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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não que os dias nublados não tenham seu charme, mas em momentos tristes ou decisivos eu preciso do conforto da luz do sol no meu caminho. Naquele dia em especial o céu carregava uma camada espessa de nuvens que parecia pesar sobre os nossos ombros, pressionando nossos olhos já cheios de lágrimas contidas. Atribuí o peso às nuvens para desviar minha mente do peso das decisões importantes que me aguardavam e da tristeza que sentia em me despedir de tudo o que eu amo.

Entrei naquele avião minúsculo onde, por incrível que pareça, eu mal conseguia ficar em pé. Fitei as janelas do aeroporto onde sabia que eles ainda me olhavam, mesmo não podendo vê-los. Ampliei o meu olhar para o horizonte cinza e lembrei que o céu costumava me cumprimentar com alegria quando eu escolhia os seus caminhos para viver mais uma aventura. A paisagem não era nada convidativa e eu imaginava alguma turbulência no caminho de volta, mas eu precisava voltar para casa, por mais difícil que fosse.

Os alertas soaram, os avisos se acenderam, os aparelhos eletrônicos foram desligados. As turbinas foram ligadas e as hélices giraram com um barulho absurdo. Absurdamente irritante para quem não queria estar naquele avião. Irritantemente aterrorizante para quem sabia que os minutos seguintes a aproximariam de decisões importantes que não queria tomar, de tarefas imprescindíveis que infelizmente precisavam ser cumpridas.

Enquanto lembrava de como a vida tinha caminhos inconvenientes para chegar a destinos agradáveis, o pequeno jato emergiu das nuvens. Em questão de segundos, a nuvem cinza que os cercava revelou que a luz ainda existia, mais brilhante do que nunca. A espessa camada de nuvens, afinal, estava ali somente para irradiar em sua brancura todo o resplendor do sol. Nascia um novo dia pouco antes do pôr do sol.

Um novo amanhecer

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012



Os últimos meses foram os mais difíceis para este blog. O maior período de silêncio para mostrar que esse negócio de greve não facilita a vida de ninguém. "Ai, que beleza, quatro meses de férias" uma ova. Quatro meses de estudo, seguidos por cinco meses de... jogos vorazes acadêmicos. Eu sou da turma do penúltimo ano, que não tem todo tempo do mundo pra recuperar o tempo perdido, mas que ainda assim entrou em greve (os últimos anos nunca entram em greve, pelo menos não aqui).

Então, nos últimos meses eu tive milhares de trabalhos e provas e trabalhos e artigos e provas em sequência. Sem contar que, além de estudar, eu tenho um trabalho e um estágio, tenho um namorado e uma família, tenho uma pretensão ao mestrado, tenho coisas demais pra manter um blog ativo em plena arena. 

2012, que pra mim só acaba em fevereiro, foi um ano de muita correria, mas que também teve bons resultados. A minha biblioteca triplicou, as minhas notas subiram, consegui participar da vida das pessoas que amo, comecei a trabalhar na área que eu mais gosto na vida, o mundo não acabou, tive um artigo aceito em uma conferência internacional sediada no Japão, terminei o ano no azul.

Aliás, lembram do projeto 101 em 1001? Os 1001 dias terminariam em novembro de 2012, e embora eu não tenha cumprido toda a lista, consegui algumas coisas interessantes. Fui ao Rio e a Foz do Iguaçu, também a uma praia em SC e a Florianópolis, que é uma ilha, e a São Luis, onde nunca pensei que fosse chegar tão cedo. Encontrei minhas amigas de infância e descobrimos que todo o nosso "em comum" hoje se resume às lembranças. Li muitos livros. Vi vários filmes. Comecei a acompanhar algumas séries. Dei muitos presentes.

O Com tudo o que sou também teve seus momentos, com várias postagens muito visualizadas, e eu espero continuar nessa força pra fazer um post específico em seguida, pra não ficar devendo. Quem andou mais parado ainda foi o Verbete Legal, que é uma ideia super legal, mas que precisa de mais inspiração do que pra escrever aqui, onde qualquer coisa vira assunto.

Eu não vou prometer nada, exceto que os blogs continuarão aqui. Pode ser que venham muitos posts depois desse, pode ser que só quando eu estiver de férias, ou talvez só depois das férias. Talvez eu só venha aqui esporadicamente, mas vou manter esse cantinho. Estou estudando uns colaboradores com postagens mensais ou semanais, pra não deixar a peteca cair quando eu estiver no sufoco do TCC, do estágio obrigatório ou das provas para o mestrado.

Então, quando o blog parecer assim, meio abandonado, quero que vocês tentem ficar felizes por mim, porque isso significa que provavelmente estou muito ocupada fazendo alguma coisa que me deixa ainda mais feliz que isso aqui. E olha que meus blogs me deixam muito, muito feliz.

Não sei se amanhã ou bem depois, mas a gente se vê ;)

Adeus, 2012

sábado, 28 de julho de 2012

"Como é que você consegue?"

Namorando à distância há... dois anos e oito meses, posso dizer que já tirei meu mestrado nessa matéria. Não que a gente esteja tirando de letra. Não vivemos num mar de rosas... bom, não o tempo todo. Mas é estável há quatro anos e, nesses tempos de namoros relâmpagos, só isso já nos torna merecedores de algum tipo de 'honra ao mérito', daqueles que eu ganhava na quinta série.

Nossa relação dura porque temos um compromisso. Amor, paciência, respeito, paixão, vergonha na cara existem porque existe um compromisso o tempo todo e é por isso que nós conseguimos. E porque aprendemos a transformar aquilo que poderia nos prejudicar em algo que nos fortalece.

Assim, estamos todos os dias começando de novo. A cada noite a visão daquele rosto é única, como se fosse a primeira. Nos apaixonamos de novo. E a cada vez que nos encontramos novamente, é como se nunca tivesse passado um dia desde o primeiro. E, estando mais longe, damos um jeito de ficar perto o tempo todo. 

Todos os dias tem um jeito novo de dizer 'eu te amo'.

Hoje, esse é o meu.

E é assim que vai saber que é seu amor...

