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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Parece que eu entrei no tornado de Oz e de repente estou nessa vida diferente. De vez em quando vem aquela sensação de "Ei, essa é a minha vida a partir de agora." e às vezes aquela dúvida "Isso aqui é a vida real ou eu vou acordar?". Não é a arena dos jogos, não é o país das maravilhas... só que muita coisa é diferente agora.



A #alunafederal agora é egressa. A #estagiária agora é desempregada dona de casa. A #estudantededireito agora faz a sua própria agenda de estudos. A minha #metadecuritibana ainda não se conforma com o verão africano de Foz do Iguaçu (e tudo o que acompanha esse clima quente e úmido pra fazer inveja à selva amazônica). Quem vivia #movidaamúsica agora está viciadíssima em séries (se a Netflix me pagasse pra fazer propaganda...). A #namorada agora é esposa, com direito a nome comprido e tudo mais. A #profissional ainda está pensando o que vai fazer da vida. 

É, muita coisa mudou, e não dá pra voltar atrás. Não que eu esteja arrependida. É que essa história de que nem se eu quisesse eu poderia desfazer isso tudo dá um frio na barriga, afinal de contas, as decisões já foram tomadas. Estou aqui, com aquele medinho lá no fundo, mas feliz, iniciando um novo ciclo, uma nova fase, cheia de novos marcadores para os novos posts do blog que... bom, esse é o de sempre.

Dinâmica

segunda-feira, 15 de abril de 2013


1) Começando logo de madrugada, brigando com alguém que você ama

2) Sair atrasada de casa

3) O ônibus cuja linha começa dois pontos antes de você já chega lotado

4) O player toca "Angel by your side" para amolecer o coração, seguido de Shadow (If you wanna live me then just go) enquanto o personagem do livro que você está lendo tenta se suicidar pq a mulher que ele ama o largou sem mais nem menos.

5) Quase cair três passos depois de descer do tubo, só agora se lembrando que não devia usar salto porque machucou o tornozelo. E machucar um pouco mais entortando o pé na calçada, claro.

6) Chegar atrasada na primeira aula do primeiro dia do ano letivo

7) O professor não veio

8) O outro professor também não veio.

9) Só teve 1 aula em 5, e nem valeu a pena.

10) Chegar no trabalho cedo e lembrar novamente que não deveria estar com o seu maior salto se você resolveu eliminar o elevador do seu dia-a-dia e trabalha no quarto andar.

11) Chegar no gabinete onde pega sol a manhã inteira... e você saiu cedo de blusa de lã

12) Derrubar uma peça do ar-condicionado pela janela enquanto tenta ligar

13) Bater a cabeça na porta de vidro enquanto tenta pegar a peça que caiu

14) A peça quebrou.

15) Já que as partes mais tristes e humilhantes passaram sem testemunhas, divida estes momentos por email com um grupo de amigos, para que eles riam de você.

16) Não, não. Divida com o mundo.

Como transformar uma segunda-feira em quinta-feira em... vários passos

segunda-feira, 11 de março de 2013

1) Meu cabelo está lindo hoje e eu não tirei nenhuma foto. (Vamos começar com essa?)

2) Mais amor por favor em BH. Tirando a recepcionista super simpática e solícita do Museu de Artes e Ofícios e outros que ficam no meio termo (dá pra contar nos dedos), fui atendida por um monte de gente sem amor no coração. No supermercado, na farmácia, no Subway (a mulher montou meu sanduíche com o recheio pro lado de fora - muito <3 pela profissão, né?), no ônibus...

3) Não dá pra comprar "queijo" em Minas sem um curso de queijologia. Existe uma infinidade de queijos, sem contar os que não são mineiros. E o "queijo minas" que eu compro em Curitiba é "ricota" #chocada

4) Estou lendo Becky Bloom e não consigo rir. Mas gargalho no ônibus com minha timeline no twitter. Vocês são demais.

5) Também estou lendo Under a Maui Moon, o livro mais estranho que a Robin já escreveu - porque os livros dela são meio iguais e esse não parece nada com nenhum dos 18 (?) outros livros dela que eu já li.

6) Também estou lendo (é o último, sério) The Rescuer, da série O'Malley. A história no momento se passa em um período anterior ao do primeiro livro da série. Apesar de estar ansiosa pra saber o que aconteceu com o gracinha do Stephen depois do que aconteceu no livro anterior, a história em flashback está bem legal.

7) Oz é um filme MUITO engraçado. As melhores piadas são: a das bananas, o macaco mugindo e a erguidinha de pé da bruxa boa hahahahaha (Mas tem muito mais piadas. É um filme hilário, mas que também tem aquelas aparições repentinas pra vc ficar se assustando no cinema. Imperdível.)

8) Nada de notas da faculdade. Tenho os melhores professores do mundo ou não? ...

9) Meu joelho manda avisar que encontrou o chão de Minas Gerais e ele manda lembranças a todos.

Diário de Viagem #1

sábado, 9 de março de 2013

Bem amigos da internet...

Estou escrevendo diretamente de Bea Contagem-MG, mais precisamente do computador da Cíntia, só para dizer, rapidamente, que:

1) 2012 demorou pra acabar e quase que acaba em bomba, mas 2013 começou lindamente, sambando na cara do ano velho!

2) Viajar de avião cansa. Andar nos morros daqui também.

3) GPS é importante sempre.

4) As coisas que você vai esquecer em casa são aquelas que você passou horas escolhendo ou que seriam necessárias pra um compromisso muito importante.

5) E você só vai lembrar delas horas depois de ter chegado. Ou quando realmente precisar.

6) Eu acho que engoli a Monica Geller. Não consigo mais ver uma pia com louça suja.

7) Acho que nunca escreverei um livro (de ficção) hahahaha

Feliz 2013!!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Não ficou uma fofura??

Digam aí, vai...

Agora eu tenho que terminar de estudar a matéria da final de amanhã, que é o que eu deveria estar fazendo em vez de ter o grande insight pra alterar o a carinha do blog (coisa que eu queria fazer desde a última alteração, que nem ficou boa).

Por que a gente só tem essas grandes ideias e vontades e disposições quando na verdade tem que fazer outra coisa?

Enfim, vou lá estudar.

Um beijo!

