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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

É interessante como a tendência é louvar atitudes e valores que foram antes considerados impróprios, ao mesmo tempo em que se despreza aquilo que, na verdade, se deveria buscar. Foi assim que "boazinha" virou adjetivo pejorativo, que "humildade" se tornou defeito (ou eufemismo pra pobreza - gente, nada a ver). Ao mesmo tempo, a falta de sensibilidade, o egoísmo, o orgulho, a libertinagem passaram a ser virtudes.

Ontem li um texto que dizia:
Resumindo: sejam agradáveis, simpáticos, amáveis, compassivos, humildes. Isso vale para todos, sem exceção. Nada de retaliação. Nada de língua afiada para o sarcasmo. Em vez disso, abençoem, que é a obrigação de vocês. Assim, serão uma bênção e também receberão bênçãos. (I Pedro 3:8-9 - A Mensagem)

A princípio, o texto me deixou irritada. Quer dizer, não pode nem fazer uma piada? Será que essa tradução não está exagerada? Ser sarcástico é tão legal! É uma característica das pessoas inteligentes e geniais... Até que eu comecei a refletir o que significa realmente ser sarcástico. Toda vez que eu falo com sarcasmo, eu estou desprezando uma pessoa - seja o interlocutor ou o objeto. Os comentários sarcásticos, que de maneira imediata servem para demonstrar a sua inteligência e sagacidade, provocar risos na plateia que você deseja impressionar, não passam de um comentário amargo sobre algo ou alguém.

Procurei no dicionário e me assustei com a definição do Aulete:
(sar.cas.mo)
sm.
1. Zombaria amarga e insultuosa

O sarcasmo é um recurso valioso demais
para gastá-lo ofendendo a pessoas como você
Entre as palavras relacionadas, encontrei desrespeito, ridicularização, reprovação. Analisei a minha conduta e as minhas palavras, e me entristeci ao constatar que o dicionário dizia a verdade. Todo sarcasmo é um insulto. Quando eu falo com sarcasmo, eu sou mais uma na onda do politicamente incorreto - um nome cool pra fazer o que é errado. A internet é o palco perfeito para destilar veneno, e a gente sente o poder nas mãos, na boca, na língua quando a usamos contra outra pessoa, muitas vezes pelas costas.

Que possamos refletir sobre a nossa má conduta, antes que alguém morda a língua e morra com o próprio veneno.

Pílulas de sarcasmo

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Não sei se é segredo pra alguém, mas eu estou em eterna conferência via email com alguns amigos mais chegados, conversando sobre todo tipo de coisa útil ou inútil e um dos temas polêmicos do grupo é o feminismo.

Falar sobre o tema é muito complicado, porque não existe um significado uníssono pra esse termo. De um lado, tem o feminismo" formado por putas feitas que não se depilam, odeiam os homens e querem dominar o mundo". De outro lado, tem o feminismo das mulheres oprimidas pelo machismo e pelo patriarcado e que exigem liberdade, mesmo que custe a liberdade alheia, afinal, todos os homens são estupradores em potencial. Enquanto isso, o famoso "feminismo é a luta pela igualdade" vai se tornando um mito...

Por trás da ideia de igualdade e de direito de escolha, existe sempre alguma dominação.


Pra começar, a ideia de igualdade é uma ideia falsa e opressora, porque as pessoas não são iguais. A única coisa que nos faz iguais é o fato de sermos todos humanos, e isso corresponde a um núcleo mínimo de direitos que todas as pessoas devem desfrutar, do qual ninguém pode abrir mão, independente de gênero, idade, cultura, religião ou o que for. Mas fora desse núcleo irredutível que corresponde à dignidade das pessoas, ninguém é igual. E essa é a graça. É por isso que convivemos em sociedade, que precisamos dos outros. Cada ser humano é único!

E é aí que vem uma coisa linda. Como cada ser humano é único, não existe "coisa de homem", "coisa de mulher", "coisa de asiático", "coisa de brasileiro". É claro que muitas dessas "coisas" serão encontradas mais facilmente em um grupo identificado de pessoas, mas por nenhum outro motivo senão o modo que foram criadas e como se relacionam na sociedade. Isso significa que cada um pode fazer o que quiser, mas também significa que os critérios para julgar devem ser iguais.

Eu vejo que muitas "bandeiras feministas" não têm o objetivo de tornar as coisas legais pra todo mundo, mas dar à mulher a liberdade de fazer aquilo de mais escroto , nojento e repugnante que os homens fazem por causa do machismo. A luta não é para que as atitudes machistas sejam eliminadas, mas que elas sejam liberadas pra todo mundo. Acontece que o que é feio pra um, é feio pro outro também. O que é degradante e fere a dignidade do homem (muito embora ele possa pensar que está abafando), também é degradante para s mulheres. O negócio é não nivelar por baixo.

Eu li recentemente um livro muito interessante chamado "O Machismo Invisível" (Marina Castañeda), que fala especialmente como o machismo afeta a vida dos homens. Claro, o machismo faz mal pra todo mundo. Oprime todas as pessoas. Faz com que os homens tenham que adotar uma atitude determinada para que sejam considerados "homens" pelos demais.

O que me deixou triste é que, quando a autora apresentava soluções para os problemas apontados, ela nunca considerou que as pessoas devem dialogar e combinar a forma como funciona melhor pra elas. Se o marido tem direito a ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com a esposa, então a esposa também deve ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com o marido. A ideia de que o esposo e a esposa devem conversar um com o outro sempre que quiserem usar o dinheiro da família pra comprar um carro, por exemplo.

É triste porque aquelas características consideradas "femininas", de consideração com o outro, de compaixão, de sensibilidade, são vistas como fraqueza, enquanto o egoísmo e a independência são supervalorizados. Isso nos enfraquece como sociedade.

Será que ninguém ainda pensou que certas coisas simplesmente não deveriam acontecer de forma alguma? Que se é nojento que um homem use as mulheres como objetos sexuais descartáveis, que seja violento, que não permita que elas expressem sua opinião, a recíproca também é verdadeira? Que anos de oprimido não justificam o desejo de opressão? Por que o modelo de mulher ideal é uma Lara Croft toda-poderosa que não precisa de ninguém e se vira sozinha? Por que, em vez de querer formar mulheres super-independentes, não autorizamos os homens a serem sensíveis, compassivos e dependentes?

Aqui entra a questão do direito de escolha. Porque se o modelo desejado é o da mulher que se despiu da fraqueza (aquelas características que a sociedade considera femininas) e se revestiu de super-poderes (aquelas características que a sociedade considera masculinas), as escolhas da mulher serão livres apenas se ela escolher se despir de sua fraqueza e se revestir de super-poderes. A mulher que escolhe ser mãe em tempo integral é oprimida. A mulher que é dona de casa é coitada. A mulher que dá de quatro está se sujeitando a um modelo de submissão.