Namoro a distância

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ela é uma delicinha. A voz dela é macia, delicada, mas firme. Canta sorrindo e dançando, como uma menina contente com a sua brincadeira. E de tanto gostar, contagia. Faz a gente gostar também. Uma elegância, uma singeleza, uma apresentação completamente despretensiosa que faz a gente sorrir. E aqueles olhos de ressaca, como os de uma moça que eu amo tanto. Parece mesmo uma criança, uma menina brincando de cantar. Se ela canta assim brincando...

Não é uma linda?
O amor é um descanso quando a gente quer ir lá 
Não há perigo no mundo que te impeça de chegar
Caminhando sem receio vou brincar no seu jardim 
De virada desço o queixo e rio amarelo
Agora é hora de vibrar
Mais um romance tem remédio 
Vou viajar...
Lá longe tem o coração de mais alguém.


E essa música morou na minha cabeça a semana toda. Deve ser a saudade desse coração que está longe, longe. Às vezes dá vontade de ser louca, louca. Pena que essa vontade dura tão pouco tempo. Se eu não posso ir, vem pra cá, seu meu lindo! Vem?

(Vocês perdoam mais um momento romântico? Posso ter um ataque de romantismo toda semana? É permitido?)

Música da Semana: Mais Alguém - Roberta Sá

sexta-feira, 16 de março de 2012

Inventário:
1 compromisso
2 pessoas
2 cidades
639 quilômetros
1 ovo Sonho de Valsa
4 quilos
648 emails guardados
2 pares de aliança de prata
1 pulseira de prata
3 livros
Cerca de 200 fotos publicadas na internet
40 meses
1216 dias

Lá longe tem o coração de mais alguém
Não puderam ser contados devido ao grande número de ocorrências:
Bombons de chocolate
Abraços e beijinhos e carinhos
"'Eu te amo' 'E eu amo vc'"
Brigas por motivos bobos ou nem tanto
Risadas sobre piadas bobas
Vontade de ficar mais um pouquinho
Saudades.


PS: É claro que haveria mais itens arrolados se, por exemplo, eu tivesse a nossa agenda aqui comigo. É, nós temos uma agenda...

Casal quase minimalista

segunda-feira, 12 de março de 2012

Existem atitudes que facilitam muito a vida da gente, mas que são tão difíceis de sair do falatório pra prática! Coisas que a gente sabe que precisa praticar, está cansado de saber que tudo seria muito melhor se você mudasse, chegando a dizer que a partir de hoje será diferente, compromissos feitos com a sua própria pessoa.

Eu sei que eu preciso aprender a errar. Não que eu nunca erre, o problema é o contrário. É que eu erro muito, mas não sei o que fazer nessa situação. Como é que se faz pra mudar de ideia e dar o braço a torcer sem ficar completamente sem graça. Pra quem sempre tem todas as respostas, sempre tem que ter tudo sob controle, pra quem acha que não pode errar, aprender a errar não é lição fácil. E eu não posso nem dar a receita. Ainda não aprendi e não faço ideia de como se faz isso.

Outra coisa que eu preciso aprender é a sair de uma discussão pacificamente. Eu tentei fazer isso outro dia, mas acho que escolhi a pessoa errada pra praticar. Acabou que o sujeito brigou comigo porque eu decidi concordar com ele pra acabar com a discussão. Mas nem quando eu tento perder! Ainda estou esperando me recuperar dessa experiência assustadora. Se tivesse um curso... Enquanto isso, tento aprender a não discutir. Quem sabe daqui a cinquenta anos eu chegue lá...

Eu preciso aprender...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

É, faz tempo que eu li - foi em julho mesmo, a resenha é que atrasou um tiquinho -, mas as impressões que esse livro que causou um alvoroço nos blogs literários Brasil afora não desapareceram. Parte desse movimento todo deve ter sido porque o autor é bacana (me senti tão antiga falando bacana...).Outra parte por causa dessa onda ufanista que fez virar moda elogiar tudo o que é nacional, só pelo fato de ser nacional - aquele balaio de gatos e cachorros que descredibiliza completamente quem não consegue fazer uma crítica sincera. Mais uma parte por puxa saquismo e vontade de ganhar livros de graça pra depois fazer um elogio que diz nada com nada.

Primeiro, o elogio: o autor escreve bem. Sério, eu gostei. Porque se eu não tivesse gostado, eu certamente me lembraria #souchata. Também não me lembro de nenhum erro grosseiro de edição, nenhuma narração confusa.  Alguns momentos carregam algum suspense, mas sem deixar o leitor perdido sobre o que aconteceu, acontece ou acontecerá. Essa foi uma das coisas que me prendeu ao livro. Toda história fica melhor quando é bem contada. Mas a melhor história do mundo pode ficar insuportável quando a narrativa não funciona.

Chegamos à história e ao meu julgamento: eu não gostei do livro. Apesar de ser bem escrito e de não ter implicado com nada de mais. Eu impliquei com a história. Nada mais, nada menos. Fica a pergunta ao autor: ele sabia do que estava falando quando resolveu escrever sobre irmãos adotivos?

A trama, que não é nenhum spoiler porque é a premissa do livro, se desenvolve na história de amor de dois irmãos adotivos. História de amor. Irmãos. Adotivos. Na primeira vez que eu ouvi falar disso, fiquei matutando sobre as consequências jurídicas dessa união - eles não podem casar... mas será que podem constituir uma união estável?, mas quando eu li o livro a coisa mudou de figura.

Até então, eu não tinha me imaginado no lugar dos personagens, mas ler um livro é se transportar pra dentro da história. Quando eu fiz isso, não funcionou. A história não bate. Não rola. Não combina. Sabe por quê? Eu tenho um irmão adotivo. E nós nos tornamos irmãos quando adolescentes. Nem crescemos juntos como Leo e Carol. Eu não consigo me apaixonar pelo Dan simplesmente porque ele É meu irmão. Sabe, pra mim, dizer diferente é como se a adoção não fosse adoção de verdade. Como se duas pessoas não pudessem se fazer irmãos. Acontece que nós somos.

