Mostrando postagens com marcador Mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mulher. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Não sei se é segredo pra alguém, mas eu estou em eterna conferência via email com alguns amigos mais chegados, conversando sobre todo tipo de coisa útil ou inútil e um dos temas polêmicos do grupo é o feminismo.

Falar sobre o tema é muito complicado, porque não existe um significado uníssono pra esse termo. De um lado, tem o feminismo" formado por putas feitas que não se depilam, odeiam os homens e querem dominar o mundo". De outro lado, tem o feminismo das mulheres oprimidas pelo machismo e pelo patriarcado e que exigem liberdade, mesmo que custe a liberdade alheia, afinal, todos os homens são estupradores em potencial. Enquanto isso, o famoso "feminismo é a luta pela igualdade" vai se tornando um mito...

Por trás da ideia de igualdade e de direito de escolha, existe sempre alguma dominação.


Pra começar, a ideia de igualdade é uma ideia falsa e opressora, porque as pessoas não são iguais. A única coisa que nos faz iguais é o fato de sermos todos humanos, e isso corresponde a um núcleo mínimo de direitos que todas as pessoas devem desfrutar, do qual ninguém pode abrir mão, independente de gênero, idade, cultura, religião ou o que for. Mas fora desse núcleo irredutível que corresponde à dignidade das pessoas, ninguém é igual. E essa é a graça. É por isso que convivemos em sociedade, que precisamos dos outros. Cada ser humano é único!

E é aí que vem uma coisa linda. Como cada ser humano é único, não existe "coisa de homem", "coisa de mulher", "coisa de asiático", "coisa de brasileiro". É claro que muitas dessas "coisas" serão encontradas mais facilmente em um grupo identificado de pessoas, mas por nenhum outro motivo senão o modo que foram criadas e como se relacionam na sociedade. Isso significa que cada um pode fazer o que quiser, mas também significa que os critérios para julgar devem ser iguais.

Eu vejo que muitas "bandeiras feministas" não têm o objetivo de tornar as coisas legais pra todo mundo, mas dar à mulher a liberdade de fazer aquilo de mais escroto , nojento e repugnante que os homens fazem por causa do machismo. A luta não é para que as atitudes machistas sejam eliminadas, mas que elas sejam liberadas pra todo mundo. Acontece que o que é feio pra um, é feio pro outro também. O que é degradante e fere a dignidade do homem (muito embora ele possa pensar que está abafando), também é degradante para s mulheres. O negócio é não nivelar por baixo.

Eu li recentemente um livro muito interessante chamado "O Machismo Invisível" (Marina Castañeda), que fala especialmente como o machismo afeta a vida dos homens. Claro, o machismo faz mal pra todo mundo. Oprime todas as pessoas. Faz com que os homens tenham que adotar uma atitude determinada para que sejam considerados "homens" pelos demais.

O que me deixou triste é que, quando a autora apresentava soluções para os problemas apontados, ela nunca considerou que as pessoas devem dialogar e combinar a forma como funciona melhor pra elas. Se o marido tem direito a ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com a esposa, então a esposa também deve ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com o marido. A ideia de que o esposo e a esposa devem conversar um com o outro sempre que quiserem usar o dinheiro da família pra comprar um carro, por exemplo.

É triste porque aquelas características consideradas "femininas", de consideração com o outro, de compaixão, de sensibilidade, são vistas como fraqueza, enquanto o egoísmo e a independência são supervalorizados. Isso nos enfraquece como sociedade.

Será que ninguém ainda pensou que certas coisas simplesmente não deveriam acontecer de forma alguma? Que se é nojento que um homem use as mulheres como objetos sexuais descartáveis, que seja violento, que não permita que elas expressem sua opinião, a recíproca também é verdadeira? Que anos de oprimido não justificam o desejo de opressão? Por que o modelo de mulher ideal é uma Lara Croft toda-poderosa que não precisa de ninguém e se vira sozinha? Por que, em vez de querer formar mulheres super-independentes, não autorizamos os homens a serem sensíveis, compassivos e dependentes?

Aqui entra a questão do direito de escolha. Porque se o modelo desejado é o da mulher que se despiu da fraqueza (aquelas características que a sociedade considera femininas) e se revestiu de super-poderes (aquelas características que a sociedade considera masculinas), as escolhas da mulher serão livres apenas se ela escolher se despir de sua fraqueza e se revestir de super-poderes. A mulher que escolhe ser mãe em tempo integral é oprimida. A mulher que é dona de casa é coitada. A mulher que dá de quatro está se sujeitando a um modelo de submissão.

As mulheres de hoje (e eu falo principalmente por mim) carregam nas costas o peso da obrigação de ser bem-sucedida. Aquela obrigação de esfregar na cara dos homens que podemos ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa, ou mesmo que somos melhores que eles. O corpo é seu, a vida é sua, você é livre pra ser puta, mas não pra casar, pra deixar o mercado de trabalho, ou pra nunca entrar nele. Você não é livre pra amar e paparicar o seu marido (mesmo que em reciprocidade).

É por isso que eu não me identifico com o feminismo. Porque é muito arriscado se identificar com uma luta que não tem mais identidade. E não acredito no ideal de igualdade de gênero. Porque o que eu acredito é nesse núcleo irredutível de direitos para todos os humanos. E que para que todos desfrutem desse núcleo mínimo, precisamos nos despir do nosso egoísmo, da nossa independência, da nossa necessidade de fazer sucesso, e sermos todos mais servos, mais humildes, mais compassivos, mais "femininos".

Eu não me identifico com o feminismo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Parece que eu entrei no tornado de Oz e de repente estou nessa vida diferente. De vez em quando vem aquela sensação de "Ei, essa é a minha vida a partir de agora." e às vezes aquela dúvida "Isso aqui é a vida real ou eu vou acordar?". Não é a arena dos jogos, não é o país das maravilhas... só que muita coisa é diferente agora.



A #alunafederal agora é egressa. A #estagiária agora é desempregada dona de casa. A #estudantededireito agora faz a sua própria agenda de estudos. A minha #metadecuritibana ainda não se conforma com o verão africano de Foz do Iguaçu (e tudo o que acompanha esse clima quente e úmido pra fazer inveja à selva amazônica). Quem vivia #movidaamúsica agora está viciadíssima em séries (se a Netflix me pagasse pra fazer propaganda...). A #namorada agora é esposa, com direito a nome comprido e tudo mais. A #profissional ainda está pensando o que vai fazer da vida. 

É, muita coisa mudou, e não dá pra voltar atrás. Não que eu esteja arrependida. É que essa história de que nem se eu quisesse eu poderia desfazer isso tudo dá um frio na barriga, afinal de contas, as decisões já foram tomadas. Estou aqui, com aquele medinho lá no fundo, mas feliz, iniciando um novo ciclo, uma nova fase, cheia de novos marcadores para os novos posts do blog que... bom, esse é o de sempre.

Dinâmica

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012



Os últimos meses foram os mais difíceis para este blog. O maior período de silêncio para mostrar que esse negócio de greve não facilita a vida de ninguém. "Ai, que beleza, quatro meses de férias" uma ova. Quatro meses de estudo, seguidos por cinco meses de... jogos vorazes acadêmicos. Eu sou da turma do penúltimo ano, que não tem todo tempo do mundo pra recuperar o tempo perdido, mas que ainda assim entrou em greve (os últimos anos nunca entram em greve, pelo menos não aqui).