As mulheres de hoje (e eu falo principalmente por mim) carregam nas costas o peso da obrigação de ser bem-sucedida. Aquela obrigação de esfregar na cara dos homens que podemos ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa, ou mesmo que somos melhores que eles. O corpo é seu, a vida é sua, você é livre pra ser puta, mas não pra casar, pra deixar o mercado de trabalho, ou pra nunca entrar nele. Você não é livre pra amar e paparicar o seu marido (mesmo que em reciprocidade).

É por isso que eu não me identifico com o feminismo. Porque é muito arriscado se identificar com uma luta que não tem mais identidade. E não acredito no ideal de igualdade de gênero. Porque o que eu acredito é nesse núcleo irredutível de direitos para todos os humanos. E que para que todos desfrutem desse núcleo mínimo, precisamos nos despir do nosso egoísmo, da nossa independência, da nossa necessidade de fazer sucesso, e sermos todos mais servos, mais humildes, mais compassivos, mais "femininos".

Eu não me identifico com o feminismo

domingo, 14 de abril de 2013


Apesar de não merecer, ela foi premiada. Eu lhe dei todos os presentes que tinha preparado para ela, não a privei de coisa alguma. Ela não foi boazinha. Já disse, não merecia. Não merecia nada. Não cumpriu os nossos acordos, me desrespeitou, me desprezou, achou que poderia viver sozinha.

Eu a tirei do lugar de onde estava, para lhe dar um novo lar, e ela queria voltar à senzala. Como se me odiasse. Como se eu não a tivesse livrado, alimentado, curado, salvado, como se eu não a tivesse amado com amor eterno e incondicional. Como se ela não tivesse visto tudo o que fiz por ela. Não que ela fosse bonita, inteligente, simpática. Nunca teve nada de especial. Eu simplesmente a amo.

Ela nunca perdeu tempo para voltar aos velhos hábitos. Virar as costas, fazer do seu próprio jeito, desprezar os meus comandos é o que ela faz de melhor. Não que eu a tivesse escravizado para mim, pelo contrário. Só lhe fiz ordenanças para o seu próprio bem, apenas exigi que vivesse de forma saudável. Parece que ela gosta da lama. Gosta de viver na lama, morrendo mais do que vivendo. Não consigo acreditar como ela tem a pachorra de me trocar, sabendo de tudo o que eu fiz com ela, dando os braços a qualquer desconhecido que passe na rua.

Tanta curiosidade pelo desconhecido, tudo o que sempre a levou à ruína, e, mesmo assim, novamente, lá se vai. Eu abri o meu coração, lhe entreguei o meu amor e a minha vida. Dei tudo por ela e ela não consegue simplesmente aceitar o meu amor, confiar no meu amor, depender do meu amor. 

Querida, ninguém a amará como eu a amo. Ninguém mais tem tanto amor. 
Ninguém a conhecerá como eu a conheço. Ninguém mais vê o seu coração.
Ninguém a perdoará como eu perdoo. Sempre de braços abertos.

Volta.

"A verdade é que vocês não tinham quase nada de atraente, Ele os escolheu por puro amor [...] O Eterno, o seu Deus, é Deus de fato, um Deus em que vocês podem confiar. Ele é fiel. [...] Portanto, deixem de ser obstinados, cabeças-duras. O Eterno, o seu Deus, é o Deus de todos os deuses, ele é o Senhor de todos os senhores, um Deus poderoso e tremendo." (Trechos de Deuteronômio 7 e 10)

Amor Eterno

sexta-feira, 29 de março de 2013

(Ó eles aqui traveis...)

Bem-vindo ao mundo da internet, onde só é permitido amar ou odiar. Não dá pra simplesmente gostar ou não gostar. Ou estar nem aí pra isso. Cada manifestação é um discurso inflamado que contém muito mais ódio que amor. Até quando se ama alguma coisa, odeia-se os que não amam. Qualquer assunto - um livro, uma marca, um sabor de macarrão instantâneo - vira motivo de discurso.

O problema é quando o alvo do discurso são as pessoas. "Brasileiro deveria canalizar seus ódios contra a corrupção". Mas é claro. E contra a fome, a miséria, a injustiça... Odiar uma atitude, uma situação ou uma consequência é muito diferente de odiar quem a provocou. Muito mais difícil, é claro, porque se eu odeio uma pessoa posso responsabilizá-la por um monte de coisas, até pelo que não disse ou fez. A internet aceita tudo e os haters always gonna hate. Enquanto tem plateia tá tudo certo.

Você é a guerra que você luta. Se sua guerra que não vale a pena...

Age don't matter like race don't matter like place don't matter like what's inside.

Música da Semana: The War Inside (Switchfoot)

sábado, 2 de março de 2013

Essa semana não foi fácil. Muito problema, muita notícia ruim, muito chororô. Cada um tem sua reação às dificuldades, né? Eu sou dessas que choram. Depois do choro, vem a raiva. Quando passa a raiva, eu começo a pensar. Mas fazer a raiva passar é mais difícil do que parar de chorar. Cada um tem sua receita. Ouvir aquele CD, pensar naquele lugar, conversar com aquela pessoa... A minha receita é Geller-fashioned: uma pia de louça, uma massa de bolo. Pra acompanhar, uma música no repeat.

Hoje foram duas pias de louça, uma torta de cachorro-quente e um bolo de cenoura. Pra acompanhar, os agudos doídos da Britt Nicole. Essa música me lembra a minha irmã mais velha (porque é uma das que ela gosta), e isso me traz conforto - porque eu lembro que ela está lá, orando por mim. Lembrei também da formatura dela, em janeiro; que ela passou por algumas das dificuldades pelas quais eu estou passando agora, e sobreviveu; que em breve será a minha colação de grau. E que ela também está andando comigo esse tempo todo :) (Ai, que saudade!)

You've been walking with me all this time


PS: Não gostei das versões acústicas (Air1, K-Love, Canal da Britt). São sofriiiidas. Prefiro essa, que é alegrinha.

Música da Semana: All This Time (Britt Nicole)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Fim do mundo. Há quem diga que o fim do mundo já aconteceu e que a nossa vida é uma ilusão. Outros anunciam o fim do mundo e marcam data para acontecer, com base em todo tipo de sinal e profecia. Para muitos essa história de céu e inferno é bobagem - afinal, o que pode ser mais difícil que essa vida aqui? O fato é que está cada vez mais difícil viver nesse planeta, e todo mundo consegue encontrar vários motivos pra querer dar o fora. Ser otimista é bom, mas ser realista é melhor. Se o bom da vida é o seu lado "coca-cola" - faz mal, engorda, provoca gases nocivos e o gosto é horrível - o melhor da vida só vem depois do fim. 

Quando menos se esperar, como um relâmpago que aparece de repente por um instante, virá o Filho do Homem, sobre as nuvens, para chamar os que são seus. No fim, todas as respostas certas se submeterão à única verdadeira. Quando o mal achar que tem o controle sobre todas as coisas, será derrotado de uma vez por todas e o Reino se estabelecerá. Toda "certeza" vã, por mais científica que seja, será destruída. Nesse dia, toda a raça experimentará a cura para todo o mal, onde não existe choro, nem dor, nem TPM. Essa é a nossa esperança: esperamos pelo fim. Esperamos pelo céu. Esperamos pela vida eterna e abundante. Enquanto isso, não custa insistir: o inferno é bem pior que isso aqui.