(Sério, digam o que acharam!! :D)

OMG! O Com tudo o que sou mudou de cara!!!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012



Os últimos meses foram os mais difíceis para este blog. O maior período de silêncio para mostrar que esse negócio de greve não facilita a vida de ninguém. "Ai, que beleza, quatro meses de férias" uma ova. Quatro meses de estudo, seguidos por cinco meses de... jogos vorazes acadêmicos. Eu sou da turma do penúltimo ano, que não tem todo tempo do mundo pra recuperar o tempo perdido, mas que ainda assim entrou em greve (os últimos anos nunca entram em greve, pelo menos não aqui).

Então, nos últimos meses eu tive milhares de trabalhos e provas e trabalhos e artigos e provas em sequência. Sem contar que, além de estudar, eu tenho um trabalho e um estágio, tenho um namorado e uma família, tenho uma pretensão ao mestrado, tenho coisas demais pra manter um blog ativo em plena arena. 

2012, que pra mim só acaba em fevereiro, foi um ano de muita correria, mas que também teve bons resultados. A minha biblioteca triplicou, as minhas notas subiram, consegui participar da vida das pessoas que amo, comecei a trabalhar na área que eu mais gosto na vida, o mundo não acabou, tive um artigo aceito em uma conferência internacional sediada no Japão, terminei o ano no azul.

Aliás, lembram do projeto 101 em 1001? Os 1001 dias terminariam em novembro de 2012, e embora eu não tenha cumprido toda a lista, consegui algumas coisas interessantes. Fui ao Rio e a Foz do Iguaçu, também a uma praia em SC e a Florianópolis, que é uma ilha, e a São Luis, onde nunca pensei que fosse chegar tão cedo. Encontrei minhas amigas de infância e descobrimos que todo o nosso "em comum" hoje se resume às lembranças. Li muitos livros. Vi vários filmes. Comecei a acompanhar algumas séries. Dei muitos presentes.

O Com tudo o que sou também teve seus momentos, com várias postagens muito visualizadas, e eu espero continuar nessa força pra fazer um post específico em seguida, pra não ficar devendo. Quem andou mais parado ainda foi o Verbete Legal, que é uma ideia super legal, mas que precisa de mais inspiração do que pra escrever aqui, onde qualquer coisa vira assunto.

Eu não vou prometer nada, exceto que os blogs continuarão aqui. Pode ser que venham muitos posts depois desse, pode ser que só quando eu estiver de férias, ou talvez só depois das férias. Talvez eu só venha aqui esporadicamente, mas vou manter esse cantinho. Estou estudando uns colaboradores com postagens mensais ou semanais, pra não deixar a peteca cair quando eu estiver no sufoco do TCC, do estágio obrigatório ou das provas para o mestrado.

Então, quando o blog parecer assim, meio abandonado, quero que vocês tentem ficar felizes por mim, porque isso significa que provavelmente estou muito ocupada fazendo alguma coisa que me deixa ainda mais feliz que isso aqui. E olha que meus blogs me deixam muito, muito feliz.

Não sei se amanhã ou bem depois, mas a gente se vê ;)

Adeus, 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Existem atitudes que facilitam muito a vida da gente, mas que são tão difíceis de sair do falatório pra prática! Coisas que a gente sabe que precisa praticar, está cansado de saber que tudo seria muito melhor se você mudasse, chegando a dizer que a partir de hoje será diferente, compromissos feitos com a sua própria pessoa.

Eu sei que eu preciso aprender a errar. Não que eu nunca erre, o problema é o contrário. É que eu erro muito, mas não sei o que fazer nessa situação. Como é que se faz pra mudar de ideia e dar o braço a torcer sem ficar completamente sem graça. Pra quem sempre tem todas as respostas, sempre tem que ter tudo sob controle, pra quem acha que não pode errar, aprender a errar não é lição fácil. E eu não posso nem dar a receita. Ainda não aprendi e não faço ideia de como se faz isso.

Outra coisa que eu preciso aprender é a sair de uma discussão pacificamente. Eu tentei fazer isso outro dia, mas acho que escolhi a pessoa errada pra praticar. Acabou que o sujeito brigou comigo porque eu decidi concordar com ele pra acabar com a discussão. Mas nem quando eu tento perder! Ainda estou esperando me recuperar dessa experiência assustadora. Se tivesse um curso... Enquanto isso, tento aprender a não discutir. Quem sabe daqui a cinquenta anos eu chegue lá...

Eu preciso aprender...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quanto uma vida pode mudar em menos de 30 dias? É certo que mudanças fazem parte da vida, mas algumas mudanças dependem de um empurrãzinho. Outras precisam de um chute. Outras simplesmente acontecem, conforme o soprar dos ventos. Outras ainda surgem como um furacão.

Meu nome é Forasteiro
Vindo de uma terra distante
Meus pés estão cobertos de terra
De tantas idas e vindas
E eu tenho visto
Ótimas coisas à distância
Elas vêm a mim
Eu as sigo
Eu sigo em frente

Foi com um belo chute que eu decidi deixar o escritório onde trabalhava. Eu tinha acabado de renovar o contrato quando percebi que não conseguiria esperar o mês de dezembro ou janeiro para viver um pouco. Pensando no assunto, vi que a minha liberdade, que eu tanto amo, estava murchando; que eu já não me sentia tão desafiada e estimulada como no início; que os feedbacks que eu recebia eram de 'ficou muito bom, parabéns!' quando eu sabia que não estava tão bom assim e a versão final dos trabalhos vinha com trezentas modificações; que o esforço que eu sentia estava sendo maior que a recompensa. Que a coisa que eu mais prezava ali era a companhia das minhas colegas de trabalho (SAUDADE!!!) e, bem, eu não tenho filhos pra criar, nem prestações a vencer, e não havia nada que me obrigasse a continuar ali. Chegou a hora de chutar tudo pro alto. (Mesmo porque, em um contrato de estágio, você tanto pode decidir não voltar mais amanhã, como eles podem decidir que não querem mais você, e ninguém tem nada com isso).