Então, nos últimos meses eu tive milhares de trabalhos e provas e trabalhos e artigos e provas em sequência. Sem contar que, além de estudar, eu tenho um trabalho e um estágio, tenho um namorado e uma família, tenho uma pretensão ao mestrado, tenho coisas demais pra manter um blog ativo em plena arena. 

2012, que pra mim só acaba em fevereiro, foi um ano de muita correria, mas que também teve bons resultados. A minha biblioteca triplicou, as minhas notas subiram, consegui participar da vida das pessoas que amo, comecei a trabalhar na área que eu mais gosto na vida, o mundo não acabou, tive um artigo aceito em uma conferência internacional sediada no Japão, terminei o ano no azul.

Aliás, lembram do projeto 101 em 1001? Os 1001 dias terminariam em novembro de 2012, e embora eu não tenha cumprido toda a lista, consegui algumas coisas interessantes. Fui ao Rio e a Foz do Iguaçu, também a uma praia em SC e a Florianópolis, que é uma ilha, e a São Luis, onde nunca pensei que fosse chegar tão cedo. Encontrei minhas amigas de infância e descobrimos que todo o nosso "em comum" hoje se resume às lembranças. Li muitos livros. Vi vários filmes. Comecei a acompanhar algumas séries. Dei muitos presentes.

O Com tudo o que sou também teve seus momentos, com várias postagens muito visualizadas, e eu espero continuar nessa força pra fazer um post específico em seguida, pra não ficar devendo. Quem andou mais parado ainda foi o Verbete Legal, que é uma ideia super legal, mas que precisa de mais inspiração do que pra escrever aqui, onde qualquer coisa vira assunto.

Eu não vou prometer nada, exceto que os blogs continuarão aqui. Pode ser que venham muitos posts depois desse, pode ser que só quando eu estiver de férias, ou talvez só depois das férias. Talvez eu só venha aqui esporadicamente, mas vou manter esse cantinho. Estou estudando uns colaboradores com postagens mensais ou semanais, pra não deixar a peteca cair quando eu estiver no sufoco do TCC, do estágio obrigatório ou das provas para o mestrado.

Então, quando o blog parecer assim, meio abandonado, quero que vocês tentem ficar felizes por mim, porque isso significa que provavelmente estou muito ocupada fazendo alguma coisa que me deixa ainda mais feliz que isso aqui. E olha que meus blogs me deixam muito, muito feliz.

Não sei se amanhã ou bem depois, mas a gente se vê ;)

Adeus, 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O dia 25 de novembro é o dia internacional pela eliminação da violência contra a mulher. Nós vamos sempre lembrar disso porque nos importamos com a violência que sofremos, com a violência que nossas irmãs, filhas, sobrinhas mães, avós, tias, primas e amigas sofreram e sofrerão. Vamos lembrar até mesmo quando isso acabar - se é que esse dia vai chegar - para que nunca mais aconteça.

Na última semana a timeline do Com tudo o que sou se movimentou em torno de um tema: a indignação contra a violência sexual. Embora poucas, tivemos manifestações de muita qualidade e eu fiquei realmente feliz com os comentários no blog, no twitter e no facebook, não só aqui, mas também nos blogs participantes.

Como já respondi a muitos que perguntaram, aqueles que não conseguiram fazer seus textos a tempo para participar da blogagem coletiva devem, ainda assim, publicar o seu texto, porque o motivo é justo e a causa é importante. Então, se você ainda não tem o seu link aqui, pode colocar nos comentários desse post e a lista será atualizada.

Enfim, esses são os textos que participaram do nosso movimento:

Resultado da Blogagem Coletiva Antiestupro

quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Usada.

Eu nunca pensei que aconteceria comigo. Também não pensei como eu reagiria se acontecesse. Quando eu contei, me perguntaram logo porque eu não gritei, ou bati no cara, ou provoquei um escândalo. Eu nunca pensei que minha reação fosse ficar sem reação.

Não que nunca tivesse vivido situações decorrentes dessa mentalidade de que as mulheres estão aí para a satisfação masculina, mas nunca, nunca de forma tão invasiva e desrespeitosa.

Foi assim: quarta-feira, por volta das sete horas da manhã, entrei em um ônibus lotado porque estava atrasada. Vestia uma camisa simples e uma calça de alfaiataria, que estava um pouco justa pelos quilos que ganhei nos últimos meses, mas não do tipo que impede a respiração. O que eu quero dizer, especificamente, é que a roupa que eu vestia não era um convite a nada. Eu não estava pedindo nada. Eu não me vestia de forma indecente e, definitivamente, eu não tenho culpa pelos meus quadris avantajados e não tenho obrigação de escondê-los de ninguém. 

Então, eu estava em um ônibus lotado, e até aí não vemos nada demais. Ônibus lotado às sete da manhã é a coisa mais normal do mundo. O que aconteceu em seguida, no entanto, não é normal. Pode até ser comum, mas eu tenho certeza de que não é normal. Na tentativa de encontrar um lugar minimamente confortável, me meti entre duas senhoras que conversavam animadamente e um rapaz sonolento encostado em uma porta. Fiquei de frente para a janela; atrás de mim, tudo o que eu menos esperava.

Dentro de um ônibus lotado, não dá pra levar tudo a ferro e fogo. Existem apertos, empurrões e puxões que não acontecem de propósito e que, muitas vezes, não dá pra evitar. Mas não foi nada disso o que aconteceu. Cerca de cinco minutos depois, eu o senti aproximando-se atrás de mim. No início não percebi e não dei a menor importância - o ônibus estava lotado. Foi como um estalo. Despertei de qualquer coisa que estivesse pensando naquela hora ao sentir uma pressão no ânus. Com algum esforço, me torci para olhar para aquela região, para verificar se foi o esbarrão da pasta de alguém ou qualquer outro movimento involuntário, mas vi apenas um par de calças cobrindo um volume pouco discreto.

Eu não acredito que isso está acontecendo comigo. Meu primeiro instinto foi fugir. Olhei, agoniada, para um lado e para o outro, mas não havia escapatória. Ele me encurralara entre o rapaz e as duas senhoras e eu não tinha como escapar pela frente ou pelas laterais. Se me movesse para trás, cederia ao seu desejo nojento. Olhei por cima do ombro. Era um homem de cabelos completamente brancos, camisa azul, com ombros fortes postos muito acima da minha cabeça. Agora já não tenho certeza se ele era assim tão alto ou se eu é que me sentia assim tão pequena.Com suas calças, fazia movimentos persistentes, aproveitando-se principalmente das curvas - favoráveis ou não ao seu movimento.

Eu sinto tanta vergonha. Eu sabia que não era minha culpa, mas me senti humilhada. Usada. Um constrangimento que eu senti que me levaria às lágrimas, mas elas não vieram. Uma raiva que eu imaginei que me faria gritar, mas eu não tinha voz. Eu não tinha fôlego. Eu não conseguia respirar. Olhei novamente por cima do ombro e percebi que tinha muito espaço livre por trás do homem. Ele não precisava ficar ali, tão perto de mim. 