Existirá, e toda raça então experimentará para todo mal a cura.


Música da Semana: A Cura (Lulu Santos)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Wildflowers é diferente de todos os livros da série por um motivo: a protagonista já é casada. Ela tem um marido que é um fofo, mas que não para em casa. Genevieve aparece pela primeira vez em Sunsets, o quarto livro da série - ela é vizinha (e locadora) de Alissa, Shally, Brad e Jakecob. Depois ela desaparece e surge em Glenbrooke no último livro da série, dizendo que seu sonho sempre foi se mudar pra uma cidade pequenininha e montar um café charmoso. Tá, né?

Então, Genevieve é uma mulher que quer se sentir realizada. Quem não quer, né? E eu vivo em dúvida se o que ela entende por realização é demais ou não. Se ela é ingrata pelo que tem ou se realmente merece o que não tem. E o que ela não tem? Uma vida profissional - a típica casei-cedo-e-me-dediquei-só-à-família - e um marido dentro de casa - Steven é piloto de avião.

Na maior parte do tempo ela me pareceu mal-agradecida. Sabe quando várias coisas boas estão acontecendo na vida da pessoa, mas ela não consegue enxergar? Ou quando você tem uma coisa maravilhosa na sua vida, mas se acostuma com ela e esquece o quão maravilhoso é ter isso?

Essa é a mágica dos livros da série Glenbrooke. As personagens, apesar de suas peculiaridades, têm traços muito reais e muito diversos. Acho que não conheço alguém que não se pareça com uma dessas oito mulheres.

Pra quem conheceu a Robin - a autora - quando adolescente, e acompanhou Cris, Katie e a galera crescendo junto com a gente, encontrar essas outras amigas, que são mulheres maduras, profissionais, com problemas de gente grande (como são os nossos problemas agora) é como se a Robin estivesse um pouco conectada conosco, como se ela conhecesse tão bem suas leitoras que conseguisse criar pelo menos uma personagem que fosse, em muitas maneiras, parecida com cada uma delas. Por isso a gente te ama, Robin! ♥

Extras

O exemplar que eu li pertence à Cintia, que me emprestou quando fomos pro Maranhão. É um exemplar em paperback, da quarta edição, uma edição mais nova - porém menos bonita - do Clouds que eu tenho aqui (e que é da Deise). O papel é aquele típico da Multnomah, suavemente amarelado, com textura semelhante a papel de jornal. A tipografia é serifada, bem classuda.

Os livros da Série Glenbrooke vêm com um mapa da cidade no início, que só deve ser observado se você não tiver problemas com spoilers. Tem também o versículo que inspirou o título do livro. Ao final, a receita de alguma guloseima citada no livro e uma carta da Robin.

Wildflowers é o último livro da Série Glenbrooke. Os outros livros são Secrets, Whispers, Echoes, Sunsets, Clouds, Waterfalls e Woodlands. Esses livros não foram lançados no Brasil. Somente é possível adquiri-los em inglês, e você pode fazê-lo pela Livraria Cultura, no Better World Books ou pelo site da autora.

Ah, tem outra resenha de Wildflowers no Free to be me ;) Vale a pena ler!

Wildflowers - Robin Jones Gunn

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Não surge uma raivinha no fundo do fígado quando você está procurando uma música no youtube e o único vídeo que você encontra é de um adolescente cantando e tocando violão com o áudio do CD ao fundo? Por essas e outras tenho o maior preconceito com covers de todo tipo. Não, eu não vou ouvir a fulaninha cantando com o fulaninho, mas não vou mesmo.

Só porque eu vivo pra me contradizer, esses dias minha dupla vocal me mandou um vídeo dessa outra dupra cantando uma música da Nívea Soares. Pra quem não gosta de covers, nem de Nívea Soares, pra que eu fui ouvir? Ouvi por consideração à pessoa que mandou o vídeo e depois ouvi outro, e outro, e outro. Só tem cover no canal deles, mas isso não é nada pra uma doutora em pagação de língua, né?

Falando em coisas que eu não gosto, passamos às coisas que eu gosto: eu gosto de voz e violão. Assim, sem mais nada. A voz pura e o violão bem tocado. Eu gosto de contralto, por razões muito lógicas. Eu sou um contralto oprimido nesse mundo de sopranos agudíssimos onde os contraltos só aparecem para fazer a segunda voz. O óbvio: eu gosto de vídeo com qualidade. Quem aguenta vídeo com áudio desregulado, que primeiro faz você colocar o volume no máximo e depois explode seu cérebro numa surpresa fatal?

A música escolhida é a minha preferida deles porque as outras são enjoadinhas (Me aaaaama, eeeeeeeeele me aaaaaaama...; Se eu apenas te tocar um milagre viverei em minha vidaaaaaa [325]; mais Nívea e Heloisa Rosa. Yes, but no). Essa tem um ritmo legal, com refrão chiclete. Também me parece que essa música explorou melhor a voz linda dessa moça. Não conheço o original, e se ouvi cinco vezes esse Thales Alberto Roberto, foi muito, então nem vou fazer comparações. Só sei que essa versão deles ficou ótima.

Música da Semana: Deus da Minha Vida (Gio e Álvaro)

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Série Glenbrooke é composta por romances engraçados, dramáticos, melosos, às vezes profundos, às vezes com uma boa dose de suspense, mas eu não conseguiria dizer que tipo de história é a história da Leah. Talvez um pouco de tudo isso aí.

A Leah me lembrou uma pessoa que eu conheço. Sabe aquela pessoa que já passou por tanta coisa na vida que resolveu viver pros outros? Leah é a tia oficial de todas as crianças de Glenbrooke, aquela para quem qualquer pessoa na cidade liga quando precisa de uma mãozinha. Aquela que prefere se doar para cuidar dos outros (no bom sentido) a cuidar de si mesma. Conhece alguém assim? Estranho é ela ser uma pessoa tão ativa e conhecida de todos na cidade e, ainda assim, não ter sido apresentada em nenhum dos livros anteriores da série.

A história ganha movimento quando ela começa, de repente, a ser cortejada por dois rapazes muito interessantes da cidade. O problema é que só um deles é o cara legal e fica difícil saber se é o advogado - porque... oras, porque é um advogado, ué! - ou o cara incrível que aparece na cidade com as histórias mais mal contadas do mundo - porque caras incríveis não aparecem assim para mocinhas nunca antes beijadas de vinte e sete anos sem ter muita coisa mal contada, né? Eu mesma troquei de opinião umas três vezes sobre qual dos dois era confiável. O melhor da história é acompanhar esses dois disputando a mocinha enquanto ela mesma dá um baile nos dois.
Livro no meu colo visto pela Cíntia, na
poltrona de trás, pelo reflexo da janela do
avião enquanto eu, provavelmente,
dormia - coisas que as pessoas normais
costumam fazer de madrugada.