Porque estou a ponto de largar tudo
E viver aquilo que eu acredito
Não posso fazer nada agora
A não ser confiar que você me sustentará
Quando eu largar tudo


Estágio é assim: dura enquanto todos têm benefícios. Quando os benefícios diminuem, e isso uma hora acontece, a gente leva com carinho as coisas que aprendeu para as oportunidades que virão, e deixa uma porta aberta com as pessoas que, afinal, vão sempre fazer parte da sua rede - se você não resolver mudar de profissão para uma área completamente diferente, morando em um planeta perdido em uma galáxia distante. É hora de experimentar; e eu, que já sou doida pra experimentar coisas novas, gosto muito da ideia de poder estagiar um pouquinho em cada área desse oceano jurídico, que é bem grande. Continuo a nadar, às vezes aproveitando as correntes, às vezes lutando pra fazer meu próprio caminho. (Quem disse que nunca vale a pena?)

Eu já vi sonhos que movem montanhas
Esperança que nunca acaba
Mesmo quando o céu está caindo
Eu já vi milagres acontecerem
Orações silenciosas sendo respondidas
Corações machucados se renovarem
É o que a fé pode fazer


Com um empurrãozinho eu decidi que precisava me dedicar a outra área. Não deixar o Direito - eu amo o que eu faço. Me dedicar também a outra área que eu também amo. Porque um pessôoo me convenceu que eu preciso ter dez mil horas de prática pra aumentar a minha capacidade, e porque eu sabia onde encontrar a oportunidade perfeita pra obter muitas horas de tradução. Foi por causa de uma porta aberta com aquele meu cliente que eu o resgatei nos meus emails exatamente no momento em que ele procurava alguém pra fazer essa tarefa. (Posso ouvir a Katie dizendo 'It's such a God-thing!'). Então, é bom variar as águas por onde eu nado. Ou misturar as correntes. Estou sentindo que essas vão me empurrar bem adiante!

Cedendo à sua gravidade
Sabendo que você está me segurando
Eu não tenho medo


Então veio um furacão e deliberadamente cortou a energia elétrica do lugar onde eu morava, pra me forçar a sair dali bem rapidinho. Foi uma semana até improvisar uma 'casa' nova, em um lugar ainda mais longe - coisa boa pra dar uma dor nas costas é mudança! Eu, que tenho carinha de vinte, mas corpinho de sessenta e dois, estou toda entrevada. Mas quem disse que essas mudanças também não podem ser boas? Ainda que forçada, eu consigo entender alguns benefícios. Por exemplo, dormir no mesmo quarto e pegar o mesmo ônibus que o meu irmão todos os dias está nos aproximando mais - sempre achei muito preocupante o casulo adolescente dele. E faz muito mais sentido plantar uma igreja quando você mora ali do ladinho (ou melhor, nos fundinh - okay, vamos deixar de ladinho), do que quando você mora em ooooutro bairro, longe de todo aquele povo que você quer apresentar a Jesus!

Eu vou andar pela fé
Mesmo quando não conseguir ver
Porque esse caminho esburacado
Prepara à sua vontade para mim


Enfim, os bons ventos me levam em uma direção não muito certa. São ventos suaves, mas há muita neblina no caminho. Muitas águas ainda vão rolar nessa corrente, e eu me deixo levar. É claro que é melhor ficar quieta sobre o que você ainda não ter certeza do que ficar falando sobre o que você acha que vai acontecer. Então eu fico quietinha e deixo acontecer ♪naturalmen - corta!! Posso não saber bem onde estou indo, mas não preciso saber muita coisa. Só ♫continue a nadar, continue a nadar...♪

Tu me guias e não me deixas cair
Tu me levas bem perto do teu coração
E certamente tua bondade e misericórdia me seguirão


PS: A Lisa diz que faz posts gigantes porque só escreve uma vez por semana. Considerando que esse é o primeiro post do mês, ficou até pequeno, né?
PS²: Pois é, a pessoa criativa aqui misturou as músicas das semanas passadas no post!
Na ordem em que aparecem:
Move Forward - Bethany Dillon
Let Go - BarlowGirl
What Faith Can Do - Kutless (posso dizer que cumpri minha obrigação com essa música?)
I'm Letting Go - Francesca Battistelli
Walk By Faith - Jeremy Camp
All The Way My Savior Leads Me - Chris Tomlin

Continue a Nadar

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Essa música é a minha cara. Ela é engraçada. Parece infantil, bobinha, mas fala muito. Não é do tipo que as pessoas ouvem e falam 'que linda!'. A beleza está no que ela é. Não uma música que quer ser bonita, mas que quer falar alguma coisa, com um jeitinho diferente, próprio. Ela é atrapalhada e parece meio maluca. Mas ela é normal. Não, não é, não. É meio maluquinha mesmo.

Eu perdi minhas chaves
Num mundo desconhecido
E liga pra mim, por favor,
Porque eu não acho meu celular

É, nesse exato momento eu não sei onde está a minha cópia da chave de casa. E o celular é uma coisa que vive se metendo nos cantos mais difíceis da minha bolsa. Já viram alguém que consegue esquecer a carteira no escritório? Ou ir pra aula e esquecer o caderno em casa? Sério, eu já fui menos destrambelhada, mas essa tem sido uma característica marcante da minha pessoa. Quando vi que ela também tinha perdido a chave de casa, quis ligar pra dar um oi pra minha colega. Só que ela perdeu o celular e eu não sou de telefonemas.

Essas são as coisas que me deixam maluca
Essas são as coisas que estão acontecendo comigo ultimamente
No meio da minha baguncinha (eufemismo?)
Eu esqueço de como sou abençoada

Mesmo doida, ela quer dizer uma coisa muito importante. Por mais doida que a vida seja, por mais bagunçada que ela esteja, não se esqueça que existe um Deus. Um Deus que vigia seus passos, que cuida da sua vida. Que sabe o jeito certo de lhe surpreender.

Eu tenho que confiar que você sabe exatamente o que está fazendo
Pode não ser aquilo que eu escolheria, mas são essas coisas que você usa

Pessoas como eu e Francesca ouve toda hora que 'isso só poderia acontecer com você mesmo'. Mais uma das coisas que só acontecem comigo? Não, não existem coincidências. Foi mais uma das coisas-de-Deus. Coisas que Deus usa pra cumprir seus propósitos. Porque eu creio em um Deus que cuida de todos os detalhes da minha vida. Não é por acaso, é por Deus.