Já ouviram aquela expressão 'como beijar um irmão'? Tem naquele filme chato PS: I Love You. Beijar um irmão não é só nojento. Não tem graça. Nenhuma. E é nojento. Se você tem um irmão do sexo oposto (ou do mesmo, se você não tem essas conveniências...), imagine-se beijando-o(a). Na boca. Beijo de novela, mesmo. Uuuugh! Desculpa, Enderson. Não rola. Porque eu não consigo diferenciar meu irmão biológico do meu irmão adotivo. O sentimento é exatamente o mesmo. Eu sou apaixonada pelos dois! Mas o Eros é só  com o Haralan ;)

PS: Meu irmão - o mais velho, adotivo - vai casar! Que emoção! :)
PPS: Esqueci de dizer que a edição é ótima! A capa é linda e a abertura dos capítulos também. Amei!
~0~
Sobre o autor: Blog | Twitter | Skoob
Sobre o livro: Skoob | Twitter
Onde comprar: Saraiva | Curitiba | Martins Fontes

Desafio literário (de julho): Todas as estrelas do céu - Enderson Rafael

domingo, 11 de setembro de 2011

Aos doze, eu tinha minha vida toda planejada. Teria uma grande festa no meu aniversário de quinze anos, e outra seis meses depois, na formatura do Ensino Médio. Então eu passaria no vestibular pra alguma coisa a decidir: Fisioterapia, História, Música, Psicologia, Nutrição... Então aos dezenove eu estaria formada em alguma coisa assim, e casaria com o meu grande amor. Eu já amava o meu marido.

Aos quinze eu não tive uma grande festa de aniversário. Eu não tive festa nenhuma. Em vez disso, entraria em um avião pela primeira vez para pousar em São Paulo. Foi quando aconteceu um acidente em Congonhas que matou 199 pessoas. Eu não estava lá, mas cinco minutos depois minha avó ligou pro celular que eu tinha acabado de ganhar pra saber se eu estava viva, e minha mãe achou melhor adiar a viagem.

Aos quinze eu concluí o Ensino Médio, mas não participei da formatura. Eu fui a única da minha turma que passou no vestibular, pra mim este pareceu um motivo melhor para comemorar. Não fazia muito sentido uma festa de formatura pra alguém que tinha certeza de que ainda não estava formada.

Aos quinze eu conheci a Cris e o Ted e escrevi minha primeira carta para o meu marido na minha agenda das Menininhas - em inglês, pra ninguém ler. Eu fiz um compromisso e enterrei a paixão adolescente que eu tive. Eu dispensei todos os outros e orei a Deus dizendo que eu não queria um namorado que não fosse ele, porque eu já amava o meu marido.

Aos dezesseis eu descobri que eu já conhecia aquele que eu amava e eu aprendi a gostar, não, eu descobri que eu gostava dele. Eu me apaixonei por um homem que nunca acreditou nem acredita que alguém seja capaz de amar outra pessoa sem saber quem era. Eu amei. Eu amo. Eu sempre vou amar. Nesse ano eu me tornei sua namorada, reciprocamente dependente.

Aos dezenove eu ainda estou a dois anos e meio de pegar o diploma e a data do casamento é um grande não sei. Eu já estive ansiosa, mas decidi viver um dia de cada vez. Viver o que eu tenho agora é melhor do que ficar preocupada com o que pode ou poderia ser. Eu não sei se aos dezenove eu vou me casar com meu grande amor. Quem sabe? Mas existem duas coisas que nada pode mudar: eu amo o meu marido e eu vou continuar orando por ele.

Aos dezenove um homem de amarelo entregou um livro azul que me convidava a orar pelo meu futuro marido. Eu comecei lendo um capítulo a cada dia, como um devocional, refletindo nas histórias reais, nas poesias e citações e orando pelo meu futuro marido. Eu comecei a escrever uma longa oração. Em três dias eu não conseguia parar a leitura em apenas um capítulo. Eu chorei. Eu guardei muitas palavras no meu coração. Eu passei o livro adiante. Guardei aquela longa oração em uma caixa, junto com outros papéis dobrados com carinho. Para aquele a quem, há tanto tempo, eu amo.

Disponível apenas em inglês. Compre no site da autora ;)

BookTour: Praying For Your Future Husband - Robin Jones Gunn

domingo, 29 de maio de 2011

Eu poderia ter sido brilhante e misturado a resenha desse livro com os trinta meses de namoro, mas a ideia só veio quando eu já tinha terminado o post. E também, não sei se teria ficado 'fofo' como aquele post.

Eu não sou uma pessoa séria. Não sou mesmo. Mesmo quando minha cara é séria, eu posso muito bem estar zoando com a sua cara. Não ser uma pessoa séria não quer dizer que eu não leve nada a sério. Bom, quer dizer que eu levo muita coisa na brincadeira, mas existe assunto sério e namoro definitivamente é um deles.

Sou daquelas pessoas que colocam regras sobre si. Tenho meu próprio código de ética ainda não escrito. Posso mudar de ideia dez vezes no mesmo dia sobre um milhão de coisas, mas quando o assunto é sério, eu decido uma vez só. E vai convencer essa cabecinha dura a mudar de ideia...

Dentro desse livro, que é pequenininho - foi o que mais me surpreendeu, o tamanho do livro, finiiiiinho!! Não dá pra usar a preguiça como desculpa - cabem muitas das minhas regrinhas de conduta no namoro, embora eu não possa dizer que concorde com tudo. Em alguns pontos discordo, por motivos muito pessoais e específicos, e que não acho que valem pra todos, então dispensam comentários. É uma leitura super recomendada pra quem não está namorando e quer namorar, né? Porque se não quiser, nem precisa...

Digo isso porque, apesar do autor volta e meia falar que 'se você não está vivendo isso, ainda é hora de mudar sua conduta...', é óbvio que o livro é muito mais útil pra quem ainda não namora, até pela ênfase em começar do jeito certo. Nesse sentido o conteúdo é excelente. Trata todos os temas pertinentes de forma direta e muito clara.