Eu quero sair daqui. O trajeto até a primeira parada durou dez minutos. Dez minutos que nunca foram tão longos. Eu estava entre as duas portas, mas não esperei que as pessoas saíssem. Me atirei para o lado mais distante possível daquele dentro do ônibus e fiquei vigiando qualquer pessoa que se aproximasse. Eu não estava ouvindo as músicas que tocavam nos meus fones de ouvido. Eu não conseguia dar sentido às palavras do livro à minha frente. Eu não conseguia pensar em nada.

Dói tanto. Ser usada dói tanto. Eu cheguei à faculdade e me sentei na cadeira, mas não me senti confortável. Apesar de não ter penetrado profundamente, o tecido da minha calça era elástico o bastante e o corte dava sobras para permitir alguma penetração, e a fricção dos tecidos só piorou a sensação. Meu corpo ardia, meu interior também.

Não sei se por coincidência boa ou ruim, naquele dia o professor de Direito Penal iniciou a matéria dos crimes contra a dignidade sexual, e eu me sentia tão indigna. Usada. Coisificada. Como se eu não valesse nada, e o simples fato de estar ali fosse razão suficiente para que qualquer pessoa pudesse usar o meu corpo para ter prazer sexual.

Pela minha mente passaram várias cenas diferentes: o cara que acha que tem o direito (ou o dever?) de cantar uma mulher, da maneira mais vulgar, só porque meu tipo físico lhe agrada; o cara que não tem o menor pudor de levar para a cama a gatinha bêbada que encontrou na balada; o cara que força a companheira a cumprir o seu papel de mulher, até com ameaças e agressões; o cara que entra no quarto da filha de sete anos dizendo que ela vai ganhar um presente se não contar nada à mamãe.

Nenhuma delas tem culpa. A culpa é do estuprador, que sente que o mundo gira em torno do seu pau. Quando eu recuperei minha voz, decidi que não me calaria. Eu contei pra todo mundo porque eu não quero que isso aconteça com outras pessoas. Porque eu quero que eles saibam que nós estamos de olho. E não vamos nos calar.
___________________________________________________________________________
Esse post faz parte da Blogagem Coletiva "Vá se arrumar que hoje vou lhe usar". No dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, haverá um post de fechamento, com todos os links que participaram. Ainda dá tempo. Participe e divulgue.

Blogagem Coletiva: Vá se arrumar que hoje eu vou lhe usar

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Vivemos em uma sociedade que ensina as mulheres a não serem estupradas, e não os homens a não estuprar". Essa frase foi retirada de um cartaz da Marcha das Vadias que, assim como esse post, não é sobre sexo, é sobre violência.

Quem acompanha meu twitter pessoal viu que ontem eu sofri um assédio sexual. Não que eu me sentisse inatingível: uma a cada três mulheres no mundo será abusada sexualmente de alguma forma durante a sua vida. Um terço de todas as mulheres do mundo. Ontem eu fui constrangida no ônibus por um pênis se infiltrando na minha retaguarda sem pedir licença. Meninas abrem as pernas para o papaizinho, mas a mãe não acredita. Jovens são tratadas como peça de exposição no mundo dos tarados enquanto pensam que estão apenas vivendo suas vidas. Mulheres são constrangidas a fazer sexo achando que é seu dever.

Pra quem está confuso, vou explicar o que é estupro. Como crime, é definido pelo Código Penal, que antigamente dizia que era o constrangimento de mulher a ter conjunção carnal (ou seja, penetração do pênis na vagina). Acontece que houve uma reforma em 2009, e hoje estupro é o constrangimento sobre qualquer pessoa a ter conjunção carnal ou praticar/permitir que alguém pratique ato libidinoso (ato de satisfação da libido, isto é, do desejo sexual). Quando se fala em constranger, significa obrigar. Trocando em miúdos, quem comete estupro obriga alguém a fazer sexo ou praticar/permitir que o estuprador pratique outro ato para a satisfação da libido.

Esse post é uma convocação para a blogagem coletiva que acontecerá no dia 21 de novembro de 2012. A convocação é para mulheres e homens. Pra quem já foi estuprado e pra quem nunca foi. Especialmente, uma convocação pra quem é contra o uso das mulheres como objeto sexual. Ei, estuprador, compra uma boneca inflável!



Regras:
- Incluir no post o banner da blogagem coletiva.
- Colocar um link para este post.
- Postar seu texto no dia 21 de novembro de 2012.
- Deixar um link para seu post nos comentários.

(Pela relevância do tema, quem quiser participar, mas não tem blog, pode publicar seu texto no Facebook e deixar o link nos comentários. Quem não tem blog, nem facebook... ah, gente, não vale um tweet, mas se você consegue ser criativo de outras formas, fique à vontade e contribua para a causa. Se você não consegue fazer um texto ou qualquer coisa criativa, mas quer fazer alguma coisa, divulgue a campanha!)

No dia 25 de novembro de 2012, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, haverá um post com todos os links da blogagem coletiva.

Blogagem Coletiva Antiestupro: "Vá se arrumar que hoje eu vou lhe usar"

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fantástico. Divertido. Profundo. Engraçado. Emocionante. Belo. Cativante. Ri. Chorei. Senti.
Agora quero ver tudo isso em um filme!
As palavras clichezentas acima foram escritas a lápis na última página do livro tão logo terminei a leitura. Eu comecei com todos os preconceitos possíveis, tudo porque assisti P.S. Eu te amo em uma festa do pijama quando estava no terceiro ano do Ensino Médio e unanimemente afirmamos que poderíamos ter feito coisa melhor, como empapelar a casa de alguém ou brincar de verdade ou consequência, ou brincar de verdade ou consequência e, em razão disso, empapelar a casa de alguém. Ah, sim, Se você me visse agora é da mesma autora com cara de modelo francesa: Cecelia Ahern. (Sou a única que fala Cecélia pra não esquecer que são dois Es?)

A história é sobre Elizabeth, seu sobrinho Luke e o amigo imaginário invisível deles, Ivan. Essa é uma daquelas histórias em que já se sabe mais ou menos onde vamos chegar, só não se sabe como. Bem, Cecelia escreve romances e este É um romance entre Elizabeth e Ivan. Mas como?

Elizabeth é uma chata. Uma chata quadrada. Um cubículo. Uma adulta de verdade. Não há nenhum espaço em sua vida para subjetividades, imprevistos, novidades, surpresas, ou qualquer coisa feliz dessa vida. Elizabeth tem uma vida bege com superfícies impecavelmente limpas, mas armários completamente bagunçados por dentro, trancados a chave porque ela sabe que não conseguiria dar a volta por cima se as coisas fugissem completamente ao seu controle novamente. Ela não corre riscos.

Coisa-linda-que-
vontade-de-apertar!
Ivan... bom, quantos anos ele tem? Na minha cabeça, o Ivan é a cara daquele mocinho de De Repente 30 do Mark Ruffalo (se bem que eu acho que o Ivan tem olhos azuis.. como se Hollywood ligasse para as características físicas dos personagens, né?). Ele é fofo, engraçado, mistura a sinceridade espontânea de uma criança com a sabedoria de quem já viveu muito. Ele é a cor que estava faltando na vida de Elizabeth. E a cor é azul como o mar azul como no coração uma doce... Ivan é um amigo invisível profissional cuja missão é ensinar Elizabeth a viver e, de repente, aprender alguma coisa sobre a vida.