Música da Semana: This is the Stuff - Francesca Battistelli

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu me lembro exatamente do dia em que eu fiz a lista 101 em 1001. Não foi exatamente em um dia, mas levei menos de uma semana para colocar todos os meus sonhos para os próximos 34 meses em uma to-do-list. Muitas coisas foram relativamente fáceis. Eu sempre fui aquela que planeja o futuro e sabe o que quer. Me lembro muito bem de como eu planejei a data de início para que esses 1001 dias terminassem exatamente no dia 16 de novembro de 2012, data em que aconteceria um grande evento na minha vida.

Esse é o 13º mês do desafio. Eu, como boa sanguínea, já mudei de ideia três vezes sobre algumas coisas. Outras continuam firmes, mas as circunstâncias as transferiram para outra época, além dos vinte e dois meses que restam de desafio. Além disso, hoje eu quero outras coisas. E existem coisas que ficaram, de certa forma, impossíveis. (Como chegar aos 500 comentários no Pirralha haha)

Contudo, uma sanguínea quase colérica é um tipo muito insuportável persistente, sabe? Então, em vez de desistir do desafio, eu vou mudar as regras. Instituo aqui uma nova lei porque o blog é meu, quem me desafiou fui eu mesma, então eu mando. Viu que chata? Então a regra é que eu tenho direito a uma revisão anual para mudar todos os itens da lista que achar apropriados, desde que mantenha a essência. 

Não entendeu nada? É simples. Eu dividi todos os itens por categorias, cada um era uma maneira de cumprir algum objetivo maior. Quer ver? Então respira fundo que vai demorar pra arrumar isso tudo, tá?

Educação: Escrever dois artigos um artigo; Tirar mais que 9,0 na banca do TCC; Aprender alemão; Fazer o TOEFL Cambridge FCE; Ler 150 livros; Fichar 50 livros; Me inscrever no mestrado; Ter todas as notas acima de 8,0; Manter meu caderno virtual atualizado.
Passei as férias às voltas com um problema de pesquisa que não veio. Mas eu vou continuar tentando. Já a nota do TCC é impossível. Simplesmente porque quando eu fiz a lista ainda confiava que estaria prestes a me formar quando chegasse no fim do desafio. O problema é que só me formo no ano seguinte. O TOEFL não quero mais. Quero fazer Cambridge ESOL. Viu? A essência é a mesma. Vou estudar pra fazer no ano que vem. Me inscrever no mestrado é outra coisa 'impossível'. Está fora. Quanto às notas, já me devo...40 reais para cada nota abaixo de 80. Shh! Meus pais só sabem as notas boas. O caderno são as minhas anotações rabiscadas escritas de forma mais compreensível quando eu passo a limpo no computador. Quero ter os registros dos seis anos de faculdade.

Beleza e saúde: Terminar o tratamento ortodôntico; Frequentar a academia pelo menos duas vezes por semana; ...; Ir ao oftalmologista; ...; Beber três garrafas de água por dia; Fazer uma limpeza de pele; Comer salada todos os dias; Comer uma fruta por dia; Investir 10% da minha renda em cuidados pessoais.
Como assim você eliminou o exercício e a salada do seu desafio? Ah, gente... Tentei, viu? Mas não se encaixa na minha rotina. A academia e não posso nem preciso. Já faço tanto exercício no meu dia-a-dia que já estou morta antes de pensar em academia, além de não ter tempo nenhum pra isso. E a salada? Eu como muito mal. Às vezes passo o dia inteiro comendo coisinhas. É errado, eu sei, mas esse não é o momento para um planejamento alimentar...

Viagens e passeios: Manaus; BH; Rio de Janeiro; Bahia, São José dos Campos; São Paulo; Todos os parques de Curitiba; Todos os shoppings de Curitiba; Todas as cidades do litoral do Paraná; Uma praia catarinense; Descer a Estrada da Graciosa; Ir a um zoológico; Passear de barco; Visitar uma ilha.
Aqui só vou acrescentar São Paulo. Sempre prometo que vou pra lá nas próximas férias... desde o meu aniversário de 15 anos.

Interpessoal: Encontrar Patrícia e Andressa; Ir a um aniversário da Nina; Levar meu irmão ao cinema; Voltar a escrever cartas; Ensinar algo a alguém; Ajudar alguém todos os dias por trinta dias; Presentear alguém.

Para ganhar ou comprar: Notebook; 34 livros; Guarda-roupa maior; Bíblia nova; Câmera digital; Tênis; Um lugar decente pra guardar meus esmaltes; Bicicleta; Celular com mp3 e acesso à internet; Dois portarretratos com fotos do casal mais lindo do planeta; Uma bolsa discreta.
Porque descobri que não preciso de um guarda-roupa maior, mas preciso desesperadamente acessar email e twitter enquanto estou fora de casa. #addicted E eu tenho fotos com família, com amigos, mas não com o amor da minha vida. Pode? Eu tenho duas bolsas grandes: uma de zebra e outra laranja. Entendeu, né?

Amor: Viajar para Foz do Iguaçu; ...; Ir à formatura dele; Falar todos os dias com ele; ...; Destinar no mínimo 30% da minha renda para nossos investimentos; Ficar uma semana com ele.
Pode ser engraçado alguém pensar que eu não consigo ficar uma semana com meu namorado. O negócio é que já tem mais de um ano que não ficamos juntos por mais de quatro dias...

Carreira: Estagiar em uma promotoria um escritório; Passar no exame da OAB; Ir a um congresso de Direito; Decidir de uma vez por todas minha área de concentração.
Queria estagiar em uma promotoria porque queria ser promotora. Agora quero ser advogada. E estou dizendo 'e daí?' pra todos os 'contras' que alguém me apresentar. Ah, tenho que decidir minha área de concentração. Eu gosto de tudo! Chato, né? A OAB está ligada à formatura.