Outra coisa muito legal é acompanhar os personagens que conhecemos nos livros anteriores depois do "felizes para sempre". Saber que existe uma história depois da história - e acompanhar essa história inteirinha - dá aquela nítida impressão de que são pessoas de verdade, que se você dobrar a esquina e subir a rua principal vai chegar na casa da sua grande amiga ou que aquele acampamento lindo mais afastado da cidade é cuidado por um casal de amigos seus. Eles ganham vida porque eles têm uma vida, ainda que feita de papel e tinta. Quando você encontra esses amigos depois de algum tempo desde a última história, é como se chegasse de uma longa viagem e 'como o filho da fulana cresceu!' e 'menina, você está grávida, de novo?!' e 'ahhh, eles continuam fofos!'. Só por isso já vale a leitura!

Não dá pra dizer muita coisa porque eu li esse livro em agosto do ano passado. A Leah me acompanhou enquanto voltava da minha aventura em São Luiz Luis. Resenhei mesmo assim porque é uma história que vale a pena, da minha série favorita, e merece um post no meu blog. 

Esse livro não tem versão em português. Você pode comprá-lo pela Livraria Cultura, Amazon (dá pra ler um pedacinho do primeiro capítulo em inglês) ou no site da autora.
Outras resenhas da Série Glenbrooke (Pessoa que não tem vergonha de exibir posts antigos. Reparem na evolução.): Sunsets, Clouds, Waterfalls.

Woodlands - Robin Jones Gunn

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ao meu alcance é o primeiro CD do Ministério de Jovens e Adolescentes da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Lançado em setembro do ano passado, o álbum leva em seu título o tema da juventude para 2011, com as músicas mais cantadas durante o ano nos cultos de sábado (e sexta). Entre versões e composições, temos cultos de verdadeira adoração. Quando a gente nem percebe que veio cantando no caminho até em casa. Na rua. Ah, e no ônibus. O louvor da juventude da PIB é contagiante. No meio de todos aqueles jovens, você se sente parte... mesmo que não conheça ninguém ali. Apesar disso, o CD foi gravado em estúdio - o que diminuiu muito o brilho das músicas. Um daqueles casos raros em que eles fazem melhor ao vivo. 

Eu falaria um pouquinho sobre cada música, mas aí esse um pouquinho acabou ficando grande e, bem... são onze músicas. Então eu vou falar rapidinho sobre elas num parágrafo só em poucos parágrafos. As três primeiras faixas, Abra o Coração, Nosso Deus e No Espírito de Deus Há, são versões de, respectivamente, Did you feel the mountains tremble? (Delirious?), Our God (Chris Tomlin) e Where the Spirit of the Lord Is (Chris Tomlin). As duas primeiras foram, definitivamente, as músicas do ano. Destaque para No Espírito de Deus Há, que samba na cara da sociedade brinca com a letra jogando um estilo techno na música. Se no Espírito de Deus há liberdade, por que não?

Depois temos Somente N'Ele e Amor Maior, composições de, respectivamente, Sally Poubel e do Pr. Michel (pastor da juventude da PIB Curitiba). São lindas! A primeira tem uma melodia envolvente, com notas longas no final dos versos (o que é muito legal pra dar vontade de cantar junto), e a intérprete, Dani Lima, tem uma voz linda. Amor Maior já é conhecida em Curitiba, gravada originalmente no álbum Compromisso e Adoração, da Pib de Curitiba, mas eu gosto muito mais do arranjo de Ao meu alcance. Já era boa, ficou ainda melhor!

Depois temos Quebrantado, que é uma música que eu, pessoalmente, não gosto. Sabe cisma? Eu costumava gostar dela como Sweetly Broken (Jeremy Riddle), mas depois enjoei e desgostei de todas as versões. Eu sei, é besteira. Quem não tem nada contra a música vai gostar. Mais Perto de Ti e Gratidão   são também da Sally Poubel. Essa guria é um talento! A música é linda e tem no MySpace dela. Quer saber como é o sotaque curitibano legítimo e carregado? Vai lá hahaha. Gratidão foi gravada pela Talita, que é a ministra auxiliar de adoração na PIB e Líder do ministério de louvor dos adolescentes e jovens. E tem uma voz de arrepiar. Excelso é de composição do Pr. Michel e... sei lá. É legal, mas não é ótima. Acho que ficou meio apagada no meio das outras. Não sei se foi a interpretação ou o quê... a letra é ótima, mas eu nem consigo me lembrar da melodia de cabeça, sabe.

Pra fechar o CD, Hosana, num arranjo bem mais rapidinho (e sem aquela voz derretida) que na versão da Mariana Valadão. Gosto mais. Por último, Tu És Bom, que eu sei que já ouvi a original, mas não lembro qual é... as duas dão vontade de dançar. São muito alegres! E encerrar um álbum que é um sonho de uma galera com Deus é bom o tempo todo é muito válido.

Depois de tudo isso, só tem um probleminha. Eu não sei onde vendem o CD. Quero dizer, comprei o meu lá na PIB, num estande, depois do culto, mas não sei se vende em outro lugar você pode comprar o seu pela internet, na loja do Dia a Dia com Deus. Também não encontrei todas as músicas pra ouvir no youtube, e algumas no Vagalume, sem áudio, e nenhuma delas no Letras.terra, o que é uma pena. São muito boas mesmo. UPDATE: dá pra ouvir todas as músicas do CD no Grooveshark. [Valeu, gente! ;)] Agora vou imitar a Cíntia e colocar os links que eu achei, com um ♥ do lado das minhas favoritas.

Abra o Coração
Nosso Deus 
No Espírito de Deus Há 
Somente N'Ele
Amor Maior
Quebrantado
Mais Perto de Ti
Gratidão
Excelso
Hosana
Tu És Bom

PS: Eu falo que eles fazem melhor ao vivo, e quando vou procurar os vídeos, mordo a língua - com que música? Quebrantado. Pois é. Acho que é porque eu não fui no culto de lançamento. Nos cultos que eu vou eles arrasam ;)

CD Ao meu alcance - Juventude da PIB de Curitiba

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Esse final de ano está sendo uma loucura. Essa é a época do ano em que eu geralmente entro naquele ritmo lento e começo a fazer planos para o ano seguinte. Aquele momento de descansar e respirar fundo pro que vem em seguida. É no mês de dezembro que eu tomo muitas decisões, me comprometo a fazer um monte de coisas, assumo compromissos para o ano seguinte. E isso sem falar das tais resoluções de final de ano.

Este ano eu fui sabotada. Não relaxei. Não fiz planos. Não diminuí o ritmo. Trabalhei (e estou trabalhando) intensamente. Estudei (e estou estudando) sem parar. Fiquei dias e dias esperando definições que nunca vieram, ou que no fim levaram todos os planos quase construídos por água abaixo.

Não dá pra relaxar, estou andando rápido
Eu vou encontrar o tesouro, mas eu não tenho um mapa
Eu queria saber o que você tem preparado pra mim

A poucos dias do fim do ano, os planos que eu tenho valem somente até a metade de janeiro. Depois disso ainda pende um grande ponto de interrogação que ainda me incomoda, mas estou tentando viver com ele. Por isso a música dessa semana é também a música desse mês inteiro e, provavelmente, o tema do ano que vem.

