Mostrando postagens com marcador Blogueira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Blogueira. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Não sei se é segredo pra alguém, mas eu estou em eterna conferência via email com alguns amigos mais chegados, conversando sobre todo tipo de coisa útil ou inútil e um dos temas polêmicos do grupo é o feminismo.

Falar sobre o tema é muito complicado, porque não existe um significado uníssono pra esse termo. De um lado, tem o feminismo" formado por putas feitas que não se depilam, odeiam os homens e querem dominar o mundo". De outro lado, tem o feminismo das mulheres oprimidas pelo machismo e pelo patriarcado e que exigem liberdade, mesmo que custe a liberdade alheia, afinal, todos os homens são estupradores em potencial. Enquanto isso, o famoso "feminismo é a luta pela igualdade" vai se tornando um mito...

Por trás da ideia de igualdade e de direito de escolha, existe sempre alguma dominação.


Pra começar, a ideia de igualdade é uma ideia falsa e opressora, porque as pessoas não são iguais. A única coisa que nos faz iguais é o fato de sermos todos humanos, e isso corresponde a um núcleo mínimo de direitos que todas as pessoas devem desfrutar, do qual ninguém pode abrir mão, independente de gênero, idade, cultura, religião ou o que for. Mas fora desse núcleo irredutível que corresponde à dignidade das pessoas, ninguém é igual. E essa é a graça. É por isso que convivemos em sociedade, que precisamos dos outros. Cada ser humano é único!

E é aí que vem uma coisa linda. Como cada ser humano é único, não existe "coisa de homem", "coisa de mulher", "coisa de asiático", "coisa de brasileiro". É claro que muitas dessas "coisas" serão encontradas mais facilmente em um grupo identificado de pessoas, mas por nenhum outro motivo senão o modo que foram criadas e como se relacionam na sociedade. Isso significa que cada um pode fazer o que quiser, mas também significa que os critérios para julgar devem ser iguais.

Eu vejo que muitas "bandeiras feministas" não têm o objetivo de tornar as coisas legais pra todo mundo, mas dar à mulher a liberdade de fazer aquilo de mais escroto , nojento e repugnante que os homens fazem por causa do machismo. A luta não é para que as atitudes machistas sejam eliminadas, mas que elas sejam liberadas pra todo mundo. Acontece que o que é feio pra um, é feio pro outro também. O que é degradante e fere a dignidade do homem (muito embora ele possa pensar que está abafando), também é degradante para s mulheres. O negócio é não nivelar por baixo.

Eu li recentemente um livro muito interessante chamado "O Machismo Invisível" (Marina Castañeda), que fala especialmente como o machismo afeta a vida dos homens. Claro, o machismo faz mal pra todo mundo. Oprime todas as pessoas. Faz com que os homens tenham que adotar uma atitude determinada para que sejam considerados "homens" pelos demais.

O que me deixou triste é que, quando a autora apresentava soluções para os problemas apontados, ela nunca considerou que as pessoas devem dialogar e combinar a forma como funciona melhor pra elas. Se o marido tem direito a ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com a esposa, então a esposa também deve ter sua conta particular e gastar como quiser, comprando um carro, por exemplo, sem falar com o marido. A ideia de que o esposo e a esposa devem conversar um com o outro sempre que quiserem usar o dinheiro da família pra comprar um carro, por exemplo.

É triste porque aquelas características consideradas "femininas", de consideração com o outro, de compaixão, de sensibilidade, são vistas como fraqueza, enquanto o egoísmo e a independência são supervalorizados. Isso nos enfraquece como sociedade.

Será que ninguém ainda pensou que certas coisas simplesmente não deveriam acontecer de forma alguma? Que se é nojento que um homem use as mulheres como objetos sexuais descartáveis, que seja violento, que não permita que elas expressem sua opinião, a recíproca também é verdadeira? Que anos de oprimido não justificam o desejo de opressão? Por que o modelo de mulher ideal é uma Lara Croft toda-poderosa que não precisa de ninguém e se vira sozinha? Por que, em vez de querer formar mulheres super-independentes, não autorizamos os homens a serem sensíveis, compassivos e dependentes?

Aqui entra a questão do direito de escolha. Porque se o modelo desejado é o da mulher que se despiu da fraqueza (aquelas características que a sociedade considera femininas) e se revestiu de super-poderes (aquelas características que a sociedade considera masculinas), as escolhas da mulher serão livres apenas se ela escolher se despir de sua fraqueza e se revestir de super-poderes. A mulher que escolhe ser mãe em tempo integral é oprimida. A mulher que é dona de casa é coitada. A mulher que dá de quatro está se sujeitando a um modelo de submissão.

As mulheres de hoje (e eu falo principalmente por mim) carregam nas costas o peso da obrigação de ser bem-sucedida. Aquela obrigação de esfregar na cara dos homens que podemos ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa, ou mesmo que somos melhores que eles. O corpo é seu, a vida é sua, você é livre pra ser puta, mas não pra casar, pra deixar o mercado de trabalho, ou pra nunca entrar nele. Você não é livre pra amar e paparicar o seu marido (mesmo que em reciprocidade).

É por isso que eu não me identifico com o feminismo. Porque é muito arriscado se identificar com uma luta que não tem mais identidade. E não acredito no ideal de igualdade de gênero. Porque o que eu acredito é nesse núcleo irredutível de direitos para todos os humanos. E que para que todos desfrutem desse núcleo mínimo, precisamos nos despir do nosso egoísmo, da nossa independência, da nossa necessidade de fazer sucesso, e sermos todos mais servos, mais humildes, mais compassivos, mais "femininos".