Pessoal: Ler a Bíblia inteira mais duas vezes; Doar sangue; Manter meu quarto organizado; Tirar a carteira de habilitação; Dormir no máximo à meia-noite de domingo a quinta; Não acordar atrasada; Não trocar a cor do esmalte mais que duas vezes na semana; Aprender a me orientar em Curitiba; Ganhar alguma coisa em uma promoção; Aceitar uma derrota sem ficar com o orgulho ferido; Ser voluntária em algum projeto; Compor uma música; Vender alguma coisa que eu mesma fiz; Vencer uma partida de algum esporte; Voltar a dançar.
Doar sangue significa que eu preciso ganhar alguns quilos. O banco de sangue do HC fica a uma quadra do escritório. Sempre que passo lá fico com vontade de doar. E, sim, eu dançava. (Sabiam que na primeira lembrança que Haralan tem de mim eu estava dançando? hahaha)

Finanças: Pagar todas as contas em dia; Achar dinheiro na rua; Poupar 30 20% do meu dinheiro; Depositar 10 reais na poupança para cada item não cumprido; Controlar minha movimentação financeira.
Diminuí 10% aqui porque já destinei 30% lá em cima.

Cultura e lazer: Assistir a um jogo do Vasco no estádio; Assistir a todas as temporadas de Monk; Assistir a todas as temporadas de Criminal Minds; Assistir a 40 filmes; Assistir a 10 filmes no cinema; Assistir a 5 espetáculos de arte; Ajudar a traduzir toda a série Glenbrooke.

Blog: Reativar o Pirralha; Desenhar uma pirralhinha nova; Mudar o layout do blog; Fazer uma promoção no blog; Ter domínio e layout personalizados nos dois blogs; Não deixar o blog sem posts por mais de cinco dias; Chegar aos 50 100 seguidores no Pirralha Com tudo o que sou; Chegar aos 50 seguidores no Verbete Legal; Chegar aos 500 comentários no Pirralha; Chegar a 10000 visitas no Pirralha; Postar no Estrelas uma vez por semana.
Mudanças óbvias, né?

Experimentos: Comer comida japonesa; Experimentar uma coisa que nunca comi por puro preconceito; Provar alguma coisa que sempre tive vontade de comer; Viajar de trem; Fazer alguma coisa que tenho vontade, mas tenho medo/vergonha; Plantar uma árvore; Superar um medo; Comprar alguma coisa pela internet; Cuidar de uma planta; Jogar boliche; Ir à Fnac.
Sem vontade alguma de comer peixe cru com molho de soja, vou satisfazer minha curiosidade e conhecer a Fnac.

Ah, é. O que eu fiz esse mês? Consegui o estágio em um ótimo escritório, li dois livros e estou com o controle da minha movimentação financeira com um programinha aqui. Só não sei até quando... Ah, e eu lembrei que comprei os presentes do amigo oculto pela internet

Faltam 84 coisas para os próximos 609 dias ;)

101 em 1001 - Reviravolta

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu sempre encho a paciência da minha mãe porque ela explica demais as coisas. Não basta ligar e dizer 'sinto muito, não posso'. Ela tem que contar com detalhes porque ela não pode. Não importa se a pessoa não quer ouvir, ou se ela não precisa ouvir, ou mesmo se é melhor pra todo mundo que ninguém fique sabendo disso. Ela acha que deve explicação pra todo mundo. Não deve, mãe. Mas do que eu estou falando? Vim aqui só pra me explicar hehe

Estava feliz e sorridente com um ritmo consistente de postagens. Começou com dia-sim-dia-não e acabou ficando uma por dia. E eu afirmo, era pra continuar assim. Não foi culpa minha, não. Ou talvez foi. É que aconteceram coisas, surgiram prioridades, sabe como é. Por exemplo, era pra eu ter postado aqui a resenha da biografia de Monteiro Lobato, do Desafio Literário. Aliás, vocês nem estão sabendo ainda. Eu tive que mudar as duas biografias. Não achei a Olga nem a Christiane F. na biblioteca. Fiquei com Monteiro Lobato e Virgolino Lampião e estou feliz da vida com a troca. Aguardem ;)

Então, o que aconteceu? Já que vai explicar termina de contar, né? Aconteceu que na semana passada eu passei no oftalmologista.Aquele médico chato que diz que você não estava usando óculos direito quando você sabe que estava, que seu grau aumentou demais e a culpa é sua, que agora você tem que usar o óculos direito, mais vezes. (Oi, tenho que usar óculos enquanto estiver dormindo? Pelo menos nos meus sonhos eu tenho que enxergar bem SEM óculos, né?) Aí que a pessoa teve que trocar as lentes dos óculos e não achou uma ótica decente nessa cidade que fizesse pro outro dia. Imagine minha depressão ao saber que não poderia ler de quarta até segunda-feira. E só ficaria pronto às cinco da tarde! Quando cheguei em casa, eu chorei. Não foi por esse motivo, mas vamos fingir que foi para adicionar um drama na história, ok?

Então, fiquei quarta e quinta-feira olhando pra esse livro enorme, com um bico infantil e uma vontaaade de ler muito grande, mas não li nada. Tentei. Não li. Fazer o quê? Vida difícil essa das pessoas que enxergam menos que as outras! Por isso ainda faltam 100 páginas da biografia quando eu já devia ter terminado. Por isso e porque meu namorado apareceu de surpresa no fim de semana. Não troco meu namorado por um livro. Especialmente um namorado que mora a muitos quilômetros de distância e que vem me ver poucas vezes, sempre muito rápido.

Ah, teve mais uma coisa também. Vocês sabem que eu trabalho lendo. Sem ler, não dá pra trabalhar. Tenho pilhas de livro em minha mesa e minha vergonha na cara não me deixa fazer outras coisas quando eu tenho prioridades. Sim, eu tenho prioridades na minha vida. E como o que paga as contas são os livros e não o blog... sinto muito, querido. Fica pra depois, tá?

Agora vamos trabalhar que já expliquei demais. Nem sei porque eu fiz isso! Ah, sei, sim. Porque eu falo da minha mãe, mas faço igualzinho. Pago língua. Cuspo pra cima pra cair na testa. Vai ver que eu acho bom, né? 

Não acho, não.

Explicando o que não preciso pra quem não tem obrigação de saber

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu não prometo que é a última vez que eu vou falar disso. Estou numa época de muito planejamento, muitíssimas decisões, muitas crises de indecisão, muito choro, muita oração - não tanto quanto deveria, muito choro, muito pensar, muito 'o que é que eu vou fazer da minha vida?'. É por isso que ultimamente eu tenho que me convencer que Deus está no controle, que apesar de eu não estar vendo absolutamente nada, existe um futuro, o melhor futuro. 

