele ainda pode ser acessado nesse link) Faz parte do 'tudo' que eu sou. 

Quando estava prestes a nascer, minha mãe traçou as últimas costuras de um cobertor – branco e verde, com desenhos de barquinhos. Como todo objeto por que as crianças nutrem grande afeição, o cobertor ganhou o nome de ‘nina’. Não dormia sem o nina, nem fora de casa, nem no calor baiano. E eu o arrastava onde quer que fosse, junto com o travesseiro que tinha a fronha combinando (minha mãe gosta de combinar).
Aquele que me acompanhou desde a infância, com o passar dos anos, desbotou, envelheceu, até meio rasgadinho ficou, até que um dia eu não o encontrei mais. Não sei o que aconteceu com o nina. Mais do que o seu sumiço, o que me intrigava era como ele tinha o dom de encolher. E eu mal suspeitava que era eu quem crescia.

(Não sei porque tive vontade de postar aqui, e não no Estrelas)

Essa postagem foi importada do outro blog, portanto todos os comentários que foram feitos nela estão aqui. Fique a vontade para comentar também!

Pirralhinha

quinta-feira, 11 de março de 2010

Essa postagem veio do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade(Algumas postagens do Pirralha estão nesse blog, mas ele ainda pode ser acessado nesse link) Faz parte do 'tudo' que eu sou. 

Mas você não vai defender preso, não, vai?

Coisa difícil é falar de Direito com quem não conhece. Coisa pior é ouvir gente que não conhece falando de Direito. E a coisa fica feia mesmo quando tentam te convencer do que eles estão falando. Se é Penal, então... Taí assunto que todo mundo gosta de entender: criminologia, sociologia, antropologia... Nada tão complexo que ninguém possa desvendar rapidamente.

A frase que inicia o post foi dita pelo meu ilustríssimo pai. Me lembro de quando decidi que queria Direito. Foram quase quatro anos tentando me convencer do contrário. Meu pai queria Engenharia Civil. Minha mãe ficaria tranquila com qualquer coisa que não fosse 'algo tão perigoso como Direito'.

Depois recordei de um dos primeiros dias de aula. Um cidadão de um movimento estudantil me perguntou: 'Mas escuta, e se um dia você tiver que defender alguém que é culpado? Pra onde vai a ética?'. Na época, eu não soube o que responder. Durante algum tempo procurei essa resposta, que encontrei e testei durante meu estágio no NEDIJ.

Todos necessitam de uma dose de humanidade, até aqueles que não agem como humanos. Todos têm direito à justiça, até os que agem com injustiça. Todos têm direito a viver, ainda que tenham matado. Faz parte da transformação do mundo dar um pouco de graça, como um favor a quem não julgamos que merece.

Porque quando deixamos de tratar um humano como pessoa, agimos como aquele que mata.

Essa postagem foi importada do outro blog, portanto todos os comentários que foram feitos nela estão aqui. Fique a vontade para comentar também!

Direito Penal para Leigos