Eu não me identifico com o feminismo

sexta-feira, 29 de março de 2013

(Ó eles aqui traveis...)

Bem-vindo ao mundo da internet, onde só é permitido amar ou odiar. Não dá pra simplesmente gostar ou não gostar. Ou estar nem aí pra isso. Cada manifestação é um discurso inflamado que contém muito mais ódio que amor. Até quando se ama alguma coisa, odeia-se os que não amam. Qualquer assunto - um livro, uma marca, um sabor de macarrão instantâneo - vira motivo de discurso.

O problema é quando o alvo do discurso são as pessoas. "Brasileiro deveria canalizar seus ódios contra a corrupção". Mas é claro. E contra a fome, a miséria, a injustiça... Odiar uma atitude, uma situação ou uma consequência é muito diferente de odiar quem a provocou. Muito mais difícil, é claro, porque se eu odeio uma pessoa posso responsabilizá-la por um monte de coisas, até pelo que não disse ou fez. A internet aceita tudo e os haters always gonna hate. Enquanto tem plateia tá tudo certo.

Você é a guerra que você luta. Se sua guerra que não vale a pena...

Age don't matter like race don't matter like place don't matter like what's inside.

Música da Semana: The War Inside (Switchfoot)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Não ficou uma fofura??

Digam aí, vai...

Agora eu tenho que terminar de estudar a matéria da final de amanhã, que é o que eu deveria estar fazendo em vez de ter o grande insight pra alterar o a carinha do blog (coisa que eu queria fazer desde a última alteração, que nem ficou boa).

Por que a gente só tem essas grandes ideias e vontades e disposições quando na verdade tem que fazer outra coisa?

Enfim, vou lá estudar.

Um beijo!

(Sério, digam o que acharam!! :D)

OMG! O Com tudo o que sou mudou de cara!!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não que os dias nublados não tenham seu charme, mas em momentos tristes ou decisivos eu preciso do conforto da luz do sol no meu caminho. Naquele dia em especial o céu carregava uma camada espessa de nuvens que parecia pesar sobre os nossos ombros, pressionando nossos olhos já cheios de lágrimas contidas. Atribuí o peso às nuvens para desviar minha mente do peso das decisões importantes que me aguardavam e da tristeza que sentia em me despedir de tudo o que eu amo.

Entrei naquele avião minúsculo onde, por incrível que pareça, eu mal conseguia ficar em pé. Fitei as janelas do aeroporto onde sabia que eles ainda me olhavam, mesmo não podendo vê-los. Ampliei o meu olhar para o horizonte cinza e lembrei que o céu costumava me cumprimentar com alegria quando eu escolhia os seus caminhos para viver mais uma aventura. A paisagem não era nada convidativa e eu imaginava alguma turbulência no caminho de volta, mas eu precisava voltar para casa, por mais difícil que fosse.

Os alertas soaram, os avisos se acenderam, os aparelhos eletrônicos foram desligados. As turbinas foram ligadas e as hélices giraram com um barulho absurdo. Absurdamente irritante para quem não queria estar naquele avião. Irritantemente aterrorizante para quem sabia que os minutos seguintes a aproximariam de decisões importantes que não queria tomar, de tarefas imprescindíveis que infelizmente precisavam ser cumpridas.

Enquanto lembrava de como a vida tinha caminhos inconvenientes para chegar a destinos agradáveis, o pequeno jato emergiu das nuvens. Em questão de segundos, a nuvem cinza que os cercava revelou que a luz ainda existia, mais brilhante do que nunca. A espessa camada de nuvens, afinal, estava ali somente para irradiar em sua brancura todo o resplendor do sol. Nascia um novo dia pouco antes do pôr do sol.

Um novo amanhecer

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Não preciso nem dizer que 2012 foi um ano de poucos posts, mas de muito movimento.

O primeiro grande furdunço por aqui foi O Caso do Sumiço dos Bibliocantos. A trágica história retrata uma terrível onda de suicídio entre os livros em prateleiras sem bibliocantos. Tudo começou com uma busca pelas livrarias de Foz do Iguaçu por bibliocantos a preços acessíveis, mas o mais legal foi 1) descobrir que muita gente não sabia o que é um bibliocanto e para quê serve; 2) vários comentários de fornecedores no post, dizendo onde os bibliocantos se meteram; 3) várias buscas direcionadas ao post, significando que a publicação já ajudou muita gente esse ano (quer dizer, eu espero, né?).




Depois disso, muita gente veio saber o que eu achei do CD Ao Meu Alcance, primeira gravação da Juventude da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Foi a primeira resenha que saiu sobre o álbum, que contém os links para ouvir as faixas gratuitamente no Grooveshark. Mas acredite, ao vivo é vinte vezes melhor.






A resenha mais vista foi de um dos melhores livros de 2012. Lolita, a obra pra lá de polêmica de Vladimir Nabokov. Uma leitura super demorada, mas que valeu a insistência. É uma obra totalmente diferente da literatura enlatada que tem sido produzida em ondas temáticas nos últimos tempos (vampiros, distopias, soft porns...).






A segunda mais vista foi de um dos piores livros de 2012. (A menina que não sabia ler ainda está ganhando). Não é que eu não goste muitos de livros com "pessoas que fazem alguma coisa" no título. Talvez seja uma coisa de amor ou ódio porque O Homem Que Matou Getúlio Vargas deixou muito a desejar. Eu não costumo fazer resenhas negativas, então vale a pena dar uma olhada.