O único ponto fraco é a linguagem. Opinião minha, tá? Muita gente achou isso um ponto favorável, tanto que está destacado na contra-capa. Logo nas primeiras páginas, achei a coisa meio estranha. Quando vi que ele era palestrante, pensei até que fosse a transcrição de alguma palestra, porque a linguagem é MUITO informal. Mais ou menos como eu escrevo aqui no blog, mas bem... é um blog, né? Eu sou enjoada, e pra mim linguagem de livro tem que ser diferente. Escrever um livro fazendo de conta que é uma conversa fica estranho.

Aí tem a questão de público. A linguagem simples se justifica no público jovem. Mas sei lá... nunca gostei desse negócio de linguagem facilitada por causa da idade das pessoas (se bem que eu sou meio escaldada com esse negócio de idade, né?). Não é porque o público é jovem que você precisa falar de maneira mais fácil. Adequação de vocabulário é uma coisa, idiotizar as pessoas é outra... Além disso, me disseram que outros livros dessa editora seguem a linha 'linguagem simplificada', então não dá pra 'jogar a culpa' no autor. Mesmo porque, uma boa revisão poderia resolver isso. E eu só dei atenção a isso porque sou chata.

Por fim, acho uma leitura excelente, principalmente pra quem começa a pensar em namorar. Sabe aquela idade entre doze e catorze anos? Pelo menos no meu tempo essa era a idade... Também para quem tem dúvidas e não sabe a quem perguntar.. Pra quem quer responder, mas não sabe como... São valores familiares, universais. Coisa muito, muito séria.

Links: Skoob - Blog do autor - Email do autor (O livro pode ser adquirido diretamente com o autor através do email)
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Essa resenha faz parte do BookTour Namoro é coisa séria, organizado pela Fernanda.
Blogs participantes:
Nanda Meireles Blog - Adriana Brazil - Pensamentos by Nathy - Free to be me - Com tudo o que sou - Livros da Pris - Belbellita

Booktour: Namoro é coisa séria - Rodrigo Quirino

segunda-feira, 16 de maio de 2011

18/10/2008
É, mais de 30 meses ;)
Eu coleciono lembranças. Sou a rainha do papel de bombom. Dos bilhetes, dos recados, das conversas guardadas e repetidas na memória. As lembranças são muito importantes pra mim porque, na maior parte do tempo, elas são tudo o que eu tenho. Se eu pareço dramática, é porque você não sabe o que é sentir saudades... Ah, você sabe, sim.

Completar trinta meses de namoro (ou dois anos e meio, mas eu prefiro o número mais inteiro) não é comum. Menos ainda quando metade desse tempo namoramos à distância. Mas o amor não é uma coincidência, é uma atitude. É fruto do nosso esforço, da nossa vontade e persistência. É claro, também da vontade de Deus. Foi ele quem nos apresentou e escreveu a nossa história de um jeito único, do tipo que não se encontra nos livros... 

Não é uma história perfeita. Muitas lágrimas foram derramadas, e não foram todas de amor, de felicidade ou de saudade. Várias delas foram de tristeza e mágoa, mas também com lágrimas aprendemos a perdoar. Aprendemos que o nosso relacionamento depende de nós. Nós temos que fazer dar certo, não é isso que eu sempre falo a você?

Assim como esse coração pela metade na sua aliança que só se torna um coração de verdade com o a metade que está comigo, a minha própria vida faz muito mais sentido junto da sua. Não é nula, não é incompleta, é melhor. Mesmo longe, lembrar que você existe me dá forças pra terminar o dia. Porque o fim do dia é um dia a menos pra ficar longe de você. 

Em momentos como esse as lembranças não lembram só o que já vivemos, mas o que viveremos. Os planos, os sonhos, as ideias, os projetos. Nossa casa, nossos filhos, nossa vida, tudo o que será. Será, sim. Chegará. O futuro nos espera, e não demora. Porque é muito difícil ficar assim tão longe, mas não é pra sempre. Logo, será mais uma lembrança.

Lembranças

terça-feira, 22 de março de 2011

A última vez em que fiquei sem internet em casa foi há duas semanas, quando troquei a prestadora do serviço de internet aqui de casa. (Podem ficar orgulhosos por eu ter feito toda a negociação via telefone?) Foi a tarde do dia sete desse mês - pois é, recesso de carnaval e os caras trabalhando - e eu só pedi pra desligar o serviço quando me ligaram dizendo que o técnico da outra operadora já estava a caminho. Ficar sem internet não dá, né? Engraçado é que cortaram a banda larga minutos depois, já a linha telefônica ficou ativa por algumas horas...

Na semana passada declarei a minha dependência dos serviços da Google Co (aqui, ó!). Mas é claro que nada disso funciona offline, né? Já imaginou sua vida offline? Eu não quero nem pensar! Aliás, só pela limitação no acesso à internet no trabalho eu já me sinto prejudicada. E quando eu passo o dia fora, então? Preciso de um celular com acesso à rede, urgente! Nem que seja só pra acessar email pessoal e twitter.

Com acesso à internet eu resolvo quase todos os problemas que podem surgir na minha vida. Desde renovar um empréstimo de livro que está vencendo, até impressionar o namorado com uma receita de Danette caseiro. Por falar em namorado, não sei o que seria dele e de mim sem essa bendita internet. Setecentos quilômetros de distância só não são driblados com mais eficiência porque.. bem... é virtual, né? Mas pra quem não é chegada em telefone, é quase solução!

Ah, não posso deixar de falar dos meus amigos, dos irmãos, dos encontros... Eu acho engraçado como ainda existe gente que reage com espanto quando eu conto as minhas aventuras internáuticas. Minha chefe quase me bateu sexta-feira porque eu disse que já tinha ido ao Rio de Janeiro encontrar pessoas que só conhecia pela internet e ficar na casa de uma delas. É claro que existe gente do mal, mas a gente se dá mal no mundo real também. E, como cautela e canja de galinha bacon nunca é demais, segue essa receita que você vai ser feliz com seus amigos virtuais cada vez mais reais.

