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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Situações desesperadoras que pedem medidas desesperadas. Eu precisava viajar com minha família para ver o meu avô pela última vez, mas precisava voltar antes deles para trabalhar. Nós iríamos de carro, eu voltaria de avião. Por motivo até hoje desconhecido, eu não conseguia efetuar a compra online na Webjet e o preço Salvador-Curitiba nas férias de julho pra dali uma semana e meia era impossível nas outras companhias aéreas. Não que o preço da Webjet fosse bacana, só era menos impossível. Tive que comprar a passagem no balcão do aeroporto, em dinheiro.

Aconteceu que aquela foi mesmo a última vez que eu vi meu avô, e eu já estava em Salvador para pegar o avião no dia seguinte quando chegou a notícia. A primeira coisa que eu fiz: cancelar minha passagem no balcão da Webjet no aeroporto de Salvador e voltar pro interior com minha mãe. Ao explicar a situação, não recebi nem um sorriso de simpatia. Fui informada que não seria possível o reembolso ali, que eu teria que solicitar ao SAC, mas que, descontados cem reais pelo cancelamento, aquilo que eu paguei ficaria como crédito por até um ano.

Então, eu precisava ir ao Rio em janeiro. Que legal que pelo menos eu tinha esse crédito, né? Só que pra usar um crédito de uma passagem comprada no balcão da Webjet no aeroporto você precisa ir até o balcão com o localizador da passagem cancelada... e vai pagar os preços do balcão. Primeiro, você não tem muita ciência das opções, já que é a atendente quem realiza a operação no computador dela, cuja tela fica "de costas" pra você. Então, vai saber se aquele é o menor preço, né? Segundo, embora por telefone as atendentes cariocas da Webjet digam que os preços variam e pode ser que no aeroporto esteja mais barato, não está. Nunca está. E as promoções da internet nunca valem pra compra no balcão.

Daí que pra comprar passagens de ida e volta Curitiba-Rio com três meses de antecedência em dias promocionais eu gastaria quase o dobro do que paguei na passagem Salvador-Curitiba comprada em cima da hora pra viajar num sábado a tarde. E ainda tinham descontado cem reais. Se eu pudesse fazer a compra pela internet aproveitando os créditos que tinha, a Webjet ainda me deveria cem reais. É. E a raiva de ter que ir até o aeroporto de Curitiba que fica em São José e pegar três ônibus pra voltar pra casa sem a passagem?

Desisti desse negócio de reaproveitar os créditos e no dia 03 de março liguei para o SAC da Webjet e pedi o reembolso. Informei todos os dados pessoais e bancários e fui orientada a ligar novamente em cinco dias úteis para verificar se o reembolso fora aprovado. O prazo para o reembolso era de 40 dias... úteis. Em cinco dias eu liguei, fui atendida, tive que esperar na linha e, passado um certo tempo, a ligação caiu. Que coisa, não? Isso aconteceu mais duas vezes em que eu tentei me informar se o crédito fora aprovado, e as atendentes foram sempre muito delicadas e educadas, só que não.

No dia 09 de abril eu liguei de novo. Pedi informações sobre o reembolso e o atendente prontamente disse que ainda não tinha sido efetuado, mas que estava aprovado e eles ainda estavam dentro do prazo, que se encerraria na sexta-feira, dia 13. Aí eu aproveitava toda oportunidade para checar o saldo da conta e verificar que eles não depositaram. Nem no dia dez, onze, doze, treze, catorze, quinze, dezesseis... liguei. De fato, o prazo fora extrapolado. De fato, o reembolso estava aprovado. Não, a atendente não sabia porquê nem podia passar a linha para quem soubesse. Me passou o email da ouvidoria e só. A ouvidoria  deve ter só ouvidos e nenhuma boca, porque não me respondeu.

Eu já viajei três vezes de Webjet esse ano. A minha primeira viagem de avião foi com essa companhia. Eu já aguentei voo atrasado, comissária desrespeitosa, atendente que não sabe passar informação... já tive até a minha mala danificada e eu deixei passar. Agora já ultrapassou os limites da falta de respeito. Não voo mais de Webjet, nem por um real.

Ei, Webjet, devolve o meu dinheiro!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Tudo começou com muitos livros e prateleiras bonitinhas (embora os suportes sejam muito chamativos e estraguem a beleza das prateleiras) pertencentes ao meu querido Hérlan, que, apesar de bonitinha, aparentemente não é um bom lugar de se viver, já que os livros ali expostos tem o péssimo costume de... se suicidar. (Nessa brincadeira, o meu exemplar de A menina que roubava livros, que eu emprestei e ele não leu, ficou todo sujo).

Bom, talvez isso explique...
Aí que reviramos as ruas da pacata Foz do Iguaçu (que não era tão pacata assim antes de eu conhecer a cidade grande) à procura de bibliocantos. Sabe, né? Bibliocantos. Aqueles aparadores de livros, que ficam nos  cantos, segurando para que eles não caiam. Entendeu? Biblio... cantos... biblio... Não inventei essa palavra, não! Pode procurar no Google ;)

A busca se iniciou pelo lugar onde, supostamente, se encontra de tudo. Nesta cidade de fronteira temos apenas um shopping, que possui apenas uma livraria e foi lá que... encontramos bibliocantos. Aqueles bonitinhos, engraçadinhos, que, além de cumprir sua função, servem como objeto de decoração na sua estante/prateleira. Muito legal, muito lúdico e muito caro. Ninguém precisa gastar quase duzentos reais para recuperar a sanidade mental de seus livros, né? Mesmo porque o mais simples bibliocanto de metal em L, daqueles que a gente encontra nas bibliotecas públicas, já resolve o problema. E um desses não deve ser tão caro assim. Além do mais, é uma coisa tão simples que é óbvio que em qualquer loja de departamentos... você não encontra uma pessoa que reconheça o substantivo bibliocanto como significante de um objeto aparador de livros. Percorremos as livrarias da Avenida Brasil, mas não encontramos um livreiro que soubesse que bolas estávamos procurando. Será que eu estava falando outra língua e não percebi ou esse objeto é estranho e incomum até nas livrarias?