O post de utilidade pública sobre O Golpe do Provedor gerou muitas buscas e muitas visualizações. Pra quem caiu no golpe, vá até o Juizado Especial Cível e peça uma indenização pelos danos materiais (com devolução em dobro pela cobrança indevida) e danos morais, porque ninguém merece ser feito de bobo desse jeito. Não precisa nem de advogado. Minha mãe acabou de receber uma parte :)

Finalmente, não é com pouca emoção que eu anuncio que o post mais visto de todos os tempos do blog foi o da Blogagem Coletiva Anti-estupro. Repito que, apesar da blogagem não ter alcançado muitos blogs, fico muito satisfeita porque ainda assim alcançou muitas pessoas. Esse era o nosso objetivo desde o início: anunciar para o máximo de pessoas que esse negócio tem que parar.


Esses foram os mais vistos desse ano, mas eu confesso que tenho um carinho especial por alguns outros, como as resenhas de Cem Anos de Solidão, Se Você Me Visse Agora e Grande Sertão: Veredas, o Vamos falar de coisa boa? e Utopia, além de O Nascimento de um Leitor. E você, quais são seus textos favoritos do blog em 2012?

Os Melhores Posts de 2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012



Os últimos meses foram os mais difíceis para este blog. O maior período de silêncio para mostrar que esse negócio de greve não facilita a vida de ninguém. "Ai, que beleza, quatro meses de férias" uma ova. Quatro meses de estudo, seguidos por cinco meses de... jogos vorazes acadêmicos. Eu sou da turma do penúltimo ano, que não tem todo tempo do mundo pra recuperar o tempo perdido, mas que ainda assim entrou em greve (os últimos anos nunca entram em greve, pelo menos não aqui).

Então, nos últimos meses eu tive milhares de trabalhos e provas e trabalhos e artigos e provas em sequência. Sem contar que, além de estudar, eu tenho um trabalho e um estágio, tenho um namorado e uma família, tenho uma pretensão ao mestrado, tenho coisas demais pra manter um blog ativo em plena arena. 

2012, que pra mim só acaba em fevereiro, foi um ano de muita correria, mas que também teve bons resultados. A minha biblioteca triplicou, as minhas notas subiram, consegui participar da vida das pessoas que amo, comecei a trabalhar na área que eu mais gosto na vida, o mundo não acabou, tive um artigo aceito em uma conferência internacional sediada no Japão, terminei o ano no azul.

Aliás, lembram do projeto 101 em 1001? Os 1001 dias terminariam em novembro de 2012, e embora eu não tenha cumprido toda a lista, consegui algumas coisas interessantes. Fui ao Rio e a Foz do Iguaçu, também a uma praia em SC e a Florianópolis, que é uma ilha, e a São Luis, onde nunca pensei que fosse chegar tão cedo. Encontrei minhas amigas de infância e descobrimos que todo o nosso "em comum" hoje se resume às lembranças. Li muitos livros. Vi vários filmes. Comecei a acompanhar algumas séries. Dei muitos presentes.

O Com tudo o que sou também teve seus momentos, com várias postagens muito visualizadas, e eu espero continuar nessa força pra fazer um post específico em seguida, pra não ficar devendo. Quem andou mais parado ainda foi o Verbete Legal, que é uma ideia super legal, mas que precisa de mais inspiração do que pra escrever aqui, onde qualquer coisa vira assunto.

Eu não vou prometer nada, exceto que os blogs continuarão aqui. Pode ser que venham muitos posts depois desse, pode ser que só quando eu estiver de férias, ou talvez só depois das férias. Talvez eu só venha aqui esporadicamente, mas vou manter esse cantinho. Estou estudando uns colaboradores com postagens mensais ou semanais, pra não deixar a peteca cair quando eu estiver no sufoco do TCC, do estágio obrigatório ou das provas para o mestrado.

Então, quando o blog parecer assim, meio abandonado, quero que vocês tentem ficar felizes por mim, porque isso significa que provavelmente estou muito ocupada fazendo alguma coisa que me deixa ainda mais feliz que isso aqui. E olha que meus blogs me deixam muito, muito feliz.

Não sei se amanhã ou bem depois, mas a gente se vê ;)

Adeus, 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O dia 25 de novembro é o dia internacional pela eliminação da violência contra a mulher. Nós vamos sempre lembrar disso porque nos importamos com a violência que sofremos, com a violência que nossas irmãs, filhas, sobrinhas mães, avós, tias, primas e amigas sofreram e sofrerão. Vamos lembrar até mesmo quando isso acabar - se é que esse dia vai chegar - para que nunca mais aconteça.

Na última semana a timeline do Com tudo o que sou se movimentou em torno de um tema: a indignação contra a violência sexual. Embora poucas, tivemos manifestações de muita qualidade e eu fiquei realmente feliz com os comentários no blog, no twitter e no facebook, não só aqui, mas também nos blogs participantes.

Como já respondi a muitos que perguntaram, aqueles que não conseguiram fazer seus textos a tempo para participar da blogagem coletiva devem, ainda assim, publicar o seu texto, porque o motivo é justo e a causa é importante. Então, se você ainda não tem o seu link aqui, pode colocar nos comentários desse post e a lista será atualizada.

Enfim, esses são os textos que participaram do nosso movimento:

Resultado da Blogagem Coletiva Antiestupro

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Vivemos em uma sociedade que ensina as mulheres a não serem estupradas, e não os homens a não estuprar". Essa frase foi retirada de um cartaz da Marcha das Vadias que, assim como esse post, não é sobre sexo, é sobre violência.