Além deles, temos Saoirse (tive que colar do livro pra escrever direito - a pronúncia é algo como 'sersha'), a irmã completamente maluca de Elizabeth, mãe do Luke, uma criança fofa, que é quem primeiro conhece Ivan. Luke é cuidado pela Elizabeth que, por defeito na parte imaginativa do cérebro, é incapaz de compreender o que é uma criança. Ainda, temos a sócia maluquete de Elizabeth, Poppy; Benjamin, o cliente que não toma banho; Joe, dono da única cafeteria de Baile na gCroite (é o nome do lugar. Esses irlandeses...), e os amigos de Ivan: Opal, Calendula, Bobby, Tommy, Olivia.

É a típica comédia romântica, com personagens muito bem construídos, com vida própria, com uma diferença básica de todas as comédias românticas do mundo: você não sabe como vai acabar. Quer dizer, dá pra ser feliz pra sempre com um amor invisível? Por que não? Essa é a grande descoberta da história. E não sou eu quem vai estragar isso.

Extras

O exemplar que eu li é meu mesmo. Ganhei da Ju-Fina-Flor no amigo secreto das Sisterchicks. Aliás, ô menina que sabe dar presente! Ganhei dois livros bem diferentes, mas que são, os dois, a minha cara. Amei!

No Brasil ele está no catálogo da Rocco (que, pelo preço dos livros, poderia ter um site melhorzinho, né?) A capa é bonita, daquelas que fazem muito sentido pra quem já leu e que deixam quem não leu cheio de perguntas. Infelizmente a capa descolou. Logo depois de ganhar o livro no Rio, viajei pra casa do meu namorado. Aí emprestei o livro e a pessoa resolveu usar as orelhas da capa como se fossem marcadores. Arrebentou com a capa e eu nem pude falar nada. Sabe aquela pessoa com quem a gente não deve se meter? Aquela, que começa com so e termina com ra? Pois é :/

Um minuto de silêncio, por favor.
Dá uma decepção também porque os livros da Rocco são caros e, se um livro é caro, a gente não espera tamanha fragilidade. Falando em qualidade, a tradução é quase ótima. Tirando uma 'a estrada sequer tinha nome, o que ela achava procedente' e um 'she knew better than' ao pé da letra, mais um ou dois erros de digitação. Apesar do papel ser branco, o estilo e o tamanho da fonte são agradáveis e os espaços são bem confortáveis para a leitura.

Foi confirmada a adaptação do enredo para o cinema, com Hugh Jackman no papel de Ivan. Por falar em adaptação, o título original é If you could see me now, traduzido literalmente na versão brasileira, mas nos Estados Unidos o nome é A Silver Lining. Oi? Pois é.

O livro pode ser comprado nas principais livrarias (menos na Cultura e na Fnac, pelo menos no site já esgotou) como Curitiba, Travessa, Saraiva, Submarino.Mais informações no site da Cecelia Ahern, na Wikipedia (em inglês) e no Skoob. Ah, claro, tem as citações no Tumblr. Divirtam-se e depois me contem ;)

Se você me visse agora (Cecelia Aherns)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

#legalizaroaborto foi a hashtag que chegou aos TTs da noite de ontem e ainda está agitando as redes sociais (e anti-sociais) por aí. A minha opinião não cabe num tweet. Seria mal-explicada ou incontroversa minha manifestação a respeito em 140 caracteres. Olha, só! Eu nem expliquei o título do post e já estamos em... mais de 300 caracteres! (e subindo...)

Quem precisa entender se eu estava sendo irônica ou não no título do post, bem... eu não estava. Eu sou a favor da legalização do aborto e tenho um argumento só: as mulheres e adolescentes que morrem com seus bebês fazendo abortos clandestinos por aí. Não adianta vir com seus sermões morais. Essas pessoas não vão deixar de recorrer à clandestinidade para se livrar de filhos que não querem. Nem vão tomar mais cuidado por causa dos seus tweets informando sobre os métodos contraceptivos - quem não conhece esses métodos? Menos ainda vão deixar sua atividade sexual com quem bem entenderem porque você acha que elas não devem fazer. Moralismo não muda o mundo.

O que acontece é que existem pessoas que, a despeito de toda informação existente por aí - não chamam essa nossa época de era da informação? -, têm relações sexuais que resultam em gestações indesejadas e entre essas pessoas existem algumas - várias! - que procuram "clínicas" clandestinas porque não querem, não podem ou simplesmente não gostam da ideia de ter um filho. Justificável ou não, essa atitude tem consequências nefastas: pessoas morrem. E frequentemente não é só o feto.

O grande problema é que, como tudo isso acontece na clandestinidade, apesar de todo mundo saber o que está acontecendo por aí (com exceção do Felipe #nãoresisti), essas mortes caem na chamada 'cifra negra'. Ninguém enxerga. Não dá pra contar. Não vira estatística. (Existem estatísticas sobre o aborto, mas quase sempre englobam também abortos espontâneos e sempre admitem a contagem de um nível inferior ao que acontece de fato pelo simples fato de que os abortos clandestinos não são registrados a menos que sejam denunciados em hospitais ou delegacias).

A criminalização do aborto não impede que as pessoas procurem os meios clandestinos. Pelo contrário, colabora para que isso aconteça, aumentando os índices de morte da gestante. Levemos a hipótese de que fosse regulamentado o aberto até o terceiro mês de gestação, realizado em hospitais da rede pública e hospitais credenciados da rede privada. As diferenças com o aborto que é feito hoje são enormes. Primeiro, porque temos o acompanhamento médico na nossa hipótese, o que já é grande coisa. Segundo, porque há possibilidade de acompanhamento psicológico, orientação e, quem sabe, a mulher pode acabar desistindo. Terceiro, a diminuição da carnificina das 'clínicas' clandestinas, pouco preocupadas com saúde, higiene, ou qualquer coisa desse tipo. Por último, teríamos números mais precisos sobre o aborto. As estatísticas são relevantes não só para mera fiscalização, mas também para adoção de políticas de controle e conscientização.

Eu não sou a favor do aborto. Acredito que a gestação é uma consequência de outras ações e que as pessoas não devem fugir das consequências de suas escolhas (ênfase na palavra escolhas). Acredito menos ainda que seja uma disponibilidade da mulher decidir se quer ter o filho agora ou se quer dispor como bem entender do próprio corpo. Pra mim isso é ideia ultrapassada, que remonta aos tempos do pater familias do Direito Romano. Além de tudo, é profundamente egoísta. E mais, ninguém sabe de que modo a vida pode mudar com a chegada de um filho. Geralmente muda pra melhor ;) Também não acredito no aborto como meio de controle social ou controle da criminalidade. O remédio pra isso é educação.

Acredito na legalização do aborto porque ser contra é fechar os olhos para a realidade. Se eu queria que a realidade fosse diferente? Lógico que sim. Mas não vejo outro meio de conscientização e de mudança enquanto essa situação não entrar no mundo jurídico, no mundo das estatísticas. A situação é grave, gravíssima, e exige uma tutela do Estado, que nada pode fazer enquanto tudo isso não existir no seu mundo. Aí, quem sabe um dia as pessoas possam conversar racionalmente sobre isso e resolverem consigo mesmas que o aborto não é a solução. É só o começo de problemas novos.