Eu não sei como é o fim da história
Mas vou ficar bem porque foi você quem a escreveu
E eu não sei onde vai dar essa estrada
Mas estou tranquila
Porque você está no controle
Mesmo quando eu não sei
O que vai acontecer na minha vida
Eu fico só imaginando

De certa forma, ter tudo planejadinho, tudo bem amarrado, pode ser mais difícil. Eu não sou bem a pessoa que deixa de viver porque isso não estava nos meus planos. Esse ano saiu muito diferente do que eu imaginava, já chorei muito pelas batalhas perdidas, mas eu fico aqui imaginando o que eu posso fazer com aquilo que me acrescentou nessas batalhas. É claro que eu quero saber o que está acontecendo. E quero mais ainda saber o que vai acontecer. Quero saber em que momento da história foram parar todos os planos que eu tive que adiar por tempo indeterminado. Ou será que eles evaporaram e eu nem percebi?

Eu fico tentando ler sua mente
Mas esqueço que a paciência é uma virtude
Você está me ensinando a aguentar firme

Pode parecer contraditório, mas essa sensação de incerteza precisa vir junto com uma confiança infinita no que Deus está fazendo. Esse negócio de ficar tranquila por saber que Deus está no controle mesmo não sabendo de nada do que está acontecendo não é fácil. É como quando fazem uma festa surpresa pra você com uma programação toda elaborada, e você nunca sabe o que vem em seguida.

Estações vêm e vão
Mas você decide

Eu posso não ser a pessoa mais decidida do mundo, mas eu gosto de ter o poder de decidir. Tenho uma determinação e uma vontade de independência desde a infância. É difícil deixar as decisões importantes a cargo de outra pessoa. Mesmo sabendo que essa pessoa é mais capaz do que eu.

Eu confio em você e em como você age
Eu não vou me esquecer que a paciência é uma virtude
Você está me ensinando a esperar

Eu decidi que já chega de chorar pelo que não aconteceu. Quanto mais pelo que pode acontecer. O simples fato de eu não saber o que está por vir não quer dizer que não pode ser uma coisa boa. É hora de ter essa confiança e essa paz; essa tranquilidade de quem deixou de fazer planos para confiar no especialista.

Menção honrosa à Sra. Francesca Battistelli que tem as músicas mais perfeitas sobre a minha vida. Isso porque ela nem me conhece...

Música da Semana: Keeping me Guessing

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O mês de dezembro sempre me deixa ansiosa. Não por presentes ou por árvore de plástico enfeitada. Nós nunca tivemos um desses Natais com casa enfeitada e peru na mesa. Eu nem me lembro de um Natal com toda a minha família reunida. Na verdade, eu nem sei se já passei algum Natal que não fosse como família convidada no Natal dos outros. Também nunca ganhei presentes de Natal e nem por isso sou traumatizada com a data. Na verdade eu nunca ganhei muitos presentes, sempre vivi com o básico.

O que me encanta no Natal não são as luzes, nem os presentes, nem o tal do sentimento que algumas pessoas economizam o ano inteiro pra dizer que têm coração quando chega a festividade natalícia. O que eu mais gosto do Natal são as músicas. É, aquelas mesmas que irritam 9,5 a cada dez pessoas, segundo as pesquisas do INCEB (Instituto Não Confiável de Estatística do Brasil). Eu ouço músicas de Natal o ano inteiro, em todas as línguas e versões disponíveis, mas nessa época fica ainda mais irresistível encher a playlist com essas canções. Mas essa nem é a melhor parte. Afinal, eu posso ouvir essas músicas quando eu quiser, não é mesmo? A ansiedade toda é por outra coisa.

Ah, as cantatas de Natal! Eu amo os corais, os solos, os grupos, as peças, enfim... todas essas apresentações que só acontecem nessa época. Especialmente as que eu puder assistir ao vivo, cantando junto e me emocionando. (Sim, eu choro com músicas de Natal. Todo mundo tem uma fraqueza, né?). Aqui em Curitiba tem duas cantatas que eu já considero como atração turística da cidade.

As crianças cantam nas janelinhas.
O Natal do HSBC acontece no Palácio Avenida - não é nem meu banco, mas eu duvido existir agência bancária mais bonita ;) - e é uma cantata que já acontece há vinte e um anos da qual participam quase duzentas crianças e um convidado especial, geralmente um ator infantil. É algo totalmente comercial que faz muita gente chegar cedo na Boca Maldita com seus banquinhos pra pegar um bom lugar e movimenta o McDonald's e a feirinha da Praça Osório que fica ali do lado. Mas ainda assim é lindo.

Amo quando eles falam "Feliz Nataleluia!" no final!
Só não é mais bonito que o Nataleluia, a cantata de Natal da Primeira Igreja Batista de Curitiba.  (Ainda dá pra assistir a gravação do Nataleluia aqui!)Apresentado nesse formato desde o ano 2000, o Nataleluia é não somente um espetáculo musical, mas também de dança, interpretação, cenografia, luz... mas o mais importante e a razão principal porque o Nataleluia é especial é que as pessoas que fazem parte dele sabem do que estão falando. Elas já tiveram seu Natal. Mesmo quando a parte espetacular não é tão fantástica quanto no ano anterior, ou quando uma falha técnica faz com que o ator tenha que gritar por uns cinco minutos para um público de cerca de quatro mil pessoas que assistem a cantata a cada dia de apresentação, não tem como não sentir a vida brotando de cada letra, cada nota. É isso que eu amo no Natal. 

Foi em uma cantata de Natal que eu tive o meu Natal. Esse esplendor de vida me arrebatou há exatos treze anos, foi quando Jesus nasceu pra mim. Por isso essas cantatas são tão especiais, por isso essas músicas são tão esplêndidas. Elas me lembram a vida que nasceu em mim. Jesus é vida. É Natal.

Feliz Nataleluia!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quanto uma vida pode mudar em menos de 30 dias? É certo que mudanças fazem parte da vida, mas algumas mudanças dependem de um empurrãzinho. Outras precisam de um chute. Outras simplesmente acontecem, conforme o soprar dos ventos. Outras ainda surgem como um furacão.

Meu nome é Forasteiro
Vindo de uma terra distante
Meus pés estão cobertos de terra
De tantas idas e vindas
E eu tenho visto
Ótimas coisas à distância
Elas vêm a mim
Eu as sigo
Eu sigo em frente

Foi com um belo chute que eu decidi deixar o escritório onde trabalhava. Eu tinha acabado de renovar o contrato quando percebi que não conseguiria esperar o mês de dezembro ou janeiro para viver um pouco. Pensando no assunto, vi que a minha liberdade, que eu tanto amo, estava murchando; que eu já não me sentia tão desafiada e estimulada como no início; que os feedbacks que eu recebia eram de 'ficou muito bom, parabéns!' quando eu sabia que não estava tão bom assim e a versão final dos trabalhos vinha com trezentas modificações; que o esforço que eu sentia estava sendo maior que a recompensa. Que a coisa que eu mais prezava ali era a companhia das minhas colegas de trabalho (SAUDADE!!!) e, bem, eu não tenho filhos pra criar, nem prestações a vencer, e não havia nada que me obrigasse a continuar ali. Chegou a hora de chutar tudo pro alto. (Mesmo porque, em um contrato de estágio, você tanto pode decidir não voltar mais amanhã, como eles podem decidir que não querem mais você, e ninguém tem nada com isso).