Legal é ver como tudo tem se adaptado pra funcionar através da rede. Velocidade, conexão, interação, aproximação. Todas essas vantagens e mais para funções antes impensadas. Eu, que tinha deletado minha conta no Facebook porque não aguentava os emails de Farmville, tive que reativar por causa de uma disciplina na faculdade. Não é nada de Direito Virtual, Responsabilidade nas Redes Sociais, Liberdade de Expressão Online... (Existe? Inventei todos os nomes) É Direito Financeiro, com o professor mais conectado que eu já tive (twitter dele) até hoje.

A internet é uma via de comunicação infinita. Amo coisas infinitas! Aqui você pode se expressar, sem conjunções adversativas. E quando alguém tentar te calar, te censurar, faça seu direito valer. Você tem voz. Infinita. Alcance mundial. Quem poderia imaginar isso? Que marca você está deixando no mundo?

PS: Pra quem não aguenta as besteiras que eu falo no twitter, o blog agora tem sua própria conta. Quem aguenta também pode seguir, tá?
PS²: Como eu tenho voz infinita, resolvi estender pra, além de falar pelos cotovelos, falar também pelos joelhos, tornozelos e demais articulações. Enfim, conhece o Verbete Legal? Não é porque é meu, não é sim, mas é legal mesmo! E também tem twitter!

Vida em rede

terça-feira, 15 de março de 2011

Eu sempre digo que o grande encanto dos livros está na identificação dos personagens com o leitor. Uma boa história, um belo cenário muito bem descrito, bons diálogos, nada disso supera o critério caracterização dos personagens. Mesmo porque personagens com características bem definidas, marcadas e transmitidas se deixam conhecer, se tornam nossos amigos. Sabemos quem fala, mesmo quando o autor não indica. Conhecemos sua voz. Reconhecemos os traços de sua personalidade e comparamos aos nossos, criando simpatia ou antipatia.

Livros com narrativas extensas em geral são cansativos, mas não quando a autora é Jane Austen. Sim, as narrativas dela são extensas, mas ela sabe narrar. Ela sabe tornar diálogos desnecessários quando nos apresenta tão adequadamente aos seus personagens. Podemos imaginar as cenas que se passaram como quando ouvimos relatos sobre nossos próprios amigos. Prevendo suas reações. Imaginando a cara que fizeram. O tom de voz ao se expressar. Os olhares, no plural. Me envolveu de forma tão carismática que, mesmo tendo lido apenas dois de seus livros, já lamento por saber que não restam muitos.

Orgulho e Preconceito é o romance de Elizabeth e [ai-Senhor-que-nome-é-esse] Fitzwilliam, que tem como pano de fundo as relações sociais aristocráticas na Inglaterra de dois séculos atrás. Alguns podem achar isso marcante, relevante, mas é só o contexto. O mais emocionante nesse relacionamento é a constatação de que o amor transforma. Ao ser desprezado por Elizabeth, Mr. Darcy (não poderia ser Sr. Darcy?) cai na real e percebe como é uma pessoa chata e esnobe. E resolve mudar, para se considerar digno de seu amor.

Querer consertar o outro é uma tentação constante em um relacionamento. Existem livros que ensinam a fazer essa intervenção cirúrgica na personalidade alheia. Não adianta. Caráter e personalidade são tão essenciais ao ser que nenhuma outra pessoa deve se sentir tão íntima de alguém a ponto de se permitir pensar em querer mudar alguém. Mudanças verdadeiras só acontecem quando a pessoa resolve mudar. E que seja por amor, e não por estar de saco cheio!

A transformação de Mr. Darcy não o transforma em outra pessoa. Pelo contrário, revela todas as suas melhores qualidades. (Às Lizzys que procuram pelo Mr. Darcy - só com as qualidades - sinto informar que ele já está ocupado, e muito bem ocupado tá? Vão ler outro romance...) Mr. Darcy descobre que pode agradar a uma mulher digna de ser amada, porque ele mesmo, com todo seu egoísmo, esquecera de que isso fosse necessário. Descobriu, finalmente, que o que importa é o caráter das pessoas, não o sobrenome, e passou a exercitá-lo.

O livro não termina com declarações de amor (Como li em alguns spoilers. Não criem essa expectativa.), com um beijo apaixonado ou expressões romantizadas. O último capítulo é como um epílogo que mostra que eles não foram felizes para sempre, mas que enquanto viveram sua felicidade durou. Eles aceitaram o compromisso de manter o amor que tinham, e de ceder, de vez em quando, por amor.

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Annie, acorda, seu namorado está aí.
Aham, palhaço. Sai daqui.
Não, é sério. Ele acabou de chegar.

De surpresa. Não que eu não goste de surpresas. Na verdade, eu gosto muito de surpresas. Só não gostei da ideia de encontrar meu namorado pela primeira vez em quase três meses sem ter me preparado pra isso. Agora eu vou tomar banho todos os dias antes de dormir.

Era mais uma 'viagem de negócios'. Não exatamente de negócios que dão dinheiro, mas de negócios que o prendem em reuniões compridas e me fazem ficar esperando do lado de fora ou acompanhando-o em lugares onde as pessoas não se lembram do meu nome. Não estou nem aí se isso é um pouco desagradável na hora, se traz o meu namorado pra ficar comigo, mesmo que por poucos dias, e mesmo que ele esteja ocupado.

Por fim, ter um dia inteiro só pra nós dois, mesmo este dia tendo acabado quatro horas antes do fim, foi o melhor do ano, até agora. Nada, absolutamente nada supera a delícia de estar com ele. Só com ele e mais nada.

Vou fingir que a gente não se despediu. Faz de conta que a gente está no pólo norte e que o dia não terminou. Nos vemos amanhã.


Até amanhã

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Agora vamos falar de sexo. Levou um susto? Sinal que você precisa ouvir mais essa palavra. 

SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO 

Se ainda não deu pra se acalmar e acostumar com esse assunto, já vou dizendo que hoje o papo é esse e não tem outro assunto nesse post, a não ser sexo, tá? Está convidado a se retirar se for do tipo que não gosta...