A luz brilhou quando entramos em um sebo e vimos bibliocantos nas estantes. Não era pra vender, eram os bibliocantos deles... mas provavelmente ali encontraríamos alguém que soubesse o que eram bibliocantos - já é um alento para uma alma cansada que começava a pensar se não tinha sonhado com o objeto. Nos animamos para saber onde eles tinham comprado e se por acaso não teriam alguns sobrando que quisessem vender (ou doar, né?). Mas os sinos soaram por pouco tempo. Não, eles não tinham nenhum a mais e, além de tudo, compraram os bibliocantos junto com as estantes da loja, direto de uma fábrica de Curitiba. Pelo menos nos deram o contato. Parece que pior que comprar uma estante é comprar os acessórios pros seus livros. Se fosse proibido não seria tão difícil de achar, né?

Se você sabe onde eu posso comprar bibliocantos em Foz do Iguaçu ou em Curitiba, por favor me avise nos comentários! Se quiser mandar alguns de presente também pode. É só entrar em contato pelo formulário, pelo email comtudooquesou@gmail.com, pelo twitter @comtudooquesou... Lembre-se, você pode salvar um livro.

O caso do sumiço dos bibliocantos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Se eu saio da faculdade às dez horas, não preciso comprar lanche se quando chegar eu já vou preparar o almoço. Se eu posso ir a qualquer lugar dessa cidade pagando só uma passagem, qual o problema em atravessar a cidade pra pagar mais barato? E se eu posso andar quatro quilômetros, é lógico que não vou pagar uma passagem de ônibus! Se a água é oitenta centavos no supermercado, não vou comprar por dois reais aqui. Não por medo de andar mais um pouco! Por que eu vou comprar pronto aquilo que eu posso fazer?

Admito! Sou muquirana. Mão de vaca, pão duro, sovina... Essas coisas todas. Coisa difícil é eu comprar alguma coisa por impulso. Ou só porque estava barato. Impulsiva até sou, mas compradora... Comprar pra mim é um ato de reflexão. Muita reflexão. (E é também por isso que eu não gosto de vendedor andando atrás de mim enquanto eu reflito). No fim das contas, isso é ótimo pra mim. Afinal, quem trabalha pra pagar as próprias contas deve saber o valor do seu dinheiro.

Às vezes parecem meio exageradas ou sacrificantes as situações em que eu me meto, às vezes dá até vontade de deixar disso, só de vez em quando, mas aí eu tenho as minhas estratégias de guerra. (Não sei se as pessoas que me seguem no twitter já repararam, mas eu sou, na verdade, duas pessoas. Uma responsável e outra preguiçosa. De vez em quando dá briga.)

Ser otimista! Para quem procura enxergar o mundo sempre a cores, não existe situação que fique horrorosa demais. Afinal, se eu tenho as opções 'caminhar quatro quilômetros' e 'pegar um ônibus', tenho sempre excelentes motivos para escolher a opção mais barata. Uma boa caminhada faz bem à saúde. Um céu azul com um sol bonito desses não deve ser desprezado. Tenho tempo de sobra pra apreciar a paisagem. Posso conhecer lugares por onde ainda não passei ou só vi com pressa. Isso tudo economizando R$ 2,20! :)

Andar sem dinheiro. Tá certo que o cartão de débito está sempre à mão, mas só o fato de ver a carteira vazia desencoraja compras bobas, especialmente de doces que eu vou enjoar quando tiver comido a metade e de coisas que eu não preciso de lojas não muito boas que não aceitam cartão ou só aceitam pra compras maiores. Ah, e de lanches por pura gulodice!

Consultar meu saldo... mental. Eu sou ótima pra lembrar de contas, desde que tenha feito à mão. (Meu mouse-pad - uma metade do envelope de papelão do Blog Tour - é cheio de contas e do meu nome). Geralmente eu me lembro bem do saldo do banco, a menos que tenha acontecido alguma coisa errada por lá, eu sempre sei quanto dinheiro eu tenho. Fazer as contas é um ótimo jeito de me lembrar de que eu não tenho muito.

Pensar no meu namorado. Quando eu estou quase comprando alguma coisa, prestes a tomar a decisão final, em que eu penso? "Se eu dissesse a ele que gastei essa quantia com isso aqui ele brigaria comigo?" ou "Será que meu orçamento vai ficar muito apertado?", o que basicamente é a mesma coisa, já que foi ele quem me introduziu nessas coisas de fazer orçamento pra tudo e guardar nota de tudo o que eu compro (aliás, esse é mais um motivo pra comprar com cartão, sempre vem nota - e também é o motivo porque a minha carteira vive cheia, mesmo vazia haha). Acho que eu penso que ele vai se sentir orgulhoso de mim se eu controlar minhas finanças. Pra ele é importante ter tudo sob controle, então se eu tiver controle das minhas coisas, é uma forma de amar também.

No fim, eu também fico muito orgulhosa de mim mesma. Afinal, essa mania de economizar tem deixado meu saldo bancário muito saudável. Com tanta gente estourando cartão, refém de juros e cheque especial por aí, é muito do que se orgulhar, né?

Abrir a mão? Só pra dar bom dia!