Quem acompanha meu twitter pessoal viu que ontem eu sofri um assédio sexual. Não que eu me sentisse inatingível: uma a cada três mulheres no mundo será abusada sexualmente de alguma forma durante a sua vida. Um terço de todas as mulheres do mundo. Ontem eu fui constrangida no ônibus por um pênis se infiltrando na minha retaguarda sem pedir licença. Meninas abrem as pernas para o papaizinho, mas a mãe não acredita. Jovens são tratadas como peça de exposição no mundo dos tarados enquanto pensam que estão apenas vivendo suas vidas. Mulheres são constrangidas a fazer sexo achando que é seu dever.

Pra quem está confuso, vou explicar o que é estupro. Como crime, é definido pelo Código Penal, que antigamente dizia que era o constrangimento de mulher a ter conjunção carnal (ou seja, penetração do pênis na vagina). Acontece que houve uma reforma em 2009, e hoje estupro é o constrangimento sobre qualquer pessoa a ter conjunção carnal ou praticar/permitir que alguém pratique ato libidinoso (ato de satisfação da libido, isto é, do desejo sexual). Quando se fala em constranger, significa obrigar. Trocando em miúdos, quem comete estupro obriga alguém a fazer sexo ou praticar/permitir que o estuprador pratique outro ato para a satisfação da libido.

Esse post é uma convocação para a blogagem coletiva que acontecerá no dia 21 de novembro de 2012. A convocação é para mulheres e homens. Pra quem já foi estuprado e pra quem nunca foi. Especialmente, uma convocação pra quem é contra o uso das mulheres como objeto sexual. Ei, estuprador, compra uma boneca inflável!



Regras:
- Incluir no post o banner da blogagem coletiva.
- Colocar um link para este post.
- Postar seu texto no dia 21 de novembro de 2012.
- Deixar um link para seu post nos comentários.

(Pela relevância do tema, quem quiser participar, mas não tem blog, pode publicar seu texto no Facebook e deixar o link nos comentários. Quem não tem blog, nem facebook... ah, gente, não vale um tweet, mas se você consegue ser criativo de outras formas, fique à vontade e contribua para a causa. Se você não consegue fazer um texto ou qualquer coisa criativa, mas quer fazer alguma coisa, divulgue a campanha!)

No dia 25 de novembro de 2012, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, haverá um post com todos os links da blogagem coletiva.

Blogagem Coletiva Antiestupro: "Vá se arrumar que hoje eu vou lhe usar"

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Emmi e Leo,

Eu recebi os emails de vocês por acaso. Acho que vocês não podem reclamar, já que o Daniel Glattauer jogou a coisa toda no ventilador, né? Aí aconteceu que, por conta de uma hóspede que deveria receber esses emails por correspondência (nem me perguntem porque as pessoas mandam correspondência dos outros por correspondência), as suas correspondências vieram parar em minhas mãos. 

Sinto muito, a curiosidade foi mais forte. Agora, tenho que fazer algumas considerações, se é que me permitem. Aliás, se não permitem, eu faço do mesmo jeito. Não precisa nem ler.

1) Eu me identifiquei com a Emmi. E agora? Sério, eu fiquei na maior crise porque... poxa, acho que eu jamais faria o que você fez, Emmi. Mas também não a condeno. Acho que você é parecida comigo, sempre tentando consertar as pessoas e sempre achando errado que elas estejam infelizes e não façam nada a respeito. Mas jamais faria o que você fez com o coitado do seu marido. Até porque, eu não me casaria por dó Oo.

2) O Leo é meio devagar, cheio de regrinhas, de mimimi. Parece uma mocinha de TPM, cheio de não-me-toques. Credo. Aqueles ataques de depressão dele... tenho preguiça de gente deprimida.

3) Eu gostei do modo como a história aconteceu. Como quem vai entrando no mar devagarinho e quando vê já está até o pescoço. O formato de emails também ajudou, tornando tudo mais rápido. Só gostaria que os emails tivessem sido impressos com data e hora. Esse negócio de vinte minutos depois, dois dias depois, não ajuda muito quando a gente quer saber há quanto tempo aconteceu um fato de trinta páginas atrás. Não rola ficar somando, né?

4) QUEM QUER SABER DO VENTO NORTE? Sério, que coisa mais sem graça. "O vento norte fica na minha cabeça e eu não consigo dormir". Emmi, quantos anos você tem? O Minuano em A Casa das Sete Mulheres é um vento muito mais interessante. Pelo menos ele participa da história. Esse vento norte aí só... existe u.u

5) Emmi, por que você casou com o... qual é o nome dele mesmo? Bem, com o seu marido. O pior é que dá dó do sujeito, porque enquanto você fica de tralalá com o Leo o senhor seu marido fica tendo ataques do coração por sua causa. Minha filha, você, definitivamente, não pode ter os dois. Pare de magoar o seu marido ou largue-o de vez.

6) Dá pra entender porque tanta gente ficou doida pela história. É apaixonante, é empolgante. Os emails de vocês são interessantes, e a inclusão dos emails mais sem graça só serviu pra deixar as coisas mais realistas. Eu li a história toda em um dia. Poxa, eu levei um tombo no meio da rua porque não queria parar de ler.

7) A história não é ruim, mas não dá muito pano pra manga. É uma história simples pra se ler naquele dia em que se está com preguiça de se ler algo sério. Quem vê mais do que isso deve ser do tipo que tem Comer, Rezar, Amar como Bíblia. É só uma história. Não é a pior, mas também não é a melhor história. É coerente com aquilo que poderia ser.

