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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Não sei se é segredo pra alguém, mas eu estou em eterna conferência via email com alguns amigos mais chegados, conversando sobre todo tipo de coisa útil ou inútil e um dos temas polêmicos do grupo é o feminismo.

Falar sobre o tema é muito complicado, porque não existe um significado uníssono pra esse termo. De um lado, tem o feminismo" formado por putas feitas que não se depilam, odeiam os homens e querem dominar o mundo". De outro lado, tem o feminismo das mulheres oprimidas pelo machismo e pelo patriarcado e que exigem liberdade, mesmo que custe a liberdade alheia, afinal, todos os homens são estupradores em potencial. Enquanto isso, o famoso "feminismo é a luta pela igualdade" vai se tornando um mito...

Por trás da ideia de igualdade e de direito de escolha, existe sempre alguma dominação.


Pra começar, a ideia de igualdade é uma ideia falsa e opressora, porque as pessoas não são iguais. A única coisa que nos faz iguais é o fato de sermos todos humanos, e isso corresponde a um núcleo mínimo de direitos que todas as pessoas devem desfrutar, do qual ninguém pode abrir mão, independente de gênero, idade, cultura, religião ou o que for. Mas fora desse núcleo irredutível que corresponde à dignidade das pessoas, ninguém é igual. E essa é a graça. É por isso que convivemos em sociedade, que precisamos dos outros. Cada ser humano é único!

E é aí que vem uma coisa linda. Como cada ser humano é único, não existe "coisa de homem", "coisa de mulher", "coisa de asiático", "coisa de brasileiro". É claro que muitas dessas "coisas" serão encontradas mais facilmente em um grupo identificado de pessoas, mas por nenhum outro motivo senão o modo que foram criadas e como se relacionam na sociedade. Isso significa que cada um pode fazer o que quiser, mas também significa que os critérios para julgar devem ser iguais.

Eu vejo que muitas "bandeiras feministas" não têm o objetivo de tornar as coisas legais pra todo mundo, mas dar à mulher a liberdade de fazer aquilo de mais escroto , nojento e repugnante que os homens fazem por causa do machismo. A luta não é para que as atitudes machistas sejam eliminadas, mas que elas sejam liberadas pra todo mundo. Acontece que o que é feio pra um, é feio pro outro também. O que é degradante e fere a dignidade do homem (muito embora ele possa pensar que está abafando), também é degradante para s mulheres. O negócio é não nivelar por baixo.

Eu li recentemente um livro muito interessante chamado "O Machismo Invisível" (Marina Castañeda), que fala especialmente como o machismo afeta a vida dos homens. Claro, o machismo faz mal pra todo mundo. Oprime todas as pessoas. Faz com que os homens tenham que adotar uma atitude determinada para que sejam considerados "homens" pelos demais.

O que me deixou triste é que, quando a autora apresentava soluções para os problemas apontados, ela nunca considerou que as pessoas devem dialogar e combinar a forma como funciona melhor pra elas. Se o marido tem direito a ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com a esposa, então a esposa também deve ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com o marido. A ideia de que o esposo e a esposa devem conversar um com o outro sempre que quiserem usar o dinheiro da família pra comprar um carro, por exemplo.

É triste porque aquelas características consideradas "femininas", de consideração com o outro, de compaixão, de sensibilidade, são vistas como fraqueza, enquanto o egoísmo e a independência são supervalorizados. Isso nos enfraquece como sociedade.

Será que ninguém ainda pensou que certas coisas simplesmente não deveriam acontecer de forma alguma? Que se é nojento que um homem use as mulheres como objetos sexuais descartáveis, que seja violento, que não permita que elas expressem sua opinião, a recíproca também é verdadeira? Que anos de oprimido não justificam o desejo de opressão? Por que o modelo de mulher ideal é uma Lara Croft toda-poderosa que não precisa de ninguém e se vira sozinha? Por que, em vez de querer formar mulheres super-independentes, não autorizamos os homens a serem sensíveis, compassivos e dependentes?

Aqui entra a questão do direito de escolha. Porque se o modelo desejado é o da mulher que se despiu da fraqueza (aquelas características que a sociedade considera femininas) e se revestiu de super-poderes (aquelas características que a sociedade considera masculinas), as escolhas da mulher serão livres apenas se ela escolher se despir de sua fraqueza e se revestir de super-poderes. A mulher que escolhe ser mãe em tempo integral é oprimida. A mulher que é dona de casa é coitada. A mulher que dá de quatro está se sujeitando a um modelo de submissão.