Porque estou a ponto de largar tudo
E viver aquilo que eu acredito
Não posso fazer nada agora
A não ser confiar que você me sustentará
Quando eu largar tudo


Estágio é assim: dura enquanto todos têm benefícios. Quando os benefícios diminuem, e isso uma hora acontece, a gente leva com carinho as coisas que aprendeu para as oportunidades que virão, e deixa uma porta aberta com as pessoas que, afinal, vão sempre fazer parte da sua rede - se você não resolver mudar de profissão para uma área completamente diferente, morando em um planeta perdido em uma galáxia distante. É hora de experimentar; e eu, que já sou doida pra experimentar coisas novas, gosto muito da ideia de poder estagiar um pouquinho em cada área desse oceano jurídico, que é bem grande. Continuo a nadar, às vezes aproveitando as correntes, às vezes lutando pra fazer meu próprio caminho. (Quem disse que nunca vale a pena?)

Eu já vi sonhos que movem montanhas
Esperança que nunca acaba
Mesmo quando o céu está caindo
Eu já vi milagres acontecerem
Orações silenciosas sendo respondidas
Corações machucados se renovarem
É o que a fé pode fazer


Com um empurrãozinho eu decidi que precisava me dedicar a outra área. Não deixar o Direito - eu amo o que eu faço. Me dedicar também a outra área que eu também amo. Porque um pessôoo me convenceu que eu preciso ter dez mil horas de prática pra aumentar a minha capacidade, e porque eu sabia onde encontrar a oportunidade perfeita pra obter muitas horas de tradução. Foi por causa de uma porta aberta com aquele meu cliente que eu o resgatei nos meus emails exatamente no momento em que ele procurava alguém pra fazer essa tarefa. (Posso ouvir a Katie dizendo 'It's such a God-thing!'). Então, é bom variar as águas por onde eu nado. Ou misturar as correntes. Estou sentindo que essas vão me empurrar bem adiante!

Cedendo à sua gravidade
Sabendo que você está me segurando
Eu não tenho medo


Então veio um furacão e deliberadamente cortou a energia elétrica do lugar onde eu morava, pra me forçar a sair dali bem rapidinho. Foi uma semana até improvisar uma 'casa' nova, em um lugar ainda mais longe - coisa boa pra dar uma dor nas costas é mudança! Eu, que tenho carinha de vinte, mas corpinho de sessenta e dois, estou toda entrevada. Mas quem disse que essas mudanças também não podem ser boas? Ainda que forçada, eu consigo entender alguns benefícios. Por exemplo, dormir no mesmo quarto e pegar o mesmo ônibus que o meu irmão todos os dias está nos aproximando mais - sempre achei muito preocupante o casulo adolescente dele. E faz muito mais sentido plantar uma igreja quando você mora ali do ladinho (ou melhor, nos fundinh - okay, vamos deixar de ladinho), do que quando você mora em ooooutro bairro, longe de todo aquele povo que você quer apresentar a Jesus!

Eu vou andar pela fé
Mesmo quando não conseguir ver
Porque esse caminho esburacado
Prepara à sua vontade para mim


Enfim, os bons ventos me levam em uma direção não muito certa. São ventos suaves, mas há muita neblina no caminho. Muitas águas ainda vão rolar nessa corrente, e eu me deixo levar. É claro que é melhor ficar quieta sobre o que você ainda não ter certeza do que ficar falando sobre o que você acha que vai acontecer. Então eu fico quietinha e deixo acontecer ♪naturalmen - corta!! Posso não saber bem onde estou indo, mas não preciso saber muita coisa. Só ♫continue a nadar, continue a nadar...♪

Tu me guias e não me deixas cair
Tu me levas bem perto do teu coração
E certamente tua bondade e misericórdia me seguirão


PS: A Lisa diz que faz posts gigantes porque só escreve uma vez por semana. Considerando que esse é o primeiro post do mês, ficou até pequeno, né?
PS²: Pois é, a pessoa criativa aqui misturou as músicas das semanas passadas no post!
Na ordem em que aparecem:
Move Forward - Bethany Dillon
Let Go - BarlowGirl
What Faith Can Do - Kutless (posso dizer que cumpri minha obrigação com essa música?)
I'm Letting Go - Francesca Battistelli
Walk By Faith - Jeremy Camp
All The Way My Savior Leads Me - Chris Tomlin

Continue a Nadar

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

#legalizaroaborto foi a hashtag que chegou aos TTs da noite de ontem e ainda está agitando as redes sociais (e anti-sociais) por aí. A minha opinião não cabe num tweet. Seria mal-explicada ou incontroversa minha manifestação a respeito em 140 caracteres. Olha, só! Eu nem expliquei o título do post e já estamos em... mais de 300 caracteres! (e subindo...)

Quem precisa entender se eu estava sendo irônica ou não no título do post, bem... eu não estava. Eu sou a favor da legalização do aborto e tenho um argumento só: as mulheres e adolescentes que morrem com seus bebês fazendo abortos clandestinos por aí. Não adianta vir com seus sermões morais. Essas pessoas não vão deixar de recorrer à clandestinidade para se livrar de filhos que não querem. Nem vão tomar mais cuidado por causa dos seus tweets informando sobre os métodos contraceptivos - quem não conhece esses métodos? Menos ainda vão deixar sua atividade sexual com quem bem entenderem porque você acha que elas não devem fazer. Moralismo não muda o mundo.

O que acontece é que existem pessoas que, a despeito de toda informação existente por aí - não chamam essa nossa época de era da informação? -, têm relações sexuais que resultam em gestações indesejadas e entre essas pessoas existem algumas - várias! - que procuram "clínicas" clandestinas porque não querem, não podem ou simplesmente não gostam da ideia de ter um filho. Justificável ou não, essa atitude tem consequências nefastas: pessoas morrem. E frequentemente não é só o feto.

O grande problema é que, como tudo isso acontece na clandestinidade, apesar de todo mundo saber o que está acontecendo por aí (com exceção do Felipe #nãoresisti), essas mortes caem na chamada 'cifra negra'. Ninguém enxerga. Não dá pra contar. Não vira estatística. (Existem estatísticas sobre o aborto, mas quase sempre englobam também abortos espontâneos e sempre admitem a contagem de um nível inferior ao que acontece de fato pelo simples fato de que os abortos clandestinos não são registrados a menos que sejam denunciados em hospitais ou delegacias).