Pra começo de conversa, vamos tirar essa ideia de que SEXO é pecado, se é que alguém tem essa ideia ainda, né? Façam-me o favor!. SEXO é bom e foi Deus quem fez. SEXO está na Bíblia e tudo - e como uma coisa boa! Errado é o que se faz com ele. Minha irmã usa uma metáfora que eu acho ótima: tem gente que dá um faqueiro, tem gente que dá um conjunto de travessas, tem gente que dá uma televisão. O presente de casamento de Deus é o sexo. Abrir o presente antes da hora é, no mínimo, falta de educação. Ou sua mãe não lhe ensinou nada?

Esse livro, O Ato Conjugal, é do mesmo autor daqueles livros sobre os Temperamentos Controlados pelo Espírito Santo e também da Série Deixados para Trás. Eclético ele, não? A obra se dirige a casais noivos e casados. Pra mim o ponto negativo do livro - um único e grande ponto negativo - é o fato de ser uma edição dos anos 80 que não se renovou. Volta e meia ele se refere ao homem como único provedor e à mulher como dona de casa. Não estou pregando o feminismo, nem nada, mas essa com certeza não é a realidade da maioria das famílias que existem. Eu mesma não nasci pra ser madame, muito menos dona de casa. Quem gosta, ótimo. Vou precisar contratar alguém que goste pra cuidar da minha casa, então é bom que esse alguém exista. Fora outros comentários que podiam até ser muito bem cabidos em 1976, mas que hoje não fazem o menor sentido - como o de acreditar que cada família deveria ter de quatro a cinco filhos. Oi, sabe quanto custa um filho?

Voltemos ao sexo. Como eu disse, sexo é bom. Não por experiência própria - e talvez eu seja uma das poucas pessoas virgens da internet que se atreve a falar tão atrevidamente de sexo -, mas porque foi feito pra ser bom. Bom, não. Ótimo! Pra valer a pena. Pra ser a experiência mais incrível da sua vida - e o melhor, você pode repetir. É a maior expressão de amor entre um homem e uma mulher, em todos os sentidos.

Por isso a pior coisa que se pode fazer é tratar o sexo como algo sujo, feio, errado. Como aquela mentira de que Adão e Eva foram expulsos do paraíso quando tiveram relações sexuais - o fruto proibido. Devia ser proibido que se espalhasse esse tipo de boatos. Quantas mulheres no passado não levaram uma vida amargurada por terem sido 'violentadas' pelo marido após o casamento? E você duvida que isso não aconteça mais? Acha que não existem mulheres que encaram o sexo como a obrigação de esposa? De sofrimento já bastam as cólicas, né? Você foi feita desse jeito, pra ser feliz.

Se o prazer começa na mente, numa atitude positiva com relação ao sexo, então o prazer começa em casa. Digo, na casa de papai e mamãe. Levanta a mão quem nunca conversou com os pais sobre sexo, ou quem tentou conversar e levou uma juntada boa... Isso não é assunto, menino! Onde já se viu, perguntar uma ousadia dessas pros pais? Onde já se viu, ser pai e querer que os filhos aprendam tudo sozinhos! E depois reclamam...

Sexo tem que ser conversado. Praticado, principalmente. Mas antes que você possa praticar, converse. Nenhuma pergunta guardada se responderá sozinha. Nenhum tabu vai se quebrar se você mesmo não começar a tirar as milhares de pedras que estão sobre o assunto. Converse com a mãe, o pai, os irmãos, primos, o namorado, a namorada... Conversar, tá? E principalmente, converse com o criador do sexo, que deixou um manual completo sobre a sua vida. É claro que tem muito sexo por lá.

O Ato Conjugal - Tim e Beverly LaHaye

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Se eu saio da faculdade às dez horas, não preciso comprar lanche se quando chegar eu já vou preparar o almoço. Se eu posso ir a qualquer lugar dessa cidade pagando só uma passagem, qual o problema em atravessar a cidade pra pagar mais barato? E se eu posso andar quatro quilômetros, é lógico que não vou pagar uma passagem de ônibus! Se a água é oitenta centavos no supermercado, não vou comprar por dois reais aqui. Não por medo de andar mais um pouco! Por que eu vou comprar pronto aquilo que eu posso fazer?

Admito! Sou muquirana. Mão de vaca, pão duro, sovina... Essas coisas todas. Coisa difícil é eu comprar alguma coisa por impulso. Ou só porque estava barato. Impulsiva até sou, mas compradora... Comprar pra mim é um ato de reflexão. Muita reflexão. (E é também por isso que eu não gosto de vendedor andando atrás de mim enquanto eu reflito). No fim das contas, isso é ótimo pra mim. Afinal, quem trabalha pra pagar as próprias contas deve saber o valor do seu dinheiro.

Às vezes parecem meio exageradas ou sacrificantes as situações em que eu me meto, às vezes dá até vontade de deixar disso, só de vez em quando, mas aí eu tenho as minhas estratégias de guerra. (Não sei se as pessoas que me seguem no twitter já repararam, mas eu sou, na verdade, duas pessoas. Uma responsável e outra preguiçosa. De vez em quando dá briga.)

Ser otimista! Para quem procura enxergar o mundo sempre a cores, não existe situação que fique horrorosa demais. Afinal, se eu tenho as opções 'caminhar quatro quilômetros' e 'pegar um ônibus', tenho sempre excelentes motivos para escolher a opção mais barata. Uma boa caminhada faz bem à saúde. Um céu azul com um sol bonito desses não deve ser desprezado. Tenho tempo de sobra pra apreciar a paisagem. Posso conhecer lugares por onde ainda não passei ou só vi com pressa. Isso tudo economizando R$ 2,20! :)

Andar sem dinheiro. Tá certo que o cartão de débito está sempre à mão, mas só o fato de ver a carteira vazia desencoraja compras bobas, especialmente de doces que eu vou enjoar quando tiver comido a metade e de coisas que eu não preciso de lojas não muito boas que não aceitam cartão ou só aceitam pra compras maiores. Ah, e de lanches por pura gulodice!

Consultar meu saldo... mental. Eu sou ótima pra lembrar de contas, desde que tenha feito à mão. (Meu mouse-pad - uma metade do envelope de papelão do Blog Tour - é cheio de contas e do meu nome). Geralmente eu me lembro bem do saldo do banco, a menos que tenha acontecido alguma coisa errada por lá, eu sempre sei quanto dinheiro eu tenho. Fazer as contas é um ótimo jeito de me lembrar de que eu não tenho muito.