As mulheres de hoje (e eu falo principalmente por mim) carregam nas costas o peso da obrigação de ser bem-sucedida. Aquela obrigação de esfregar na cara dos homens que podemos ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa, ou mesmo que somos melhores que eles. O corpo é seu, a vida é sua, você é livre pra ser puta, mas não pra casar, pra deixar o mercado de trabalho, ou pra nunca entrar nele. Você não é livre pra amar e paparicar o seu marido (mesmo que em reciprocidade).

É por isso que eu não me identifico com o feminismo. Porque é muito arriscado se identificar com uma luta que não tem mais identidade. E não acredito no ideal de igualdade de gênero. Porque o que eu acredito é nesse núcleo irredutível de direitos para todos os humanos. E que para que todos desfrutem desse núcleo mínimo, precisamos nos despir do nosso egoísmo, da nossa independência, da nossa necessidade de fazer sucesso, e sermos todos mais servos, mais humildes, mais compassivos, mais "femininos".

Eu não me identifico com o feminismo

sexta-feira, 22 de março de 2013

1) Dividi minhas férias em três períodos: passeios, descanso e casa. Não me arrependo.

2) Ontem não fiz nada além de ler e dormir. Melhor que isso, só se estivesse torrando em alguma praia...

3) Primeiro voo com a Gol. Primeiro voo atrasado. Azul, eu te amo ;*

4) Trouxe os livros como bagagem de mão por causa do peso. Acho que vou precisar de mais...

5) Lugares para visitar onde não pode tirar foto: perde 60% da graça :( (Museu Imperial, Biblioteca Nacional)

6) Lugares para visitar onde tem que agendar a visita com antecedência: perde 90% da graça :( (ABL)

7) Viajar de São Gonçalo para Jacarepaguá com mala de 15kg + 4kg de queijo de Minas + 6kg de livros + quatro bolsas com coisas aleatórias equivale a uma semana de academia. Tenho certeza disso!

8) Tenho paciência infinita com crianças. Especialmente as inteligentes que gostam de livrinhos e quebra-cabeças.

9) Amo mimar a Maria Nina!

10) Quando comprar um presente pra alguém, não embrulhe e não diga que é presente. Você captará uma reação sincera que dirá se a pessoa merece/quer aquele presente.

11) Só comprei presentes de comer pra levar pra casa. Esses não dá pra deixar guardado, né?

12) To com saudade de cozinhar. Vou bater um bolo. Alguém quer?

Diário de Viagem #2

sábado, 2 de março de 2013

Essa semana não foi fácil. Muito problema, muita notícia ruim, muito chororô. Cada um tem sua reação às dificuldades, né? Eu sou dessas que choram. Depois do choro, vem a raiva. Quando passa a raiva, eu começo a pensar. Mas fazer a raiva passar é mais difícil do que parar de chorar. Cada um tem sua receita. Ouvir aquele CD, pensar naquele lugar, conversar com aquela pessoa... A minha receita é Geller-fashioned: uma pia de louça, uma massa de bolo. Pra acompanhar, uma música no repeat.

Hoje foram duas pias de louça, uma torta de cachorro-quente e um bolo de cenoura. Pra acompanhar, os agudos doídos da Britt Nicole. Essa música me lembra a minha irmã mais velha (porque é uma das que ela gosta), e isso me traz conforto - porque eu lembro que ela está lá, orando por mim. Lembrei também da formatura dela, em janeiro; que ela passou por algumas das dificuldades pelas quais eu estou passando agora, e sobreviveu; que em breve será a minha colação de grau. E que ela também está andando comigo esse tempo todo :) (Ai, que saudade!)

You've been walking with me all this time


PS: Não gostei das versões acústicas (Air1, K-Love, Canal da Britt). São sofriiiidas. Prefiro essa, que é alegrinha.

Música da Semana: All This Time (Britt Nicole)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não que os dias nublados não tenham seu charme, mas em momentos tristes ou decisivos eu preciso do conforto da luz do sol no meu caminho. Naquele dia em especial o céu carregava uma camada espessa de nuvens que parecia pesar sobre os nossos ombros, pressionando nossos olhos já cheios de lágrimas contidas. Atribuí o peso às nuvens para desviar minha mente do peso das decisões importantes que me aguardavam e da tristeza que sentia em me despedir de tudo o que eu amo.