A criminalização do aborto não impede que as pessoas procurem os meios clandestinos. Pelo contrário, colabora para que isso aconteça, aumentando os índices de morte da gestante. Levemos a hipótese de que fosse regulamentado o aberto até o terceiro mês de gestação, realizado em hospitais da rede pública e hospitais credenciados da rede privada. As diferenças com o aborto que é feito hoje são enormes. Primeiro, porque temos o acompanhamento médico na nossa hipótese, o que já é grande coisa. Segundo, porque há possibilidade de acompanhamento psicológico, orientação e, quem sabe, a mulher pode acabar desistindo. Terceiro, a diminuição da carnificina das 'clínicas' clandestinas, pouco preocupadas com saúde, higiene, ou qualquer coisa desse tipo. Por último, teríamos números mais precisos sobre o aborto. As estatísticas são relevantes não só para mera fiscalização, mas também para adoção de políticas de controle e conscientização.

Eu não sou a favor do aborto. Acredito que a gestação é uma consequência de outras ações e que as pessoas não devem fugir das consequências de suas escolhas (ênfase na palavra escolhas). Acredito menos ainda que seja uma disponibilidade da mulher decidir se quer ter o filho agora ou se quer dispor como bem entender do próprio corpo. Pra mim isso é ideia ultrapassada, que remonta aos tempos do pater familias do Direito Romano. Além de tudo, é profundamente egoísta. E mais, ninguém sabe de que modo a vida pode mudar com a chegada de um filho. Geralmente muda pra melhor ;) Também não acredito no aborto como meio de controle social ou controle da criminalidade. O remédio pra isso é educação.

Acredito na legalização do aborto porque ser contra é fechar os olhos para a realidade. Se eu queria que a realidade fosse diferente? Lógico que sim. Mas não vejo outro meio de conscientização e de mudança enquanto essa situação não entrar no mundo jurídico, no mundo das estatísticas. A situação é grave, gravíssima, e exige uma tutela do Estado, que nada pode fazer enquanto tudo isso não existir no seu mundo. Aí, quem sabe um dia as pessoas possam conversar racionalmente sobre isso e resolverem consigo mesmas que o aborto não é a solução. É só o começo de problemas novos.

Siga o twitter do blog! @comtudooquesou

Legalizar o Aborto? Sim!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Essa música é a minha cara. Ela é engraçada. Parece infantil, bobinha, mas fala muito. Não é do tipo que as pessoas ouvem e falam 'que linda!'. A beleza está no que ela é. Não uma música que quer ser bonita, mas que quer falar alguma coisa, com um jeitinho diferente, próprio. Ela é atrapalhada e parece meio maluca. Mas ela é normal. Não, não é, não. É meio maluquinha mesmo.

Eu perdi minhas chaves
Num mundo desconhecido
E liga pra mim, por favor,
Porque eu não acho meu celular

É, nesse exato momento eu não sei onde está a minha cópia da chave de casa. E o celular é uma coisa que vive se metendo nos cantos mais difíceis da minha bolsa. Já viram alguém que consegue esquecer a carteira no escritório? Ou ir pra aula e esquecer o caderno em casa? Sério, eu já fui menos destrambelhada, mas essa tem sido uma característica marcante da minha pessoa. Quando vi que ela também tinha perdido a chave de casa, quis ligar pra dar um oi pra minha colega. Só que ela perdeu o celular e eu não sou de telefonemas.

Essas são as coisas que me deixam maluca
Essas são as coisas que estão acontecendo comigo ultimamente
No meio da minha baguncinha (eufemismo?)
Eu esqueço de como sou abençoada

Mesmo doida, ela quer dizer uma coisa muito importante. Por mais doida que a vida seja, por mais bagunçada que ela esteja, não se esqueça que existe um Deus. Um Deus que vigia seus passos, que cuida da sua vida. Que sabe o jeito certo de lhe surpreender.

Eu tenho que confiar que você sabe exatamente o que está fazendo
Pode não ser aquilo que eu escolheria, mas são essas coisas que você usa

Pessoas como eu e Francesca ouve toda hora que 'isso só poderia acontecer com você mesmo'. Mais uma das coisas que só acontecem comigo? Não, não existem coincidências. Foi mais uma das coisas-de-Deus. Coisas que Deus usa pra cumprir seus propósitos. Porque eu creio em um Deus que cuida de todos os detalhes da minha vida. Não é por acaso, é por Deus.

Música da Semana: This is the Stuff - Francesca Battistelli

quarta-feira, 23 de março de 2011


Se você é um internauta do tipo mais bobão e sem muito mais o que fazer ou tem um irmão mais novo, deve saber o que é essa imagem acima. Se você não sabe, finge que não sabe ou prefere não saber, esse 'forever alone face' simboliza as pessoas extremamente solitárias, as situações que elas passam e o que elas fazem para não se sentir tão sozinhas. Não têm com quem dividir momentos felizes (nem tristes), só recebem mensagens da operadora do celular, e quando pensam que vão sair dessa situação, percebem que foram enganadas e sentem-se ainda mais sozinhas.

Never Alone, de Barlow Girl, cujas qualidades eu não preciso ressaltar, expressa o sentimento de uma pessoa solitária com sinceridade avassaladora. Diferente de finge que vê e que sente pra não se sentir tão só, ou pra parecer aos outros que não está só. Ela sabe o que está sentindo e não finge que não está. É sincera consigo mesma e com Deus. Pra onde você foi? Ainda está aí? A diferença dessa pessoa para esse sujeito aí de cima é que ela sabe que não está só. Ela tem esperança. 

Eu clamei, mas não tive resposta
Não consigo te sentir ao meu lado
Então vou me agarrar àquilo que eu sei
Você está aqui e eu nunca estou sozinha

Mas sabe o que é melhor? A evolução do instrumental a partir do 'neeeveeeeeeer alone'. Ela sabe porque não está só. Ela sabe porque ela sabe. Não é uma crença vazia, uma esperança infundada. É impossível que ela esteja só, logicamente impossível, porque ela sabe quem habita dentro dela. Só resta crer.

Não podemos nos separar
Porque você faz parte de mim
E mesmo que não possa te ver
Eu acreditarei no invisível

Sabe o que eu sinto crescer dentro de mim quando canto bem alto esses versos? Algumas músicas não podem ser cantadas em voz baixa. Não podem mesmo! A verdadeira, real e mais incrível felicidade.

Never Forever Alone (Música da Semana)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Algumas músicas são verdadeiros compromissos. Algumas trazem em si compromissos tão solenes, palavras tão poderosas, e mesmo assim cantamos pelo costume de cantar, com a letra decorada, sem assumir de fato o que estamos dizendo, não porque não queremos, mas simplesmente porque não nos damos conta disso. Eu sei, eu já disse isso, mas vale repetir. Precisamos refletir no que estamos cantando. Sem reflexão nosso canto não passa de palavras vazias. Adoração não é isso.

Essa música, do tempo do long-play (carinhosamente chamado LP. Se você tem menos de vinte anos e nunca viu um, passa aqui que eu te mostro), deve ser conhecida de todos. Pelo menos dos que têm certa idade. Conheço algumas igrejas onde as músicas têm limite de idade. As consideradas antigas demais vão para o baú de músicas gospel e de lá só saem em algum festa dos anos 80 e olhe lá. Essa música traz um compromisso que sempre me deixa arrepiada.