Pensar no meu namorado. Quando eu estou quase comprando alguma coisa, prestes a tomar a decisão final, em que eu penso? "Se eu dissesse a ele que gastei essa quantia com isso aqui ele brigaria comigo?" ou "Será que meu orçamento vai ficar muito apertado?", o que basicamente é a mesma coisa, já que foi ele quem me introduziu nessas coisas de fazer orçamento pra tudo e guardar nota de tudo o que eu compro (aliás, esse é mais um motivo pra comprar com cartão, sempre vem nota - e também é o motivo porque a minha carteira vive cheia, mesmo vazia haha). Acho que eu penso que ele vai se sentir orgulhoso de mim se eu controlar minhas finanças. Pra ele é importante ter tudo sob controle, então se eu tiver controle das minhas coisas, é uma forma de amar também.

No fim, eu também fico muito orgulhosa de mim mesma. Afinal, essa mania de economizar tem deixado meu saldo bancário muito saudável. Com tanta gente estourando cartão, refém de juros e cheque especial por aí, é muito do que se orgulhar, né?

Abrir a mão? Só pra dar bom dia!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sabe o que enche um balão, né? Não é o ar, o gás... é a pressão do que estiver dentro do balão. Ou você acha que não tem ar dentro do balão que você ainda não encheu? A pressão faz o balão crescer.

Eu nunca soube lidar muito bem com pressão. Lembro das competições que eu participava, daquelas disputas de conhecimento - de gincana bíblia a olimpíada de matemática. Tudo muito bom, tudo muito bem, até chegar na final, com todo mundo depositando toda a confiança em mim. Eu cedia à pressão. Vinha o tal do 'branco'. Pufff, falhei. Sempre um erro besta, que no segundo em que terminava sabia que tinha errado.

Foi no meu primeiro vestibular que descobri uma coisa diferente. Achava que por causa desse histórico teria um fracasso bonito tentando o vestibular assim. Pra Direito, imagine! (Não levei em conta a diferença entre uma competição com platéia e uma prova individual, mas pressão é pressão, né?) Na hora da prova eu me surpreendi com a minha capacidade... de ser fria! Logo eu, que vivo com as emoções afloradas, sejam elas quais forem! Pois é, vai ver que um pouco de pressão ajuda a crescer.

Mas vou te contar uma coisa, o mesmo motivo pelo qual o balão cresce, é o que o faz explodir. Eu já tive a ponto de explodir várias vezes durante essa minha vida (música de drama ao fundo). Não é fácil ter que ser a melhor, ter que superar as expectativas, ter que impressionar. E não precisam me dizer que eu não preciso ser isso ou aquilo. Essa neura nem é minha, é a pressão que colocam em cima de mim. Expressamente.

Ultimamente estou assim, quase explodindo, quase não aguentando. Casa, família, namorado, chefe, projeto, blog, amigos, igreja... tenho mesmo que dar atenção pra todo mundo? E se eu parar um pouquinho, será que não vão me bater quando notarem que eu parei? Preciso de folga. Férias. Chega.

*Suspira*

(Fim da catarse)

(Eu acho)

Feito um balão

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eis o grande risco de se relacionar com gente 'importante': tornar-se conhecido pelo seu relacionamento com a pessoa, em vez da sua própria identidade. Sabem o que dizem da esposa do pastor? Aquela que não tem nome? É por aí...

Pra mim, intrometida por excelência e carente por vocação, o negócio complica mesmo. Desde criança eu acompanhava meu pai nas reuniões dele sempre que podia, ia junto com minha mãe pra faculdade (dela), e com meu namorado até em reunião da empresa eu já fui. Eu gosto de estar junto, de estar perto, e se me dão folga, de dar palpite. Mas eu gosto também que me conheçam pelo nome, que saibam quem eu sou e que me considerem. Eu gosto das pessoas. Gosto de pessoas.

Uma das piores coisas é ter a minha identidade vinculada a outra pessoa. Talvez seja por ser a filha do pastor desde sempre. Fico imaginando o que meu irmão passou no colégio, sendo considerado pelos professores como o irmão da Annie. Que cruz! O que me desagrada muito, e o que eu mais me esforço para não ser, é a esposa do Haralan. Não estou falando que não quero ser a esposa dele hahaha Só que a esposa tem nome, personalidade e identidade. Annie Adelinne, muito prazer.

Identidade

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Experimenta falar isso pra mim. Não, não experimenta, não. Eu não gosto. Eu detesto. Eu... hunf!

Sabe aquela história de "preciso falar com você mais tarde" ou "tenho uma coisa importante pra te contar, mas agora não dá"? Comigo isso não existe. Bom, pelo menos não deveria existir. Se tem uma coisa que me deixa nervosa é a expectativa de uma conversa.

Quer conversar? Então fala agora, e fala tudo. Não me deixa pensando que é pior. Ainda mais se você for uma pessoa meio dramática. Eu sou dramática e meia meio? Imagine o que sai dessa mistura. Coisa boa é que não é. As chances disso dar errado não são poucas, ainda mais com uma mente hiperativa como a minha.

Pensando sempre no pior. Afinal, se o negócio é tão sério que precisa de um momento especial pra ser dito, coisa boa é que não é, né? Quando o assunto é bom, a gente não guarda. Sai falando, espalhando pra todo mundo. Ninguém deixa a alegria pra mais tarde. E quanto mais tempo passa piores são as hipóteses que passam pela minha cabeça.

Irritada por antecipação. Difícil explicar, mas sabe aquela história de que "uma mentira contada cem vezes vira verdade" ou algo assim? Quando a "expectativa de uma conversa séria" dura muito tempo, e as tais hipóteses malucas e teorias conspiratórias ficam fazendo a festa na cabeça, às vezes a gente perde a noção da realidade. Tanto faz você ter certeza de que o assunto é aquela coisa horrível que você pensou ou se você em seu estado de insanidade começa a pensar que isso de fato aconteceu, juntando argumentos que justifiquem toda a sua certeza... O resultado é que antes mesmo de saber o que aconteceu de fato, eu já estou brava pelo que pode ter acontecido. Aí vem o namorado perguntando 'O que foi que eu fiz?'