Pra sempre eu vou andar sem olhar pra trás jamais
E sempre eu vou saber que a tua mão me guarda
Apenas poder guardar na memória a minha história

É aquela coisa que a gente sabe que é verdade, mas não consegue confiar. Quando a gente sabe que a corda é bem elástica e não vai arrebentar quando você saltar nesse abismo, mas mesmo assim você fica achando que vai precisar ser empurrada pra vida. A gente tem mesmo é que se lembrar daquilo que Deus não se esquece: Ele cuida de nós.

Eu sei, eu sei onde tudo começou
E quem, eu sei, é fiel pra terminar
O mal, o mal eu sei bem porque passei
Atravessar o deserto e depois de tudo ainda crer na promessa

Isso tudo envolve aquilo de novo. Entrega. O que é viver como um sacrifício vivo? O que é viver cada dia como se estivesse às vésperas da tua volta? Como eu vou saber qual é a vontade de Deus? Eu não posso fazer isso simplesmente porque eu acho que é o certo, porque alguém me disse isso ou porque alguma coisa aponta pra isso. Eu tenho que querer fazer isso, se não tiver vontade (voluntas agendi, diria algum professor de Direito preciosista), não vale.

Pra sempre eu vou passar pelo fogo por amor
Pra sempre eu quero viver como um sacrifício vivo
Pra sempre poder te dar a minha longa juventude
Viver cada dia como se eu estivesse às vésperas da tua volta.

Música da Semana: Depois de Tudo - Resgate

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


Um meme criado pelo famoso Felipe, que ninguém comprovou se existe de fato ou se não passa de um fake da Elisa, mas que a gente ainda considera como uma personalidade e tanto! hahaha 

Nesse meme eu tenho que dizer que eu já sei tudo o que vou dizer aqui. Até porque, eu sou uma pessoa muito decidia, e quando eu começo uma coisa, pode ter certeza de que eu vou terminar! Além do mais, como eu só faço uma coisa de cada vez e sou uma pessoa muito atenta e concentrada, acabo obtendo muito sucesso dessa forma. 

Ah, vai ser muito fácil falar de mim. Eu me conheço muito bem. Eu mesma me acho muito previsível. Depois de 81 anos convivendo com esse ser, né? Apesar de ter mudado de casa várias vezes, eu mesma sempre fui uma pessoa estável. Ah, e fácil de conviver também. Vai ver que por isso pouquíssimas vezes precisei me adaptar, e me tornei tão previsível.

Sabe aquela pessoa controlada, que nunca conta com o ovo não botado, que sabe sempre como se comportar em todo tipo de situação, não paga mico, não passa vexame... Muito prazer, sou eu! Controlada que sou, sempre tomo muito cuidado com novas situações, novos projetos. Sempre penso em tudo com muita calma. Esse negócio de entrar de cabeça e se empolgar de primeira definitivamente não é comigo. Ora essa, sou uma pessoa sensata! Onde já se viu, se jogar em coisas novas sem saber onde estou pisando? Isso é pra esses loucos impulsivos. Gente assim não vive. Está sempre pensando em coisas novas, projetos novos... Eu gosto de ficar com o presente, com o que eu tenho! Investir naquilo que eu posso tocar! Isso sim é ser inteligente!

Agora vou terminar logo esse post, porque eu não gosto muito de falar de mim. Esse negócio de ficar se expondo é típico dessas pessoas impulsivas, sociáveis. Sou avessa a isso. No dia-a-dia você vai me achar muito simpática, mas quando alguém tenta me conhecer eu prefiro afastar. Não foi Aristóteles que disse que só se pode ter no máximo cinco amigos? Eu já tenho... dois! E só tenho dezoito anos. Melhor reservar essas outras vagas para as pessoas mais interessantes que eu ainda vou conhecer.

Agora vocês me dão licença que está na hora da minha natação. (Eu marco hora pra tudo porque, vocês sabem, dou uma pessoa muito controlada). Depois o meu sagrado suco de abacaxi de cada dia. (Porque eu tenho muitas rotinas estabelecidas).

Até não mais ver!

Com tudo o que não sou

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Fazer com que o leitor se identifique com o personagem. Não existe 'chave do sucesso literário' mais acertada que essa. Quando você começa a se identificar com vários personagens de uma só autora... ai! Será que é crise de identidade? Pois eu já me identifiquei com Katie, Selena, Teri, e agora com a Meredith. 

Meri é uma mulher bastante parecida comigo. Ela gosta de ser independente. Tem sua casa, sua vida, seu trabalho (flexível, como o meu) e não gosta de ser infantilizada. Gosto de gente que sabe se virar sem precisar perguntar pra alguém o tempo todo se aquilo está bom, ou se está tudo certo, ou se ela escolheu bem... Sabe aquelas pessoas que precisam de alguém o tempo todo que confirme que ela não está fazendo nada errado? Meri gosta de poder fazer tudo sozinha. E eu também.

Ela se perde sonhando acordada. Às vezes é bom mergulhar em alguma realidade paralela, imaginando aquilo que vai acontecer da forma mais... encantadora possível. Já me acostumei a conversar com alguém - uma pessoa de verdade - que não está presente, imaginando o que ela diria. É divertido. É gostoso imaginar como seriam ou serão determinadas situações que invariavelmente acontecerão. Algumas vezes eu morria de rir da Meredith. "Essa menina viaaaaja!" Mas eu não fico nem um pouco atrás!

Ela faz o que quer. Não está nem aí. Tá. Nem sempre ela faz o que quer sem estar nem aí pra o que os outros estão pensando. Mas às vezes a vontade de fazer alguma coisa é tão grande que a espontaneidade fala mais alto que a sanidade. Foi o que aconteceu quando ela pulou na cachoeira de roupa e tudo. Ou quando resolveu dançar com o homem de borracha. Ou quando eu resolvi dançar, mesmo que ninguém na igreja estivesse com a menor disposição de mexer os quadris. É, os quadris. Mas não tem graça a vida se a cada movimento a gente pensar o que as pessoas vão pensar. Acho que quem faz isso o tempo todo - porque de vez em quando é preciso - perde muita coisa boa nessa vida.