Enfim, eu já fiquei sabendo que o Leo voltou de Boston e que vocês continuam se correspondendo. Já que a Emmi adora se meter na vida dos outros, me sinto no direito de fazer o mesmo e dizer pra vocês pararem com a palhaçada. Vão viver suas vidas.

Francamente,


Annie Adelinne
http://www.comtudooquesou.com
http://www.verbetelegal.com

Bicando no booktour alheio: @mor (Daniel Glattauer)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quem acompanha o blog sabe que estamos em ritmo de férias há algum tempo. Desde outubro. E a vergonha na cara? É aquela correria de provas finais, seguida da programação agitada das férias e da readaptação ao trabalho, voltamos com muito material. Muito mesmo. Tanto que nem cabe tudo no blog. Quer ver?

O twitter do blog já existe há algum tempo, mas quem segue sabe que ultimamente ele faz mais do que avisar que tem postagem nova. Para saber das novas postagens, além de nos seguir no twitter, você também pode assinar o feed e receber as atualizações no seu email ou no seu gerenciador de feeds (como eu, que uso o Google Reader). No twitter você também tem acesso a outras coisas legais que eu encontro nos blogs afora e ainda pode saber das novidades do blog - e não só das postagens - antes de todo mundo. Sigam-me os bons!


Essa é uma das novidades do ano. As conversas que a gente tem aqui a cada post serão mais frequentes na rede do milionariozinho, já que as postagens lá serão mais frequentes. Pra dar aquela rapidinha e ficar ligado sobre coisas legais, mas que não passarão por aqui. É só curtir!






Com tudo e + um pouco!
Você já entrou na onda do Google +? Eu já! Se estiver por lá, vem conversar lá na nossa página! Quem sabe não rola até um chat ao vivo, hein? Além das postagens do blog, imagens, vídeos e uma conversa legal com uma galera que só comenta por lá.




Ah, mais uma coisa! Se quiser sugerir, criticar ou comentar alguma coisa, mas não pra todo mundo, pode usar o email de contato do blog contato@comtudooquesou.com ou o formulário de contato na barra de links ali em cima, logo abaixo do cabeçalho. 



Estou muito feliz com o crescimento do blog, mais ainda porque eu tenho os leitores mais legais do mundo! (Desculpa, Inútil, mas os meus leitores são os melhores. Mesmo porque a Elisa não está no seu rol, só pra mencionar uma pessoa.) Obrigada pela presença de vocês! Vamos seguir juntos?

Com Tudo nas Mídias Sociais

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Houve um dia - há uns dez meses atrás - em que eu prometi escrever um post sobre o Google Reader. (Não estou achando agora onde foi que eu prometi, mas sei que foi depois desse post). Por um momento, pensei que não poderia cumprir a promessa, porque antes disso surgiu a notícia de que o Reader acabaria. Teve até festa de despedida no facebook, com quase duzentos chorões. (Oi, sou uma chorona!) Foi uma grande tempestade em copo d'água. Agora que toda a revolução aconteceu posso respirar aliviada... posso, né? Não me venham com más notícias! O Google Reader está vivo! Ficaram algumas marcas, sim, mas nada que prejudicasse seus órgãos vitais. Mas por que o Google Reader é tão importante para a harmonia dos planetas na vida de pelo menos 192 pessoas?

Porque quem segue muitos blogs não consegue ver todas as atualizações se tiver que visitar um por um. No Google Reader você pode ler os blogs pelo feed (traduzindo: você pode ler os blogs fazendo uma inscrição, como se fosse uma matrícula no Com tudo o que sou) ou os blogs que você já segue pelo Google Friend Connect (traduzindo: aquela caixinha que as pessoas se inscrevem para promoções nos blogs literários), ou as duas coisas. (Eu não leio os do Google Friend Connect porque me inscrevi em muitos blogs que não gosto mais e achei mais fácil desabilitar a função que excluir os blogs - coisa de gente preguiçosa).

Como fazer? Para usar o Google Reader basta ter uma conta no Google. Ou seja, se você já usa o Gmail, Google Docs, Picasa, Google Agenda, se tem uma conta no Youtube, se já aderiu ao Google + ou mesmo se já teve um Orkut (vai em dizer que você ainda tem?), é só usar o mesmo email e senha ;) Infelizmente, o Google Reader ainda não aparece entre as principais funções naquela barrinha superior, ele está escondido no menu 'Mais'.


Quem usa Gmail é mais legal (link em inglês, mas tem figuras)

A usabilidade do aplicativo é bem simples. Na página inicial, aparecem alguns posts não lidos, escolhidos com base no seu histórico de leitura: os blogs que você lê mais posts do que ignora aparecem primeiro. Hoje, oficialmente, o Google Reader ganhou uma carinha nova, mais limpa e mais bonita, combinando com as atualizações que já aconteceram em outros aplicativos do Google, como o Gmail e o Blogger. Hoje vamos falar rapidinho sobre os primeiros passos para usar o Google Reader. Daqui a cem anos Outro dia continuamos o assunto, senão esse post vai dar muito trabalho ficar muito grande.

Novo visual aprovado pelo Instituto de Mulherzices do Com Tudo o Que Sou - IMCTQS
Pra começar a usar, é preciso fazer a tal inscrição de feeds. A matrícula. Se você já segue blogs pelo Google Friend Connect, eles provavelmente aparecerão automaticamente no seu Reader. O processo pra inscrever é simples, e eu até prefiro à assinatura do Friend Connect porque essa às vezes dá erro - pelo menos no tempo que eu desisti de usar dava erro muitas vezes, mas isso também foi num tempo em que o Blogger era menos eficiente. É meio autoexplicativo, já que temos um botão vermelho escrito inscrever-se no canto superior esquerdo da tela.