Siga o twitter do blog! @comtudooquesou

Legalizar o Aborto? Sim!

domingo, 11 de setembro de 2011

Aos doze, eu tinha minha vida toda planejada. Teria uma grande festa no meu aniversário de quinze anos, e outra seis meses depois, na formatura do Ensino Médio. Então eu passaria no vestibular pra alguma coisa a decidir: Fisioterapia, História, Música, Psicologia, Nutrição... Então aos dezenove eu estaria formada em alguma coisa assim, e casaria com o meu grande amor. Eu já amava o meu marido.

Aos quinze eu não tive uma grande festa de aniversário. Eu não tive festa nenhuma. Em vez disso, entraria em um avião pela primeira vez para pousar em São Paulo. Foi quando aconteceu um acidente em Congonhas que matou 199 pessoas. Eu não estava lá, mas cinco minutos depois minha avó ligou pro celular que eu tinha acabado de ganhar pra saber se eu estava viva, e minha mãe achou melhor adiar a viagem.

Aos quinze eu concluí o Ensino Médio, mas não participei da formatura. Eu fui a única da minha turma que passou no vestibular, pra mim este pareceu um motivo melhor para comemorar. Não fazia muito sentido uma festa de formatura pra alguém que tinha certeza de que ainda não estava formada.

Aos quinze eu conheci a Cris e o Ted e escrevi minha primeira carta para o meu marido na minha agenda das Menininhas - em inglês, pra ninguém ler. Eu fiz um compromisso e enterrei a paixão adolescente que eu tive. Eu dispensei todos os outros e orei a Deus dizendo que eu não queria um namorado que não fosse ele, porque eu já amava o meu marido.

Aos dezesseis eu descobri que eu já conhecia aquele que eu amava e eu aprendi a gostar, não, eu descobri que eu gostava dele. Eu me apaixonei por um homem que nunca acreditou nem acredita que alguém seja capaz de amar outra pessoa sem saber quem era. Eu amei. Eu amo. Eu sempre vou amar. Nesse ano eu me tornei sua namorada, reciprocamente dependente.

Aos dezenove eu ainda estou a dois anos e meio de pegar o diploma e a data do casamento é um grande não sei. Eu já estive ansiosa, mas decidi viver um dia de cada vez. Viver o que eu tenho agora é melhor do que ficar preocupada com o que pode ou poderia ser. Eu não sei se aos dezenove eu vou me casar com meu grande amor. Quem sabe? Mas existem duas coisas que nada pode mudar: eu amo o meu marido e eu vou continuar orando por ele.

Aos dezenove um homem de amarelo entregou um livro azul que me convidava a orar pelo meu futuro marido. Eu comecei lendo um capítulo a cada dia, como um devocional, refletindo nas histórias reais, nas poesias e citações e orando pelo meu futuro marido. Eu comecei a escrever uma longa oração. Em três dias eu não conseguia parar a leitura em apenas um capítulo. Eu chorei. Eu guardei muitas palavras no meu coração. Eu passei o livro adiante. Guardei aquela longa oração em uma caixa, junto com outros papéis dobrados com carinho. Para aquele a quem, há tanto tempo, eu amo.

Disponível apenas em inglês. Compre no site da autora ;)

BookTour: Praying For Your Future Husband - Robin Jones Gunn

sábado, 5 de março de 2011

Todo mundo tem um vício de consumo, certo? Dizem que as mulheres são campeãs nessa categoria, mas eu é que não vou confirmar, né? Só posso falar do meu próprio vício. Eu sempre quero mais um. Confesso que não compro muitos, aliás, há muito tempo não compro. (Pode ser considerado vício de consumo quando eu acho que nunca comprei?) O fato é que eu tenho muitos vestidos. E não me importo nem um pouco de ter mais.

Meu guarda-roupa é bem pequeno, tem só duas portas. Acho que, sem contar aquelas roupas velhas, aquelas que só se usa em dia de faxina ou pra dormir, eu devo ter umas duas calças jeans, umas oito blusas, e uns vinte vestidos. E eu não estou atrás de nenhuma roupa nova, mas se me oferecer um vestido... eu vou amar! 

Pense comigo. Se eu tivesse cinquenta e dois vestidos, eu teria um para cada semana do ano. O que não é muito. Eu poderia repetir cada vestido sete vezes por ano. Sabe como é, vestido marca. Você não pode ficar repetindo vestidos sem deixar passar um tempinho. Em geral, eu sou contra o consumismo. Tanta gente precisando e você monopolizando todos os sapatos do mundo. Sabia que só dá pra usar dois de cada vez? Pois é, e se você repetir, ninguém vai notar. A menos que use o mesmo sapato todos os dias, aí o cheiro denuncia, né?

Tudo bem, não precisa ser cinquenta e dois vestidos. Pode ser só uns trinta. Até porque nem todos os vestidos são versáteis também. Eu não posso ir trabalhar com meu vestido preto de paetês. Tem também aqueles que só dá pra usar em ocasiões especialíssimas, e esses eu nem deixo aqui. Mando para a vovó que tem um atelier pra alugar pra alguém. Melhor que ficar aqui ocupando lugar. Ah, entreguei. Eu não compro vestidos, compro tecidos. Depois eu falo como eu quero e pergunto se dá. Nos detalhes mãe, avó e tias se viram, e muito bem. Privilégio, né? 

Não sei porque gosto tanto de vestidos. Tenho paixão por vestidos. Estou entre aquelas que assistiram o Oscars para ver os vestidos. Aquelas que acham que não existe roupa que valorize mais o corpo feminino. Gosto dos curtos, compridos, médios, rodados, justos, cheios de fricotes, ou completamente lisos. Além do mais, meu corpo não faz muitas exigências quanto ao formato. Quase todos os vestidos são bem-vindos.

PS1: Talvez eu tenha decepcionado alguém que esperava que eu dissesse que meu vício de consumo são os esmaltes. Eu tenho alguns esmaltes, e a mania de comprar vários de uma vez passou. Agora estou mais interessada em gastar os que eu tenho.

PS2: Quanto aos livros, talvez meu vício seja ler, mas definitivamente não é possuir. Muitas vezes prefiro pegar emprestado do que comprar. Mas se ganhar, é muito bem-vindo, tá? 

Vício de consumo

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O que é família?

A família é unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos.

A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições.

É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimônio ou adoção.

Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes diretos.

Eu acho que discordo de todas essas definições. Até porque, eu tenho quatro famílias e uma é diferente da outra!