E na força do Espírito Santo nós proclamamos aqui
Que pagaremos o preço de sermos um só coração no Senhor.
E por mais que as trevas militem e nos tentem separar
Com nossos olhos em Cristo, unidos iremos andar!

Quando você diz que está disposta a pagar esse preço, ou melhor, quando proclama isso, você está pensando no preço? E quando chega a hora de pagar, você lembra do que proclamou ou faz de conta que não é com você? Essa coisa de compromisso é muito séria. Tem que saber do que está falando! É não dar pra trás quando o cerco apertar. É permanecer firme!

E a parte do unidos iremos andar, hein? Quer dizer, o que mias temos visto por aí é desunião. Gente brigando, dividindo as igrejas, criando 'facções rivais'... Porque seus olhos não estão mais em Cristo, mas em si.
E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim [nós!]; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim. João 17:20-23

Música da Semana: Alto Preço - Asaph Borba

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sabe aquela palavra... Aquela que todo mundo sabe o que é, mas ninguém fala? Não é palavrão, não. É cisma, tabu, preconceito, sabe? Sabe quando a gente sabe que não tem nada a ver, mas mesmo assim fica arranjando sinônimos pra não ter que dizer aquela palavra? Ou quando a gente acha, sim, que essa palavra tem um significado forte demais pra ficar soltando assim por aí, mas ninguém mais acha isso. Minha mãe tem um problema sério com algumas palavras. Aqui em casa é guerra mesmo. Proibido.

Desgraça - não importa se eu bati o dedinho do pé na quina da estante/guarda-roupa (minha casa é um labirinto de estantes e guarda-roupas) ou se estou falando sobre as misérias que aconteceram na região serrana do Rio ou da fome na África. Não vá falar desgraça! Mas mãe, foi uma desgraça o que aconteceu no Rio, ou você acha graça nisso? Desgraça é falta de graça e a graça de Deus é abundante. Ponto final. Então tá, né?

Diabo - Certo. Esse é um tabu que se estende além das fronteiras da casa da minha mãe. Tem gente que se arrepia só de ouvir. Não fala o nome dele, não, menina! Vai que aparece, né? Que foi? Tá com medo? Você tem medo dele? Ah, faça-me o favor! Esse infeliz já está derrotado desde a sua existência, você tem medo de quê? É claro que a gente não vai ficar por aí falando 'diabo' a toa. Parece coisa de doido. Mas se tiver que falar, pra que ficar usando eufemismos, dando dicas sobrem quem você está falando só pra não ter que juntar essas cinco letras? Detesto eufemismos...

Adivinha! - Não é pra adivinhar a próxima palavra. Adivinhar é pecado. Então, por que você não tenta descobrir por meio da lógica ou do chute qual é a próxima palavra? Eu sei, isso é adivinhar, mas a gente finge que não é, tá? Adivinhar é pecado. 

Tudo bem, alivio as coisas pra você. Não precisa... chutar qual será a próxima palavra. Você já entendeu a brincadeira, então diga você mesmo. Vou adorar amar ver isso.

PS: Por falar em palavras, tem mais palavras minhas em outro blog. Pra quem curtia o Pirralha, agora eu expresso toda a minha juridiquite no Verbete Legal. O post de hoje é o primeiro e você é meu divulgador oficial, tá?

Palavras Proibidas

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Por tudo o que tens feito
Por tudo o que vais fazer
Por tuas promessas e tudo o que és
Eu quero te agradecer
Com todo o meu ser.

Viver em gratidão é o mínimo. Já pensou em tudo o que você tem pra agradecer? Cada segundo da sua respiração. A chuva, o sol. Seu alimento, sua renda, seu emprego. Sua vida, sua família, amigos. Por ter durado mais um dia. Por ter sobrevivido a uma fase difícil. Por ter sido poupado. Por ter sido abençoado. Você nunca poderá agradecer o bastante, então seja sempre grato. É o mínimo.

Música da Semana: Te Agradeço - Diante do Trono

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Hoje eu dormi na igreja. Uma dessas programações de jovens. Levamos os colchões para o templo e acampamos lá. Isso me fez pensar em todas as vezes em que fiz isso. Várias. (Mentira, não estamos ao vivo e a cores. É um post programado). Mas enfim, eu estou pensando em todas as vezes que fiz isso de verdade.

Na verdade, eu dormi na igreja muitas vezes porque morei na igreja muitos anos. Ok, não vale. Não é na igreja, né? Não consigo me lembrar de quando foi a primeira vez, mas mesmo estando a uma escada de distância de casa, era muito emocionante esses 'acampadentros'. Acho que o primeiro foi um que não deu certo e a gente teve que começar com o café da manhã e terminar indo dormir cada um em sua casa. Ah, não vale também. Ah, que seja. Não interessa qual foi a primeira vez.

Engraçado que tem gente que tem problemas em dormir fora de sua própria cama, né? Eu sempre fui muito desapegada com isso. Já dormi até no chão duro, apesar de ser uma experiência que eu não gostaria de repetir. Mas dormir num colchão no chão é tranquilo.

O que é mais legal em um acampadentro? Aquela coisa de dormir todo mundo jogado no chão, conversando até tarde? O clima menos severo que nos faz compartilhar experiências, conhecer as pessoas de um jeito diferente. Dormir com alguém é outro nível de intimidade, né? Peraí, porque eu estou falando de dormir? Quem é que quer dormir numa hora dessas? Você é daqueles que dormem? Ahhh... que pena.

Acampadentro também é hora de falar umas verdades. Com amor, né? De preferência... Ô negócio difícil é falar uma verdade com amor. Com humor é mais fácil. Poderia estar escrito assim, né? Com amor e/ou humor. Mas é que aquele clima de intimidade é propício a isso. De sermões pra acabar com a falta de autoestima alheia a discursos de 'por que você não deveria usar aquela saia que aumenta demais os seus quadris'. Não dá pra ser tão sincero naquela confraternização antes/depois do culto. E eu gosto de poder ser sincera. Acho que essa é a minha parte favorita. Essa, e a parte de compartilhar. 

Eu não lembro do primeiro acampadentro, mas o último foi no ano passado. (Em agosto, eu acho). Eu tinha acabado de chegar na igreja, nem conhecia as pessoas pelo nome direito. A maioria eram meninas mais novas, por volta dos catorze, quinze anos, e eu pude contar pra elas como eu conheci o meu futuro marido, como eu não tinha intenção nenhuma de ter um relacionamento com ele quando o conheci. A única coisa que eu sabia era que eu não queria ter envolvimento com qualquer outra pessoa se não quisesse me casar com ela. Durante as semanas seguintes algumas meninas vieram falar comigo sobre isso. É uma alegria muito grande edificar alguém com a nossa experiência.

Mal posso esperar pelo que terei pra contar. Quer dizer, agora eu já tenho, porque o acampadentro foi ontem. Acho que se eu fosse apresentadora de televisão, deveria fazer programas só ao vivo. Que confusão!

Acampadentro (programa de crente)