É só digitar o nome ou url (endereço) do site ou blog que ele acha procura
Aparecerá uma pesquisa parecida com as do nosso velho conhecido e sempre presente Google. Observe a url em verde para ter certeza que é esse o site que você procura. Clicando no link em azul é possível ver os posts. Não tem como errar, né?


Só tem 18 porque você ainda não se inscreveu. Corre lá que eu espero!

Se você usa o Google Friend Connect, mas os blogs que você segue não apareceram e você está com preguiça de inscrever um por um, você deve mudar nas configurações. Vá até o menu 'Inscrições' e escolha a opção 'Gerenciar Inscrições'.

Essa é só uma das formas de acessar o menu de preferências ;)
Na tela de configurações, escolha o menu 'Preferências' e selecione a opção 'Exibir blogs acompanhados no Blogger'.

Preciso dizer que pra desativar o procedimento é o mesmo?
Pronto! Agora você pode se divertir classificando os blogs que segue em pastas e tags, seguindo outros blogs sugeridos pelo Google Reader, e se estiver lendo esse post pelo aplicativo, clique em 'Enviar', logo abaixo, e compartilhe através das redes sociais ;)

Quem compartilhar vai ganhar um 'eu te amo' especial.
Mas a gente só estica essa história outro dia. Mesmo assim, se sobrou alguma dúvida, é só perguntar aqui nos comentários (acho que é a única coisa que o Reader ainda não faz...). Espero ter ajudado!

Vida em Rede: Google Reader para iniciantes

domingo, 4 de setembro de 2011

Eu fiquei meio sem jeito em falar da Kate O'Malley pra vocês porque, bem, ela se parece um pouco, assim, só um pouquinho comigo. Aí eu resolvi mandar um email pra ela, pra ver se ela apareceria. Não levem a mal se ela falar um pouco estranho de vez em quando, porque a Kate tem alguns problemas com a nossa língua ainda.

A: Olá, Kate. É bom você gostar mesmo de conversar, porque o pessoal aqui é muito tagarela, viu?

K: Oi, Annie. Conversar é o que eu sei fazer melhor.

A: Então vamos começar falando de família. Eu tenho uma família parecida com a sua, somos quatro meninas e um menino - modo de dizer, já que a caçula já acha que se manda com 17 anos...

K: (Risos) Tudo bem, essa situação é um pouco engraçada. Geralmente eu sou a única quem está puxando  a corrente... Bom, meus irmãos são toda a minha família. Os meninos tem aquele jeito super-protetor, mas o que esperar de um guardião, um paramédico e um bombeiro? Com as meninas a minha relação é mais de protetora... Afinal, depois do Marcos, eu sou a mais velha. Me sinto um pouco responsável por todo mundo, pela família.

A: Entendo bem como é isso. Apesar de eu não ser a mais velha, quer dizer... acho que por dentro eu sou a velha da família. Pelo menos sou eu quem dá as broncas quando o pessoal apronta.

K: Com os O'Malley não é bem assim. Todo mundo se acha no direito de me dar uma torrada! Ultimamente eu tenho levado muitas broncas por causa do meu trabalho. Na maioria das vezes a negociação resolve, mas é sempre muito arriscado. Muitas vezes eu lido com pessoas fora de controle que não têm nada a perder. Eu me coloco na mira no lugar das vítimas e torço pra não precisar de uma ação tática. Eles ficam preocupados, mas o que eu posso fazer? Eu amo o meu trabalho.

A: Você já chegou a se machucar sério alguma vez?

K: Depende. Você quer dizer se eu achei que foi sério ou se meus irmãos acharam que foi sério? Já quebrei umas costelas com o impacto de um tiro no colete à prova de balas. Isso é sério pra você?

A: Com certeza! Eu não tenho essa coragem, viu? Acho que se eu fizesse algo assim, meu namorado ficaria maluco!

K: Nem me fale! Depois daquela última vez em que eu estive na mira de um maluco, o Dave não me deixa... Como se eu nunca tivesse passado por situações perigosas antes. Mas sabe de uma coisa? É bom saber que existem pessoas que se preocupam com você, mesmo achando essa preocupação toda meio invasiva. É muito pior quando as pessoas que você amam querem lhe machucar, em vez de lhe proteger.

A: Eu imagino... Kate, nosso tempo está acabando. Vamos falar rapidinho sobre seu mais novo amigo?

K: Ah, claro. Eu demorei muito para sequer acreditar que ele poderia existir. Dave e Sara com certeza foram as pessoas que me incentivaram e me ajudaram a chegar até aqui. Pra quem tinha dificuldades em confiar, eles souberam respeitar meu tempo e meu espaço. Hoje eu sei que eles estavam orando por mim, para que eu tivesse um relacionamento com Deus. Quando Ele me encontrou, foi irresistível. Pela primeira vez em anos, eu me joguei nos braços de um Pai.

A: Kate, essa sua última aventura foi narrada em um livro. Conta pro pessoal o que você achou e, por fim, deixe seu recado pro pessoal.

K: Eu gostei muito do livro. A Dee soube contar a história de uma maneira bacana. Não ficou nada misterioso demais, nem óbvio demais. Lembrando que o foco da história foi uma investigação envolvendo o meu nome e alguns casos em que eu trabalhei, no banco e no aeroporto. Não vou dar detalhes pra não ficar sem graça, mas acho que agora que vocês conheceram um pequeno pedaço de mim, vão gostar de saber dessa história da minha vida. Ah, no livro também conta como eu conheci o Dave e como eu encontrei Jesus, são as narrativas secundárias, mas não menos interessantes. Espero que gostem!
__________________________________________________________________________________
Essa postagem faz parte do BookTour promovido pelo blog Free to be me e pelo Fechei com Ele. Confira as outras postagens!