Tem a minha família que eu convivo desde a infância. Pai, mãe, irmão e eu. É a família-preparatória. Aquela que a gente aprende a amar desde pequenininho. E aprende mais um montão de coisas também. Foi a minha principal família até agora, mas é claro que não será assim pra sempre. Afinal, essa família serve pra te ensinar o que é uma família. Infelizmente nem todo mundo consegue aprender, e quando chega a vez de ensinar, ensina errado. Isso é a coisa mais triste do mundo, afinal, a família deve ser o grupo mais firme de todos os que existem na sociedade, né? Sem essa família-preparatória, como vai ser sua relação com as outras? (Quer dizer, a minha. Nem sei se vocês tem outras... #empolgada)

A outra família é a família-extendida. No meu caso, eu chamo de família-distante. Porque muita gente tem a sorte ou azar de viver pertinho de todo mundo. Eu vivo longe de avós, tios, primos e tudo mais desde os 5 anos de idade. Pra falar a verdade, nunca morei muito perto, e moro cada vez mais longe. O bom disso tudo é que não tem espaço pra brigar. Quando a gente se encontra é só saudade, só alegria, emoção, e tudo mais. O ruim é que muitas vezes falta intimidade. Eu tenho primos e tios muito chegados. E meus avós, os únicos dois avós que sempre tive, são os amores da minha vida. Mas alguns primos eu só tenho contatos esporádicos por msn e twitter. E aquele negócio de olhar foto no orkut, cada vez mais decadente. 

Eu tenho pouquíssimas histórias de infância com meus primos. Muito poucas lembranças de aventuras, de coisas que só primos fazem. Todas correspondem a períodos de férias, que geralmente não duravam mais que uma semana, ou tinham um hiato de mais de cinco anos. Quer dizer, minha prima vai se formar em Engenharia Civil nessa terça-feira. A última vez em que nos vimos ela tinha acabado de começar o curso. E desde então, a gente não se falou nem dez vezes. Raramente alguma coisa relevante, raramente algum assunto nosso. Falta sabe o quê? Laços afetivos. Esses só existem quando construídos, e nós nunca tivemos tempo para isso. Pena...

Por falar em laços afetivos, a terceira família se formou nisso. Está vendo aquele monte de irmãos ali na descrição? Desses aí o Nino é o único que faz parte da primeira família. Os outros são todos irmãos de coração. Essa família é a mais recente. Deve ter uns cinco anos. Eu sempre me confundo com os anos. É formada por um carinho IMENSO que temos um pelo outro. Tão grande que eu me emociono só em pensar. Um cuidado grande de um para o outro. Uma saudade que faz a gente pegar um avião e ir passar uma semana na casa do outro, e sempre querer ficar mais um pouquinho. Um amor que não sabe o significado da palavra virtual. Só existe a realidade, seja qual for o meio que ele se utiliza para chegar à outra pessoa.

A última família só existe nos meus sonhos, por enquanto. É o meu maior sonho. É a família que eu vou formar a partir de... vocês vão saber quando. Por enquanto só existem duas pessoas nela: Haralan e Annie. Com o tempo chegarão outros integrantes, que depois vão sair de casa e vão adicionar mais pessoinhas lindas a essa família, que na verdade nunca diminui de fato. Só aumenta. Aumenta sempre de um jeito diferente, mas sempre aumenta. Quer saber? Mal posso esperar.

te amo três vezes o infinito ao cubo!!

Família

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Agora vamos falar de sexo. Levou um susto? Sinal que você precisa ouvir mais essa palavra. 

SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO 

Se ainda não deu pra se acalmar e acostumar com esse assunto, já vou dizendo que hoje o papo é esse e não tem outro assunto nesse post, a não ser sexo, tá? Está convidado a se retirar se for do tipo que não gosta...

Pra começo de conversa, vamos tirar essa ideia de que SEXO é pecado, se é que alguém tem essa ideia ainda, né? Façam-me o favor!. SEXO é bom e foi Deus quem fez. SEXO está na Bíblia e tudo - e como uma coisa boa! Errado é o que se faz com ele. Minha irmã usa uma metáfora que eu acho ótima: tem gente que dá um faqueiro, tem gente que dá um conjunto de travessas, tem gente que dá uma televisão. O presente de casamento de Deus é o sexo. Abrir o presente antes da hora é, no mínimo, falta de educação. Ou sua mãe não lhe ensinou nada?

Esse livro, O Ato Conjugal, é do mesmo autor daqueles livros sobre os Temperamentos Controlados pelo Espírito Santo e também da Série Deixados para Trás. Eclético ele, não? A obra se dirige a casais noivos e casados. Pra mim o ponto negativo do livro - um único e grande ponto negativo - é o fato de ser uma edição dos anos 80 que não se renovou. Volta e meia ele se refere ao homem como único provedor e à mulher como dona de casa. Não estou pregando o feminismo, nem nada, mas essa com certeza não é a realidade da maioria das famílias que existem. Eu mesma não nasci pra ser madame, muito menos dona de casa. Quem gosta, ótimo. Vou precisar contratar alguém que goste pra cuidar da minha casa, então é bom que esse alguém exista. Fora outros comentários que podiam até ser muito bem cabidos em 1976, mas que hoje não fazem o menor sentido - como o de acreditar que cada família deveria ter de quatro a cinco filhos. Oi, sabe quanto custa um filho?

Voltemos ao sexo. Como eu disse, sexo é bom. Não por experiência própria - e talvez eu seja uma das poucas pessoas virgens da internet que se atreve a falar tão atrevidamente de sexo -, mas porque foi feito pra ser bom. Bom, não. Ótimo! Pra valer a pena. Pra ser a experiência mais incrível da sua vida - e o melhor, você pode repetir. É a maior expressão de amor entre um homem e uma mulher, em todos os sentidos.

Por isso a pior coisa que se pode fazer é tratar o sexo como algo sujo, feio, errado. Como aquela mentira de que Adão e Eva foram expulsos do paraíso quando tiveram relações sexuais - o fruto proibido. Devia ser proibido que se espalhasse esse tipo de boatos. Quantas mulheres no passado não levaram uma vida amargurada por terem sido 'violentadas' pelo marido após o casamento? E você duvida que isso não aconteça mais? Acha que não existem mulheres que encaram o sexo como a obrigação de esposa? De sofrimento já bastam as cólicas, né? Você foi feita desse jeito, pra ser feliz.

Se o prazer começa na mente, numa atitude positiva com relação ao sexo, então o prazer começa em casa. Digo, na casa de papai e mamãe. Levanta a mão quem nunca conversou com os pais sobre sexo, ou quem tentou conversar e levou uma juntada boa... Isso não é assunto, menino! Onde já se viu, perguntar uma ousadia dessas pros pais? Onde já se viu, ser pai e querer que os filhos aprendam tudo sozinhos! E depois reclamam...

Sexo tem que ser conversado. Praticado, principalmente. Mas antes que você possa praticar, converse. Nenhuma pergunta guardada se responderá sozinha. Nenhum tabu vai se quebrar se você mesmo não começar a tirar as milhares de pedras que estão sobre o assunto. Converse com a mãe, o pai, os irmãos, primos, o namorado, a namorada... Conversar, tá? E principalmente, converse com o criador do sexo, que deixou um manual completo sobre a sua vida. É claro que tem muito sexo por lá.

O Ato Conjugal - Tim e Beverly LaHaye

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu sou doce. #oooooown Por onde quer que eu vá o Senhor sempre... arranjo pelo menos uma criança pra chamar de minha grudar em mim. Na verdade sempre há mais que uma, mas entre todas, uma é a preferida.

Em Peabiru era a Joana, meu primeiro neném. Uma boneca loira com os olhos mais azuis do mundo que só queria saber do meu colo. E eu tinha uns dez anos. Com ela eu aprendi a dar colo e papinha e trocar fralda.