Ah, o livro! É o sexto da Série Glenbrooke. A Meri é irmã da Shelly, do Clouds, o livro anterior da série. É impressionante como a Robin conseguiu fazer tantas personagens diferentes e convincentes! Fato é que ela sempre capricha mais nas melancólicas (desconfio que sejam as mais parecidas com ela), mas ela consegue variar sem que as personagens pareçam forçadas ou artificiais. Como se pudesse se identificar com cada uma delas...

O mocinho é o Jake, que aparece pela primeira vez em Sunsets. Ele morava com o Brad, irmão da Lauren. É a dupla perfeita. Engraçado e fofo. O meu número. hahaha A história passa por uma série de coincidências sério? envolvendo uma série de livros e filmes infanto-juvenis, uma releitura de O Peregrino no estilo Crônicas de Nárnia. Agora estou com vontade de ler O Peregrino.

Acho que o mais legal de tudo é que a história não fica rodando em torno de um romance. O romance acontece. Não como nessas comédias românticas com Sandra Bullock ou.. como é o nome daquele feio? Ben Affleck. No começo a gente sabe que eles terminam juntos. Mas depois a gente conclui que eles não precisam terminar juntos, não naquele livro. Porque eles são um do outro de qualquer jeito, então uma hora isso vai acontecer. Afinal, uma história de amor não é feita só de romance. Envolve experiências, encontros, conversas... e até mesmo alguns momentos só. É que a gente às vezes tem que aprender a estar longe pra poder estar perto. E a certeza de que no final eles estarão juntos conforta as decepções e desentendimentos que aparecem.

Waterfalls - Robin Jones Gunn

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Eu AMO livrarias. E bibliotecas. E parques. Mas bem, eu amo livrarias. A livraria da Ed Betânia fica no meu caminho pra casa, todos os dias passava na frente... de ônibus. Aí sempre que passava dizia que uma tarde dessas eu desceria até lá. Isso nunca aconteceu.

Minha visita à livraria foi em outras circunstâncias. Geralmente na última sexta-feira do mês eu tenho reunião com meu chefe. Depois eu sempre saio andando pra algum lugar. Eu gosto de andar, apreciar a paisagem, conhecer caminhos novos, lugares novos. Geralmente ando os quase cinco quilômetros dali até a UFPR, com a desculpa de fazer alguma coisa. Aí quando chego lembro que não tinha nada pra fazer lá e vou pra casa de ônibus. Dessa vez resolvi mudar o destino. Queria ler na Praça Japão, mas o céu estava com aquela cara de vai-chover, resolvi entrar na Avenida Iguaçu e ver até onde eu iria. Eu sempre descubro coisas ótimas nessas caminhadas.

Foi assim, sem escolher onde parar, que acabei na livraria. Como eu disse, eu amo livrarias. Sou uma típica turista de livrarias. O quê? Não sabe o que é uma turista de livrarias? São aquelas pessoas que vão às livrarias quando não têm nada pra fazer - ou mesmo quanto têm - só porque gostam dos livros, e ficam lá olhando as capas, lendo os títulos, vendo trechos...

Mas sabe, que dessa vez foi diferente. Eu era a única cliente naquela tarde de sexta-feira. Logo fiquei íntima da vendedora que me atendeu. Coisa difícil de acontecer. Eu geralmente abomino esses vendedores que ficam atrás da gente, mas a Ju... viu? Já a estou chamando de Ju! Pois é. Eu que não ia comprar nada, me lembrei que o devocional que a Lauren leu com o KC é publicado pela Betânia, mas eu não me lembrava do nome em português. Pedi logo pra ver todos os devocionais. Não tinha o que eu queria, mas tinha uma continuação do favorito da minha mãe (Ela lê o mesmo devocional há uns.... bom, desde 'sempre'). Comprei pra ela e só pensei nas minhas contas quando estava sendo embalado pra presente!

Depois disso ainda me ofereceram uma água, um café, um banquinho, uma conversa, e eu fiquei, né? Fui ficando, conversando... A Ju é boa de papo! Já estou aqui pensando quando vou passar lá de novo! Ser amiga do pessoal da livraria é bom negócio, né?

Livraria Betânia

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Novembro sempre teve tudo pra dar certo. Pra começar, porque tem dois feriados. Feriado é bom, né? Só quem não gosta de feriado é quem tem que trabalhar no feriado hehe. Além do mais, tem o dia do músico. Poucas coisas são mais ótimas nessa vida do que música. Em novembro eu comecei a namorar, e em novembro foi o meu primeiro beijo. A fundação da Unesco, a inauguração da White House, o nascimento do Mickey Mouse. Todas tentativas fracassadas de tornar esse mês em algo bom e agradável. Nem o aniversário de namoro consegue deixar o saldo positivo. Nem a proximidade do fim do ano. Nem o início (extraoficial - é junto agora?) do verão.

Desculpa, novembro, mas não deu pra você. É sempre aquele desespero. Os professores marcando provas desesperadamente. Os prazos que você achou que estavam muito longe - tudo que é no fim do ano parece longe - se aproximam. Em novembro a gente percebe que o ano passou todinho e... cadê? Novembro parece que nunca acaba, e ao mesmo tempo passa voando. Pura ilusão pra aumentar o seu desespero. Aparecem as segundas decorações natalinas (as primeiras vêm em outubro. Mas é muito apelo, né?). Você lembra de tudo que tem que entregar, daquilo que prometeu fazer, do que prometeu não fazer, do que resolve adiar. Será que ainda dá tempo?

Um estudo de caso: começando pelas provas, serão seis ao todo nesse mês. Nunca na história desse ano inteiro tive provas de todas as matérias no mesmo mês. Aqui é proibido ter provas com intervalo menor que quarenta e oito horas, mas eu terei quatro provas na última semana de aula (a do desespero). Tem aquele trabalho super complexo de história pra semana que vem, que eu tenho que fazer nessa semana porque tem casamento, aniversário de namoro e bem... feriado não existe. Ninguém liga pra dois feriados que vai passar estudando!! Ah, e o líder do louvor que vai casar e está de 'licença'. Quem tem trabalho dobrado?

Novembro me estressa. Eu estresso os outros. Fico irritada. Mais sensível. Aí já viu, né? Esquentada, impulsiva e irritada. Bomba! A bomba explode, eu fico sem dormir. (Não durmo quando brigo com as pessoas!) O sono me deixa mais irritada...