Cantinho da Keile - Keile Passos
Tudo o que me interessa! - Kellen Baesso
Beyond Belief - Jessulene Silva
Dana de Jesus (Skoob)
Simplesmente Monalisa - Monalisa Cristina ... Gomes
Iviany Lacerda (Skoob)

Site da autora
Skoob do livro
Resenha do Free to be me
Resenha do Fechei com Ele
Para comprar: Editora Hagnos - Lojas Americanas - Livraria Erdos - Submarino - Livraria Saraiva

Sigam o @comtudooquesou no twitter!

BookTour: A Negociadora - Dee Henderson

domingo, 24 de julho de 2011

Talvez vocês já tenham visto o anúncio da promoção em algum dos outros blogs que participaram do BookTour 'Namoro é coisa séria'. Caso ainda não tenha visto, está precisando conhecer uns blogs legais além do meu!

O sorteio terá um só ganhador, que levará um exemplar autografado de Namoro é coisa séria, além dos livros Adorador Insaciável e Deixados para Trás. O único problema dessa promoção é que eu não posso participar...

Pra quem pode, basta seguir um dos blogs do Book Tour (como o Com tudo o que sou) e clicar AQUI para preencher o formulário. Você pode preencher uma vez para cada blog participante que estiver seguindo. Quem segue o blog do Rodrigo Quirino, autor de Namoro é Coisa Séria, ou se adicionar o livro no Skoob. Mais uma chance de ganhar para quem responder à pergunta: "Por que poucas pessoas levam o namoro a sério hoje em dia?" São dez chances! Você não vai perder, vai?

Aproveite para reler as resenhas do BookTour Namoro é coisa séria:

Promoção: Namoro é coisa séria

sábado, 25 de junho de 2011

Dou-me por intimada para defender o réu John Grisham das acusações feitas neste post, alegando preliminarmente exceção de incompetência. Você não pode ser o acusador e o juiz, não mesmo. Não é justo.

Nunca tinha lido John Grisham. Depois de milhares de recomendações, animei. Eu gosto do gênero, mas não sabia se gostaria do estilo do autor. Escolhi o título por sorteio na estante da biblioteca. Não decepcionou. O legal é que a história de A Firma, pelo menos pelo que ele conta, é parecida com a história de O Negociador. Só que A Firma não envolve espionagem entre escritórios (que feio, hein? A ética  profissional manda lembranças...), mas sim um escritório de fachada para lavagem de dinheiro da máfia. (O que, convenhamos, torna as coisas muito mais interessantes). Mas vamos às acusações.

John Grisham é acusado por ter escrito O Negociador. Bom, não existe nenhum problema em um escritor escrever um livro. Da próxima vez que quiser acusar alguém, acuse direito. Você pode acusá-lo por escrever um livro com personagens fracos e enredo sem graça, mas não por escrever um livro com título "O Negociador", o que nos leva à próxima acusação.

Como The Associate virou O Negociador não é segredo pra ninguém. Foi a editora que publicou o livro no Brasil que mudou o título. Grisham não tem nada a ver com isso.

É, Felipe, acho que você escolheu o livro errado. A Firma tem agentes federais, programa de proteção à testemunha, perseguição pela máfia, perseguição pela polícia, tiros, bombas, mortes, microfones escondidos... O livro todo é cheio de ação! Ah, e foi o primeiro do Grisham a virar filme (foram dez ao todo adaptados para a telona).

Os coadjuvantes também são ótimos. O irmão que está preso, os sócios (especialmente um muito sinistro e misterioso), os capangas, e, claro, Abby, a esposa de Mitch. Até o cachorro, o vizinho e os sogros dele tem um lugar especial na trama.

O livro me deixou ligada, esperando sempre alguma coisa acontecer, até que... acontece! Mas o livro não acaba. Ainda ficam umas trinta páginas arrastadas, sem graça, praticamente um epílogo. John Grisham não conseguiu fazer um final arrebatador (como Sidney sempre faz, mesmo nos epílogos). Quando chega quase no finalzinho, parece que a pilha acaba. Perdeu a vontade de escrever? Ficou de saco cheio? Não sabe o que fazer no final? É mais ou menos essa a impressão. Mas se pensar que essas últimas páginas correspondem a menos de 10% do livro, vale muito a pena!

Meu pedido não é pela absolvição do Grisham. Mesmo porque, se escrever um livro é crime, não há como negar que ele tenha escrito. Mas como não é, não há acusação. O pedido que me resta é: Felipe, dá uma segunda chance pro John?

Alguém por aí, de preferência, que já tenha lido os dois livros, pode julgar essa causa?

A Firma - John Grisham

domingo, 29 de maio de 2011

Eu poderia ter sido brilhante e misturado a resenha desse livro com os trinta meses de namoro, mas a ideia só veio quando eu já tinha terminado o post. E também, não sei se teria ficado 'fofo' como aquele post.

Eu não sou uma pessoa séria. Não sou mesmo. Mesmo quando minha cara é séria, eu posso muito bem estar zoando com a sua cara. Não ser uma pessoa séria não quer dizer que eu não leve nada a sério. Bom, quer dizer que eu levo muita coisa na brincadeira, mas existe assunto sério e namoro definitivamente é um deles.