Entrei naquele avião minúsculo onde, por incrível que pareça, eu mal conseguia ficar em pé. Fitei as janelas do aeroporto onde sabia que eles ainda me olhavam, mesmo não podendo vê-los. Ampliei o meu olhar para o horizonte cinza e lembrei que o céu costumava me cumprimentar com alegria quando eu escolhia os seus caminhos para viver mais uma aventura. A paisagem não era nada convidativa e eu imaginava alguma turbulência no caminho de volta, mas eu precisava voltar para casa, por mais difícil que fosse.

Os alertas soaram, os avisos se acenderam, os aparelhos eletrônicos foram desligados. As turbinas foram ligadas e as hélices giraram com um barulho absurdo. Absurdamente irritante para quem não queria estar naquele avião. Irritantemente aterrorizante para quem sabia que os minutos seguintes a aproximariam de decisões importantes que não queria tomar, de tarefas imprescindíveis que infelizmente precisavam ser cumpridas.

Enquanto lembrava de como a vida tinha caminhos inconvenientes para chegar a destinos agradáveis, o pequeno jato emergiu das nuvens. Em questão de segundos, a nuvem cinza que os cercava revelou que a luz ainda existia, mais brilhante do que nunca. A espessa camada de nuvens, afinal, estava ali somente para irradiar em sua brancura todo o resplendor do sol. Nascia um novo dia pouco antes do pôr do sol.

Um novo amanhecer

domingo, 30 de setembro de 2012

Ler é uma das dez melhores coisas do mundo, numa lista de 10+ que provavelmente tem 42 itens. Toda aquela história de que a literatura transforma, liberta, ensina, cultiva, cativa... é tudo verdade. Apesar disso, parece ser bem difícil ensinar uma pessoa a ler. Quero dizer, não faço ideia sobre o processo de alfabetização de uma pessoa, mas cultivar o hábito da leitura em alguém não é fácil. E a leitura é dessas coisas preciosas que não dá pra guardar pra si. Eu gosto de dar livros de presente pra todo mundo, mas uma pessoa tem sido o meu projeto especial nesses últimos anos.


Existe livro pra todo mundo. Vivam com isso. Eu sei de muita gente que não gosta de ler porque seu 'incentivo literário' foi o livro errado. Não dá pra apresentar o mundo dos livros com Sidney Sheldon pra quem muda o canal toda vez que começa uma cena de beijo na novela. Também não dá pra passar Douglas Adams pra sua tia-avó que não usa o computador porque tem medo de estragar. Às vezes não é fácil acertar. Com o meu, hum... "projeto", eu comecei pelos policiais. Agatha, Grisham, até Don Brown. Não rolou. Comprei o Guia do Mochileiro das Galáxias e ele leu todos. 

Tem que começar pegando leve. Ninguém começa a ler com Ulysses. (Eu ainda não criei coragem pra encarar). Muita metáfora, muita descrição, linguagem rebuscada (ou linguagem muito informal, dependendo da pessoa), livros que demoram pra engatar devem aguardar a maturidade do leitor. Quem vai começar, começa com livros mais curtos, ou livros cuja história flui rapidamente. Se ele tiver que ler até a página cem pra gostar, ele não vai nem chegar lá.

Os primeiros livros (os rejeitados) vieram da biblioteca pública. Os outros foram emprestados pela minha biblioteca. Quando a chama literária começa a derreter o coração do ex-não-leitor (tão poético...), está na hora de dar um passo adiante e ajudá-lo a começar a sua própria biblioteca. Afinal, todo leitor precisa de livros. A essa altura, ele já falava de livros que ele gostaria de ler, que estava pensando em pedir emprestado para outros colegas. Como incentivo pouco é bobagem, comprei logo o box da série inteira de presente de aniversário.

É claro que pra ficar feliz por ganhar livros no aniversário tem que ter alguma intimidade com os livros, mas você só tem certeza de que o processo está completo quando o seu ex-não-leitor faz uma conta no Skoob. Não, não se trata apenas de abrir uma conta. Tem muita gente que tem conta no Skoob e não lê coisa nenhuma. O que aquece o coração da gente é quando você fala de um site onde você pode cadastrar os livros que você já leu, avaliar, marcar os que você tem, gravar o seu histórico de leitura... e os olhos da pessoa brilham. Aí está a paixão. Este é o amor pela literatura, pelo qual um alfabetizado se transforma em um leitor. Nasceeeeeeeeu!