Em Cascavel tive o Samuel. Eu até hoje digo pra mim mesma que o ensinei a andar. Um orguuuulho! Ele tinha a risada mais gostooooosa do mundo, só que ele não era só meu. Sabe como é, né? O garotão queria tooodas!

Em Foz do Iguaçu foi o caso de amor mais longo e profundo de todos. Conheci a Tammys com menos de um mês e acompanhei o crescimento dela por quatro anos e meio. Morro de saudade da minha princesa que ta indo pro Pará.

Mal cheguei aqui (Como assim? Já vai fazer um ano? Quer dizer que vou perder essa desculpa?) e já tenho uma amiga-pra-toda-vida com menos de um metro. A Alanis grita AMIGAAAAAA de longe e até no culto, e de tanto eu ensaiar com a mãe dela a música Não é Tarde, ela associou a música à minha pessoa. Então é sempre "amigaaa.. tarde.. azuuuul". Uma linda de um ano e meio.

Alanis fazendo careta
Ela também canta Não é Tarde comigo, mas eu não posto videos aqui hehe

Amiga tarde azul

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Experimenta falar isso pra mim. Não, não experimenta, não. Eu não gosto. Eu detesto. Eu... hunf!

Sabe aquela história de "preciso falar com você mais tarde" ou "tenho uma coisa importante pra te contar, mas agora não dá"? Comigo isso não existe. Bom, pelo menos não deveria existir. Se tem uma coisa que me deixa nervosa é a expectativa de uma conversa.

Quer conversar? Então fala agora, e fala tudo. Não me deixa pensando que é pior. Ainda mais se você for uma pessoa meio dramática. Eu sou dramática e meia meio? Imagine o que sai dessa mistura. Coisa boa é que não é. As chances disso dar errado não são poucas, ainda mais com uma mente hiperativa como a minha.

Pensando sempre no pior. Afinal, se o negócio é tão sério que precisa de um momento especial pra ser dito, coisa boa é que não é, né? Quando o assunto é bom, a gente não guarda. Sai falando, espalhando pra todo mundo. Ninguém deixa a alegria pra mais tarde. E quanto mais tempo passa piores são as hipóteses que passam pela minha cabeça.

Irritada por antecipação. Difícil explicar, mas sabe aquela história de que "uma mentira contada cem vezes vira verdade" ou algo assim? Quando a "expectativa de uma conversa séria" dura muito tempo, e as tais hipóteses malucas e teorias conspiratórias ficam fazendo a festa na cabeça, às vezes a gente perde a noção da realidade. Tanto faz você ter certeza de que o assunto é aquela coisa horrível que você pensou ou se você em seu estado de insanidade começa a pensar que isso de fato aconteceu, juntando argumentos que justifiquem toda a sua certeza... O resultado é que antes mesmo de saber o que aconteceu de fato, eu já estou brava pelo que pode ter acontecido. Aí vem o namorado perguntando 'O que foi que eu fiz?'

ELE (meu namorado é ELE sim, ta, Cintia?) diz que faz isso ele sempre faz isso porque sabe que, ao contrário da memória de Lucy dele, eu não esqueço. Eu nem durmo de tanto pensar nisso. Dei uma agenda pra ele, mas, não sei por quê, ele não anota 'certas coisas' na agenda. E eu fico me mordendo de curiosidade.

Deixa ele chegar pra ver se não leva uns tapas #violenciadomestica

Preciso conversar com você

sábado, 18 de setembro de 2010

Não, eu não sou mãe. Nem estou grávida. É da minha mãe que eu quero falar. Dizem que eu falo muito do meu pai e pouco da minha mãe, então hoje vão ouvir dela até cansar.

Minha relação com minha mãe já foi muito diferente. Desde o 'me deixa, mãe' da pirralhinha cheia de opinião que achava que era grande e queria fazer tudo sem ajuda e que corria pra mamãe quando dava tudo errado, passando pela desconfiança naquela época da primeira paixonite, sabe? quando eu escondia tudo dela e não conseguia esconder nada, até o que temos hoje.

É um compartilhar. Um respeito mútuo, pelo que ela é, pelo que eu sou. São conversas inteligentes, dúvidas sobre o que vestir, troca-troca de roupas... mas ela ainda é, e será sempre mãe. Aquele cuidado e aquele colo que não aceitam limite de idade, sem cobranças, sempre com um conselho, com um apoio, um carinho.

Desde que descobriu que eu sou superdotada ela se empenhou em estudar, pesquisar aquilo que ninguém mais pesquisava, e que até hoje não recebe a atenção de quase ninguém. Antes de ser pedagoga, foi a minha professora, e ainda é.

*Por algum motivo muito estranho, o resto desse post foi parar no além. Esperamos consertar isso em breve.*

Mãe!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sabe qual é a coisa mais irritante do mundo? Gente que só sabe criticar. Meia hora de buzinação no ouvido alheio enumerando todos os aspectos negativos de certa pessoa-grupo-evento-whatever. Sabe como é? Gente que só sabe reclamar? É, reclamar. Não são aquelas críticas que você faz mostrando um jeito melhor. Não é nada dito com amor. ?Aliás, dificilmente é dito na cara. Isso me irrita desde sempre, mas não é o pior de tudo. Irritantes mesmo são os motivos porque uma pessoa desembesta a desferir comentários venenosos e pontiagudos.

Ah! Não brinco mais! Rejeição. Às vezes nem é à pessoa. Pode ter sido uma ideia que ela achou maravilhosa. Ela e mais ninguém. Daí nada mais presta. Não é ridículo? É como o piá pançudo dono da bola que toma a brincadeira de todo mundo porque nem todos os seus desejos se realizaram. A diferença é que todo mundo continua brincando. Só uma pessoa sai perdendo: o bocó reclamão.

Não se misture com essa gentalha. Orgulho exige ponderação. Pessoas extremamente orgulhosas são nojentas, eu sei, mas pessoas sem orgulho nenhum dão desespero na gente, quer dizer, em mim. (Orgulho = sentimento de satisfação pela capacidade ou realização; sentimento elevado de dignidade pessoal.) Pelo menos as pessoas orgulhosas-de-menos não ficam criticando os outros. (Se bem que a auto-crítica voraz também me dá arrepios). Se você se acha muito bom nesse trabalho, pare de criticar os outros e mostre como se faz. Eu evoluo, tu evoluis, ele evolui, nós evoluimos...

Bom dia por quê? Algumas pessoas são chatas assim, de graça. Quer dizer, alguma coisa deve ter acontecido na vida desse ser humano pra deixar o caldo azedo desse jeito, mas não se preocupe: provavelmente a culpa não foi sua. A rabunjice dessas pessoas não as permite apreciar a vida. Elas precisam ver defeito em tudo, talvez para compensar sua vida defeituosa, ou quem sabe seja só pra encher a paciência dos cidadãos de bem desse Brasil.

Conhece mais algum motivo pra rabunjice? E a cura, alguém tem? Alguma coisa que não seja interior, sabe? Pode ser injeção, comprimido, balde de água fria...

Feio, chato e bobo!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Se você quiser, pode me chamar assim, de adulta. Mas duvido que queira. Primeiro, porque eu tenho cara de criança, ninguém me dá moral. Depois, porque esse negócio de ser adulto muito chato. Sabe, essas adultices, esse negócio de coisas que os adultos fazem? Não entendeu?