Quer saber? Preciso mesmo é de férias. Ô, Dezembro, chega logo, viu?

Ah, o Felipe também está com um sério problema com o mês de novembro. Olha aqui. E a gente nem combinou! Esse post estava programado, tá, Felipe?

November FAIL

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não há nuvem cinzenta que dure um dia inteiro na vida de uma pessoa sanguínea. Por mais mal-humorado e desastroso que amanheça, sempre haverá um motivo pra sorrir em duas, quatro... doze horas.

Sexta-feira foi daqueles dias que já começam dando tudo errado. Sabe como é? Tudo o que não podia acontecer, acontece. Avisei todo mundo que tinha reunião com o chefe às oito, inclusive o namorado, que estava dormindo com meu irmão haha e que disse que iria comigo. Acordei e saí levantando todo mundo e perguntando da hora. "Ta cedo!" Ta? Então ta, né? Eu que não vou caçar os óculos pra ver a hora... #cega Dormi mais meia horinha. Acordei e resolvi eu mesma ver a hora.

Saí atropelando tudo, acordando a casa toda, toma banho, arruma a bolsa, "Acoooorda! Então fica aí!". O ônibus que nunca atrasa, atrasou. O trânsito que nunca agarra a essa hora, agarrou. Todos os sinais vermelhos. Tudo atrasa, tudo não anda. Chefe liga e eu só vejo depois. Acabaram os créditos. Corre pra portaria e ele ta me esperando no elevador. Atrasada e atrasado. Quase mato a cadelinha de madame com um pisão. Ele já estava com meu pagamento no envelope pra deixar na portaria do prédio.

O céu ainda é azul, há esperança....

Essa é a parte que eu e meu chefe conversamos em pé mesmo que é pra não ter que sentar e levantar de novo. Tempo, né? Tudo certo, tudo ótimo, tudo lindo, vou te dar um aumento mês que vem, ta gostando do trabalho? 

Viram, gente? Aumento! Mas essa nem é a parte que me deixou sorrindo o dia todo. É que eu AMO ser elogiada. Seu trabalho está sendo muito importante. Você é muito eficiente. Isso é que é competência. Está me ajudando muito, você nem sabe o quanto. Me sinto tão feliz e realizada, de verdade, com isso. Sorrindo até agora.

Preciso dizer que o resto do dia, apesar de cansativo, foi lindo? (Lindo até a despedida, né? Ninguém merece se despedir do namorado pela décima vez em um ano!)

PS: Eu gosto de elogios, mas gostei demais do aumento também! Afinal, de que adianta elogiar sem demonstração real do que se fala? hehe

Meu chefe lê este blog #segredo

O céu ainda é azul

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Experimenta falar isso pra mim. Não, não experimenta, não. Eu não gosto. Eu detesto. Eu... hunf!

Sabe aquela história de "preciso falar com você mais tarde" ou "tenho uma coisa importante pra te contar, mas agora não dá"? Comigo isso não existe. Bom, pelo menos não deveria existir. Se tem uma coisa que me deixa nervosa é a expectativa de uma conversa.

Quer conversar? Então fala agora, e fala tudo. Não me deixa pensando que é pior. Ainda mais se você for uma pessoa meio dramática. Eu sou dramática e meia meio? Imagine o que sai dessa mistura. Coisa boa é que não é. As chances disso dar errado não são poucas, ainda mais com uma mente hiperativa como a minha.

Pensando sempre no pior. Afinal, se o negócio é tão sério que precisa de um momento especial pra ser dito, coisa boa é que não é, né? Quando o assunto é bom, a gente não guarda. Sai falando, espalhando pra todo mundo. Ninguém deixa a alegria pra mais tarde. E quanto mais tempo passa piores são as hipóteses que passam pela minha cabeça.

Irritada por antecipação. Difícil explicar, mas sabe aquela história de que "uma mentira contada cem vezes vira verdade" ou algo assim? Quando a "expectativa de uma conversa séria" dura muito tempo, e as tais hipóteses malucas e teorias conspiratórias ficam fazendo a festa na cabeça, às vezes a gente perde a noção da realidade. Tanto faz você ter certeza de que o assunto é aquela coisa horrível que você pensou ou se você em seu estado de insanidade começa a pensar que isso de fato aconteceu, juntando argumentos que justifiquem toda a sua certeza... O resultado é que antes mesmo de saber o que aconteceu de fato, eu já estou brava pelo que pode ter acontecido. Aí vem o namorado perguntando 'O que foi que eu fiz?'

ELE (meu namorado é ELE sim, ta, Cintia?) diz que faz isso ele sempre faz isso porque sabe que, ao contrário da memória de Lucy dele, eu não esqueço. Eu nem durmo de tanto pensar nisso. Dei uma agenda pra ele, mas, não sei por quê, ele não anota 'certas coisas' na agenda. E eu fico me mordendo de curiosidade.

Deixa ele chegar pra ver se não leva uns tapas #violenciadomestica

Preciso conversar com você

sábado, 2 de outubro de 2010

O dia de hoje pareceu comprido. É que aconteceu tanta coisa, que eu tenho a impressão de que foi coisa demais pra um dia só. Será que não foi uma semana e eu não percebi? Como pode uma pessoa ficar ansiosa, tranquila, entediada, alegre, envergonhada, brava, apaixonada, triste, brava de novo, chateada, alegre e terminar o dia às gargalhadas?

Quando eu falo desses sentimentos, não pense que é algo contido, algo leve, mudanças graduais... É chorar de raiva, é rir até chorar, é dar pulos de alegria, é ficar profundamente chateada, é ficar vermelha de vergonha, é ficar boba de paixão... Não é bipolaridade, não, gente! É só que eu me permito a levar todos os meus sentimentos ao último grau.

Deve ser por isso que eu detesto quando alguém tenta me acalmar quando estou com raiva. E porque eu ouço música de fossa quando estou triste. E porque rio dez anos da mesma piada. Eu gosto de intensidade. De saber que eu vivi cada momento.

Morrer de amor, de saudade, de raiva, de tristeza, de rir. E seguir cada vez mais viva.

PS: sei lá porquê to achando esse post a cara da Ju Finaflor.

High Low