#coraçãoquentinhodeorgulho

O Nascimento de um Leitor

segunda-feira, 12 de março de 2012

Existem atitudes que facilitam muito a vida da gente, mas que são tão difíceis de sair do falatório pra prática! Coisas que a gente sabe que precisa praticar, está cansado de saber que tudo seria muito melhor se você mudasse, chegando a dizer que a partir de hoje será diferente, compromissos feitos com a sua própria pessoa.

Eu sei que eu preciso aprender a errar. Não que eu nunca erre, o problema é o contrário. É que eu erro muito, mas não sei o que fazer nessa situação. Como é que se faz pra mudar de ideia e dar o braço a torcer sem ficar completamente sem graça. Pra quem sempre tem todas as respostas, sempre tem que ter tudo sob controle, pra quem acha que não pode errar, aprender a errar não é lição fácil. E eu não posso nem dar a receita. Ainda não aprendi e não faço ideia de como se faz isso.

Outra coisa que eu preciso aprender é a sair de uma discussão pacificamente. Eu tentei fazer isso outro dia, mas acho que escolhi a pessoa errada pra praticar. Acabou que o sujeito brigou comigo porque eu decidi concordar com ele pra acabar com a discussão. Mas nem quando eu tento perder! Ainda estou esperando me recuperar dessa experiência assustadora. Se tivesse um curso... Enquanto isso, tento aprender a não discutir. Quem sabe daqui a cinquenta anos eu chegue lá...

Eu preciso aprender...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

É, faz tempo que eu li - foi em julho mesmo, a resenha é que atrasou um tiquinho -, mas as impressões que esse livro que causou um alvoroço nos blogs literários Brasil afora não desapareceram. Parte desse movimento todo deve ter sido porque o autor é bacana (me senti tão antiga falando bacana...).Outra parte por causa dessa onda ufanista que fez virar moda elogiar tudo o que é nacional, só pelo fato de ser nacional - aquele balaio de gatos e cachorros que descredibiliza completamente quem não consegue fazer uma crítica sincera. Mais uma parte por puxa saquismo e vontade de ganhar livros de graça pra depois fazer um elogio que diz nada com nada.

Primeiro, o elogio: o autor escreve bem. Sério, eu gostei. Porque se eu não tivesse gostado, eu certamente me lembraria #souchata. Também não me lembro de nenhum erro grosseiro de edição, nenhuma narração confusa.  Alguns momentos carregam algum suspense, mas sem deixar o leitor perdido sobre o que aconteceu, acontece ou acontecerá. Essa foi uma das coisas que me prendeu ao livro. Toda história fica melhor quando é bem contada. Mas a melhor história do mundo pode ficar insuportável quando a narrativa não funciona.

Chegamos à história e ao meu julgamento: eu não gostei do livro. Apesar de ser bem escrito e de não ter implicado com nada de mais. Eu impliquei com a história. Nada mais, nada menos. Fica a pergunta ao autor: ele sabia do que estava falando quando resolveu escrever sobre irmãos adotivos?

A trama, que não é nenhum spoiler porque é a premissa do livro, se desenvolve na história de amor de dois irmãos adotivos. História de amor. Irmãos. Adotivos. Na primeira vez que eu ouvi falar disso, fiquei matutando sobre as consequências jurídicas dessa união - eles não podem casar... mas será que podem constituir uma união estável?, mas quando eu li o livro a coisa mudou de figura.

Até então, eu não tinha me imaginado no lugar dos personagens, mas ler um livro é se transportar pra dentro da história. Quando eu fiz isso, não funcionou. A história não bate. Não rola. Não combina. Sabe por quê? Eu tenho um irmão adotivo. E nós nos tornamos irmãos quando adolescentes. Nem crescemos juntos como Leo e Carol. Eu não consigo me apaixonar pelo Dan simplesmente porque ele É meu irmão. Sabe, pra mim, dizer diferente é como se a adoção não fosse adoção de verdade. Como se duas pessoas não pudessem se fazer irmãos. Acontece que nós somos.

Já ouviram aquela expressão 'como beijar um irmão'? Tem naquele filme chato PS: I Love You. Beijar um irmão não é só nojento. Não tem graça. Nenhuma. E é nojento. Se você tem um irmão do sexo oposto (ou do mesmo, se você não tem essas conveniências...), imagine-se beijando-o(a). Na boca. Beijo de novela, mesmo. Uuuugh! Desculpa, Enderson. Não rola. Porque eu não consigo diferenciar meu irmão biológico do meu irmão adotivo. O sentimento é exatamente o mesmo. Eu sou apaixonada pelos dois! Mas o Eros é só  com o Haralan ;)

PS: Meu irmão - o mais velho, adotivo - vai casar! Que emoção! :)
PPS: Esqueci de dizer que a edição é ótima! A capa é linda e a abertura dos capítulos também. Amei!
~0~
Sobre o autor: Blog | Twitter | Skoob
Sobre o livro: Skoob | Twitter
Onde comprar: Saraiva | Curitiba | Martins Fontes

Desafio literário (de julho): Todas as estrelas do céu - Enderson Rafael

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O que é família?