Por exemplo, adultos escrevem blogs sobre política, economia, cinema - como críticos de verdade, não asisstidores de filminhos água com açúcar - essas coisas de gente séria e importante. Uma adulta de verdade não faz um post só pra dizer que foi namorar e volta já hehe, nem fica doida pra escrever um texto só porque suas amigas blogueiras estão escrevendo e ela acha super legal uma blogagem coletiva espontânea.

Como a Vanessa me explicou, adultos de verdade não carregam garrafinha de água na bolsa, por mais 'minha mãe mandou' que isso possa parecer. Porque adultos de verdade, quando sentem sede, param em algum lugar pra tomar alguma coisa. Ou melhor, não param. Compram e saem correndo, porque a vida tem pressa. E eu não sei de onde eles tiram tanta pressa, minha gente!

Adultos de verdade não saem de casa com uma garrafa vazia pra encher no bebedouro da faculdade. Não sentem as pernas bambas quando terminam uma prova. Nem ficam em dúvida sobre que bolsa levar. Adultos de verdade têm uma bolsa muito séria e chique, já reparou? Aliás, adultos de verdade devem ter no mínimo mestrado, né? E escrever um livro ou dois... Mas nada livros de historinhas, viu? Livros de gente séria e importante, falando de assuntos sérios e importantes. Do tipo que a gente até se espanta quando gosta. Vai ver que o assunto é bom mesmo.

Eu tenho um sério problema com essa história de adultice. Eu acredito - e tentem me provar o contrário - que a faculdade de Direito é um enorme criadouro de adultos de verdade. Jovenzinhos cheios de espinha na cara e mochila nas costas já tem que aprender a usar terno e gravata, o que é esquisito pra caramba. Mas sabe o que é? Ninguém confia em um advogado, juiz, promotor, delegado, procurador, consultor ju´ridico, que seja... se não achar que é um adulto de verdade. Sabe qual é? Aquele escritório milimetricamente organizado, com móveis em madeira escura e carpete, e uma enooooooorme estante de livros grossos, de capa dura. Coisa de gente séria. E adulta.

Lembro que no meu antigo estágio eu tinha que me vestir de adulta. Aprendi isso na marra quando me perguntaram, 'Oi, menina, a sua mãe ta ai?' Acho que adultos de verdade teriam vergonha de falar uma coisa dessas assim. Mas quer saber? Quero mais que esses adultos de verdade vão todos jogar xadrez, golf, ou sei lá o que os adultos fazem, todos ao mesmo tempo, e nos deixem em paz. Quero mais espontaneidade nessa vida!

Adultos de verdade não fazem um texto tão grande pra falar de uma coisa tão aleatória, fazem? Não. Eles nem fazem um texto aleatório... Tadinhos!

Outras adultas fajutas:
Mona, que ainda nem postou o texto dela. Cadê a responsabilidade? O compromisso com a causa?

Adultos

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Quando eu estudava na Unioeste uma das coisas que eu mais gostava era do céu. O campus fica no cruzamento do meio do nada com o lugar nenhum, então o céu era totalmente livre da interferência de fiação, prédios, iluminação, exceto a da própria Unioeste. Eu chegava bem na hora do pôr do sol. Inspirador! Devo dizer agora que o sol nasce enquanto estou a caminho que o pôr do sol é bem mais confortável.

Assistir ao pôr do sol não lhe leva a refletir? Fala sério, tudo fica mais poético quando o céu exibe seus tons de laranja! Pode se lembrar de alguma cena inesquecível da sua vida ao pôr do sol? Ou você planeja tê-lo como seu cúmplice um dia? Poético, profundo, romântico, às vezes imprevisível! Assim é o pôr do sol, e agora não falo apenas da obra de Deus, mas também da obra da é, de novo Robin Jones Gunn.

Confesso que o livro demora a engatar. Não é que não tem graça até a metade. É que, sabendo que é um romance, eu quero ver o romance! E o romance demora, viu? Melhor você curtir o livro sem a expectativa do romance. De surpresa deve ser mais gostoso!

O quarto livro da série Glenbrooke apresenta as próximas personagens Sheron e Genevieve, e também nos dá notícias de Jessica e Kyle (meus preferidos pra sempre) e Lauren e... não, não vou contar! Ah, e tem também o Brad. Quem já sentiu o gostinho do humor do moço em Ecos sabe, o cara é ótimo.

Mas as minhas estatísticas mostram que esse é o livro mais esperado da série porque a personagem principal é Alissa, nossa velha conhecida lá dos tempos de Cris Miller. Aliás, acho que é por isso que o livro demora tanto a entrar no romance. Depois de tanto tempo sem aparecer, a Robin tem mesmo é que explicar o que aconteceu com Alissa nos últimos oito anos.

O meu destaque vai para a história paralela do livro. Diria que é uma história dentro da história, porque é a história quanta 'história' de Rosie e Chet que é contada para Alissa por eles mesmos e que é... uma gracinha, assim como esses dois velhinhos! Dá vontade de estar lá também!

É claro que uma mistura de Brad e Alissa só pode dar em uma comédia-romântica-dramática, que vocês podem comprar na Amazon ou no Ebay, mas em inglês. Ah, quase esqueci! Tem na loja da Robin também ;) Infelizmente Sunsets ainda não chamou a atenção das editoras nacionais. Mas quando eu tiver uma editora...

Sunsets - Robin Jones Gunn

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Nesse sábado foi o casamento da minha prima-linda Kamille. Eu já fiquei toda animada porque só de ouvir em casamento todos os meus sensores apitam exaustivamente! Como é que pode ter gente que não gosta de casamento?

Foi tanta empolgação com o casamento, que eu nem parei pra imaginar como seria encontrar minha família. Eu moro longe de todo mundo. Os parentes mais próximos são os de São Paulo. Reunir uma parte da imensa família é assim... pura festa!

Voltei segunda porque tinha entrevista de estágio, a vontade era de passar uma parte das minhas férias por lá. To com saudade desse povo lindo!

Encontro marcado em Curitiba ano que vem ;)

Família, eh! Família, ah!

domingo, 2 de maio de 2010

Essa postagem veio do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade(Algumas postagens do Pirralha estão nesse blog, mas ele ainda pode ser acessado nesse link) Faz parte do 'tudo' que eu sou. 

Quando estava prestes a nascer, minha mãe traçou as últimas costuras de um cobertor – branco e verde, com desenhos de barquinhos. Como todo objeto por que as crianças nutrem grande afeição, o cobertor ganhou o nome de ‘nina’. Não dormia sem o nina, nem fora de casa, nem no calor baiano. E eu o arrastava onde quer que fosse, junto com o travesseiro que tinha a fronha combinando (minha mãe gosta de combinar).
Aquele que me acompanhou desde a infância, com o passar dos anos, desbotou, envelheceu, até meio rasgadinho ficou, até que um dia eu não o encontrei mais. Não sei o que aconteceu com o nina. Mais do que o seu sumiço, o que me intrigava era como ele tinha o dom de encolher. E eu mal suspeitava que era eu quem crescia.

(Não sei porque tive vontade de postar aqui, e não no Estrelas)

Essa postagem foi importada do outro blog, portanto todos os comentários que foram feitos nela estão aqui. Fique a vontade para comentar também!

Pirralhinha