ELE (meu namorado é ELE sim, ta, Cintia?) diz que faz isso ele sempre faz isso porque sabe que, ao contrário da memória de Lucy dele, eu não esqueço. Eu nem durmo de tanto pensar nisso. Dei uma agenda pra ele, mas, não sei por quê, ele não anota 'certas coisas' na agenda. E eu fico me mordendo de curiosidade.

Deixa ele chegar pra ver se não leva uns tapas #violenciadomestica

Preciso conversar com você

sábado, 24 de julho de 2010

A primeira lembrança que eu tenho dele é de quando eu tinha doze anos. Era uma espécie de gincana de 'quem achar primeiro lê' e eu tinha acabado de abrir a boca para ler quando ouvi a voz dele atrás de mim. Inesquecível. Só que eu ainda não sabia por quê.

Dois meses depois eu me mudava pra cidade, igreja, e escola dele. Engraçado é que mesmo assim a gente se encontrava pouco. Moleque metido, piá chato, metido a esperto. Morria de ciúmes toda vez que ele aparecia. Não dele nessa época eu tinha uma paixonite por um menino da cidade que eu morava antes, da minha amiga. Eu até deixei a implicância pra lá e tentei ajudar quando a história deles já ameaçava acabar. Foi quando ficamos amigos. De repente estávamos sempre juntos por vários motivos - por conveniência, por coincidência, por interesse (na causa, não no outro).

Sempre juntos. Eu não me permitiria sentir nada até que ele tomasse uma posição definitiva. Não que a minha permissão para sentir significasse alguma coisa... Mas eu não admitiria nem pra mim mesma que pudesse sentir alguma coisa não correspondida.

Então aconteceu. Numa quarta-feira ele disse que precisava ter uma conversa séria comigo. Mas havia vários assuntos sérios que ele poderia conversar comigo, né? Eu estava fazendo um curso, e ele marcou de se encontrar comigo lá para conversarmos no caminho pra faculdade.

Não apareceu. Peregrinei dois quilômetros num salto alto e fino até o terminal de ônibus pra ver se dava tempo de passar a raiva. Não passou. Cheguei lá espumando, evitando encontrar com ele pra não fazer nenhuma bobagem.

A essa altura eu já estava mais de uma hora atrasada pra aula, ele já tinha ligado até pra minha mãe pra saber o que aconteceu comigo. (Sério. Como ele podia não saber? Não, ele não tinha esquecido que eu estava esperando por ele) Briguei, briguei, briguei e briguei. Ele nunca mais faltou deliberadamente.
No fim da aula é que tivemos a tal conversa. Ele enrolado que só. Começou falando de uma tal de feniletilamina... parece que pesquisou uma semana pra arranjar uma desculpa pra essa conversa. Se enrolou tanto só pra começar a conversa que minha van chegou.

O restante eu não preciso explicar muito, né? Há exatos dois anos, eu gritei muito quando li isso aqui...

PS: Era mais de meia-noite e eu gritei mesmo
PS²: pra mim não tem outro jeito de contar essa história sem mostrar esses registros

Haralan...abra mão de sua estratégia...mas não abra mão do seu caráter!! diz:
lembre-se ................... eu não tenho culpa disso........não quis isso.........e não sei se quero alimentar..................................................mas não tenho como não te fa lar........
só gostaria de dividir algo que está acontecendo........

Annie diz:
enrolao ¬¬

Haralan...abra mão de sua estratégia...mas não abra mão do seu caráter!! diz:
e de alguma forma............está me atrapalhando
a feniletilamina é uma substância que só é liberada pelo organismo quando....

Annie diz:
enrolaaaaaaaao

Haralan...abra mão de sua estratégia...mas não abra mão do seu caráter!! diz:
uma projeção biológica .. seletiva de uma pessoa com relação a outra

Annie diz:
DA PRA SER DIRETO?

Haralan...abra mão de sua estratégia...mas não abra mão do seu caráter!! diz:
não consigo...
vc ............ tem me atrapalhado por demais nas últimas semanas..............

Annie diz:
eu?

Haralan...abra mão de sua estratégia...mas não abra mão do seu caráter!! diz:
claro......
vc
porque é por causa de vc que os volumes de fenileltilamina no meu organismo estão elevadíssimos

[...]

Você acabou de pedir a atenção.

Annie diz:
haralan.......
ta apaixonado?
Haralan...abra mão de sua estratégia...mas não abra mão do seu caráter!! diz:
por vc!


Feniletilamina

Choveu muito no último fim de semana. Muita chuva, vento e frio. No dia em que mais choveu, ventou e esfriou eu queria sair. Até porque era o primeiro dia... vai que fica assim a semana inteira? Visitamos shoppings (leia-se livrarias), mais livrarias, uma exposição no memorial e fechamos o dia na biblioteca estadual (que tem cheiro de livro velho - parece um museu de livros!). Pra quem queria passar três dias em parques e praças... imaginem a cara de bode.

O bode foi tanto que no dia seguinte só saí pra comprar chocolate. Passei o sábado me esquentando no fogão e nos braços do meu namorado. (Minha mãe diz que quando ele vem aqui parece que eu tenho que reconquistar o homem. Eu prefiro pensar que toda conquista deve ser diária.)

No domingo abriu o sol, quer dizer, estava nublado... mas pelo menos não estava chovendo! Tanto que depois da igreja, do shopping e da infeliz rodoviária, fomos para o Jardim Botânico.


Eu acho os parques bem mais legais. Gosto da cobertura natural das árvores enquanto a gente anda... sabe, pássaros, macacos, essas coisas que tem nos parques. O Jardim Botânico parece bem mais... urbano. Impecavelmente bem cuidado e com banquinhos muito bem posicionados, é um ótimo lugar pra conhecer, pra namorar e pra fazer aquele programa de turista. Mas eu ainda prefiro o Passeio Público e o Bosque do Papa.

O tal fim de semana