A família é unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos.

A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições.

É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimônio ou adoção.

Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes diretos.

Eu acho que discordo de todas essas definições. Até porque, eu tenho quatro famílias e uma é diferente da outra!

Tem a minha família que eu convivo desde a infância. Pai, mãe, irmão e eu. É a família-preparatória. Aquela que a gente aprende a amar desde pequenininho. E aprende mais um montão de coisas também. Foi a minha principal família até agora, mas é claro que não será assim pra sempre. Afinal, essa família serve pra te ensinar o que é uma família. Infelizmente nem todo mundo consegue aprender, e quando chega a vez de ensinar, ensina errado. Isso é a coisa mais triste do mundo, afinal, a família deve ser o grupo mais firme de todos os que existem na sociedade, né? Sem essa família-preparatória, como vai ser sua relação com as outras? (Quer dizer, a minha. Nem sei se vocês tem outras... #empolgada)

A outra família é a família-extendida. No meu caso, eu chamo de família-distante. Porque muita gente tem a sorte ou azar de viver pertinho de todo mundo. Eu vivo longe de avós, tios, primos e tudo mais desde os 5 anos de idade. Pra falar a verdade, nunca morei muito perto, e moro cada vez mais longe. O bom disso tudo é que não tem espaço pra brigar. Quando a gente se encontra é só saudade, só alegria, emoção, e tudo mais. O ruim é que muitas vezes falta intimidade. Eu tenho primos e tios muito chegados. E meus avós, os únicos dois avós que sempre tive, são os amores da minha vida. Mas alguns primos eu só tenho contatos esporádicos por msn e twitter. E aquele negócio de olhar foto no orkut, cada vez mais decadente. 

Eu tenho pouquíssimas histórias de infância com meus primos. Muito poucas lembranças de aventuras, de coisas que só primos fazem. Todas correspondem a períodos de férias, que geralmente não duravam mais que uma semana, ou tinham um hiato de mais de cinco anos. Quer dizer, minha prima vai se formar em Engenharia Civil nessa terça-feira. A última vez em que nos vimos ela tinha acabado de começar o curso. E desde então, a gente não se falou nem dez vezes. Raramente alguma coisa relevante, raramente algum assunto nosso. Falta sabe o quê? Laços afetivos. Esses só existem quando construídos, e nós nunca tivemos tempo para isso. Pena...

Por falar em laços afetivos, a terceira família se formou nisso. Está vendo aquele monte de irmãos ali na descrição? Desses aí o Nino é o único que faz parte da primeira família. Os outros são todos irmãos de coração. Essa família é a mais recente. Deve ter uns cinco anos. Eu sempre me confundo com os anos. É formada por um carinho IMENSO que temos um pelo outro. Tão grande que eu me emociono só em pensar. Um cuidado grande de um para o outro. Uma saudade que faz a gente pegar um avião e ir passar uma semana na casa do outro, e sempre querer ficar mais um pouquinho. Um amor que não sabe o significado da palavra virtual. Só existe a realidade, seja qual for o meio que ele se utiliza para chegar à outra pessoa.

A última família só existe nos meus sonhos, por enquanto. É o meu maior sonho. É a família que eu vou formar a partir de... vocês vão saber quando. Por enquanto só existem duas pessoas nela: Haralan e Annie. Com o tempo chegarão outros integrantes, que depois vão sair de casa e vão adicionar mais pessoinhas lindas a essa família, que na verdade nunca diminui de fato. Só aumenta. Aumenta sempre de um jeito diferente, mas sempre aumenta. Quer saber? Mal posso esperar.

te amo três vezes o infinito ao cubo!!

Família

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eis o grande risco de se relacionar com gente 'importante': tornar-se conhecido pelo seu relacionamento com a pessoa, em vez da sua própria identidade. Sabem o que dizem da esposa do pastor? Aquela que não tem nome? É por aí...

Pra mim, intrometida por excelência e carente por vocação, o negócio complica mesmo. Desde criança eu acompanhava meu pai nas reuniões dele sempre que podia, ia junto com minha mãe pra faculdade (dela), e com meu namorado até em reunião da empresa eu já fui. Eu gosto de estar junto, de estar perto, e se me dão folga, de dar palpite. Mas eu gosto também que me conheçam pelo nome, que saibam quem eu sou e que me considerem. Eu gosto das pessoas. Gosto de pessoas.

Uma das piores coisas é ter a minha identidade vinculada a outra pessoa. Talvez seja por ser a filha do pastor desde sempre. Fico imaginando o que meu irmão passou no colégio, sendo considerado pelos professores como o irmão da Annie. Que cruz! O que me desagrada muito, e o que eu mais me esforço para não ser, é a esposa do Haralan. Não estou falando que não quero ser a esposa dele hahaha Só que a esposa tem nome, personalidade e identidade. Annie Adelinne, muito prazer.

Identidade

terça-feira, 6 de julho de 2010

Por falar em sisterchicks, apresento a vocês a minha sisterchick, a minha irmã Rute. Porque você conhece as profundezas do meu coração, me ama como irmã, e me dá um chá de realidade quando eu sou imatura, e vice-versa. Minha estrela, minha Selena, minha caçulinha (hehe). Amo vc!

Since I'm talking about sisterchicks, I want you to meet my sisterchick, my sister Rute. Because you know the deepest everything of my heart, loves me like a sister, and provides me a check of reality when I'm being a brat, and vice versa. My star, my Sierra, my little youngest sis. Love you!

Fazendo estrelas há 25 meses ;)
PS: Jey, eu ainda te amo, mas hoje é dia 6, e dia 6 é dia da Ru ;)

My Sierra

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Nesse sábado foi o casamento da minha prima-linda Kamille. Eu já fiquei toda animada porque só de ouvir em casamento todos os meus sensores apitam exaustivamente! Como é que pode ter gente que não gosta de casamento?

Foi tanta empolgação com o casamento, que eu nem parei pra imaginar como seria encontrar minha família. Eu moro longe de todo mundo. Os parentes mais próximos são os de São Paulo. Reunir uma parte da imensa família é assim... pura festa!

Voltei segunda porque tinha entrevista de estágio, a vontade era de passar uma parte das minhas férias por lá. To com saudade desse povo lindo!

Encontro marcado em Curitiba ano que vem ;)

Família, eh! Família, ah!

domingo, 20 de julho de 2008

Essa postagem veio do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade. Faz parte do 'tudo' que eu sou. 

Olá! E me desculpem por todo esse tempo sem postar... Tenho um excelente motivo!!! (ou não, rs)

Você tem amigos virtuais? Essa semana estive muito ocupada, vivendo os melhores dias da minha vida, até hoje. O que aconteceu foi que meus amigos vieram me conhecer (não é estranho ter um amigo e só depois conhecê-lo?), e vieram de longe: São José dos Campos (SP) e Manaus (AM). Nós passamos dias maravilhosos (e eu só sei repetir isso)...

Pra que você não fique 'boiando' na conversa... Este blog não é minha única 'manifestação virtual'. Tenho um perfil no orkut, uma conta no msn, (yahoo, blablabla...), e foi pelo orkut que conheci a Ana Júlia, o Bruno e o Cláudio Daniel (entendeu o A²BCD lá em cima?). Foi no msn que essa amizade se firmou, e foi em Foz do Iguaçu que ela se consolidou e fincou raízes em meu coração. (que profundo!!!)

Foi um incrível acaso, ou uma grande coisa de Deus, pois o nosso encontro não era o principal motivo pelo qual eles estavam aqui, mas estávamos todos aqui, no mesmo dia. Aliás, dias... Dias intensos, muito bem vividos, aproveitados e documentados.

Dedico esse post aos meus amigos maravilhosos, mesmo o Bruno não estando lá, e nós sentimos a falta dele em todos os momentos (mesmo que ele não acredite nisso). Amo vcs!!!


PS: eu sei que este post difere de todos os demais do blog, mas não seria justo deixar pessoas tão singulares fora daqui. Eles merecem esse espaço porque já conquistaram o meu coração. Eu sei que isto está muito meloso, você talvez esteja com vontade de fechar a janela agora (fique à vontade), mas eu precisava mesmo fazer isso =) Vai entender uma pirralha.....

Essa postagem foi importada do outro blog, portanto todos os comentários que foram feitos nela estão aqui. Fique a vontade para comentar também!

A²BCD