Sou daquelas pessoas que colocam regras sobre si. Tenho meu próprio código de ética ainda não escrito. Posso mudar de ideia dez vezes no mesmo dia sobre um milhão de coisas, mas quando o assunto é sério, eu decido uma vez só. E vai convencer essa cabecinha dura a mudar de ideia...

Dentro desse livro, que é pequenininho - foi o que mais me surpreendeu, o tamanho do livro, finiiiiinho!! Não dá pra usar a preguiça como desculpa - cabem muitas das minhas regrinhas de conduta no namoro, embora eu não possa dizer que concorde com tudo. Em alguns pontos discordo, por motivos muito pessoais e específicos, e que não acho que valem pra todos, então dispensam comentários. É uma leitura super recomendada pra quem não está namorando e quer namorar, né? Porque se não quiser, nem precisa...

Digo isso porque, apesar do autor volta e meia falar que 'se você não está vivendo isso, ainda é hora de mudar sua conduta...', é óbvio que o livro é muito mais útil pra quem ainda não namora, até pela ênfase em começar do jeito certo. Nesse sentido o conteúdo é excelente. Trata todos os temas pertinentes de forma direta e muito clara.

O único ponto fraco é a linguagem. Opinião minha, tá? Muita gente achou isso um ponto favorável, tanto que está destacado na contra-capa. Logo nas primeiras páginas, achei a coisa meio estranha. Quando vi que ele era palestrante, pensei até que fosse a transcrição de alguma palestra, porque a linguagem é MUITO informal. Mais ou menos como eu escrevo aqui no blog, mas bem... é um blog, né? Eu sou enjoada, e pra mim linguagem de livro tem que ser diferente. Escrever um livro fazendo de conta que é uma conversa fica estranho.

Aí tem a questão de público. A linguagem simples se justifica no público jovem. Mas sei lá... nunca gostei desse negócio de linguagem facilitada por causa da idade das pessoas (se bem que eu sou meio escaldada com esse negócio de idade, né?). Não é porque o público é jovem que você precisa falar de maneira mais fácil. Adequação de vocabulário é uma coisa, idiotizar as pessoas é outra... Além disso, me disseram que outros livros dessa editora seguem a linha 'linguagem simplificada', então não dá pra 'jogar a culpa' no autor. Mesmo porque, uma boa revisão poderia resolver isso. E eu só dei atenção a isso porque sou chata.

Por fim, acho uma leitura excelente, principalmente pra quem começa a pensar em namorar. Sabe aquela idade entre doze e catorze anos? Pelo menos no meu tempo essa era a idade... Também para quem tem dúvidas e não sabe a quem perguntar.. Pra quem quer responder, mas não sabe como... São valores familiares, universais. Coisa muito, muito séria.

Links: Skoob - Blog do autor - Email do autor (O livro pode ser adquirido diretamente com o autor através do email)
-------------------------------
Essa resenha faz parte do BookTour Namoro é coisa séria, organizado pela Fernanda.
Blogs participantes:
Nanda Meireles Blog - Adriana Brazil - Pensamentos by Nathy - Free to be me - Com tudo o que sou - Livros da Pris - Belbellita

Booktour: Namoro é coisa séria - Rodrigo Quirino

domingo, 8 de maio de 2011

Não sei quantos repararam as singelas mudanças que ocorreram aqui. Se ainda não percebeu, preste bem atenção que não está tão escondido assim. Mudar faz parte de mim. E tem que mudar muito, mudar mesmo. Mudar os móveis de lugar, cortar o cabelo bem curtinho, comprar roupas novas, mudar layout do blog, aprender um idioma, mas o que eu mais faço é trocar de preferência. Tanto é que só tenho duas preferências: meu namorado e minha cor favorita. (Qual será?) Nem adianta escolher uma música, filme, livro preferido, porque daqui a pouco vem outro... Eu nem tenho um gênero preferido, isso também vive mudando.

Mas eu nem vim aqui pra falar de como eu gosto de mudar. Vim pra dizer que o layout do blog deve mudar novamente em breve (esse foi só um negocinho que eu fiz pra poder mexer nele, que já não aguentava mais aquela roupinha antiga) e pra mostrar as principais mudanças.

Lá em cima temos um cabeçalho novo (Gostaram? Foi o @neinino quem fez. Tem que servir pra alguma coisa, né?) com alguns links embaixo. O primeiro abre a página inicial do blog. O segundo vai para o meu outro blog, o Verbete Legal. É onde eu falo mais sobre o mundo jurídico, mas não precisa fazer parte desse mundo pra entender, até porque, a ideia lá é descomplicar. O link seguinte é do Tumblr, que tem um objetivo bem específico: guardar as citações dos livros que eu leio.

A outra novidade está aqui embaixo, nos comentários. Eu pesquisei, procurei, testei... e o Disqus ainda é o sistema menos ruim. Ainda estou fazendo alguns ajustes nele, mas espero que logo esteja tudo certinho. Nas minhas experiências aqui ele até que não demorou pra carregar (pelo menos não como já vi em outros blogs). Mesmo assim, qualquer problema é só entrar em contato pelo twitter @comtudooquesou ou pelo formulário de contato que também está na barra de links lá em cima.

É isso, acabou a quarentena. Bem-vindos ao novo Com tudo o que sou.

(Ei, eu vou gostar muito de saber o que vocês acharam, mesmo sendo provisório, tá?)

Novidades (sério?)

terça-feira, 22 de março de 2011

A última vez em que fiquei sem internet em casa foi há duas semanas, quando troquei a prestadora do serviço de internet aqui de casa. (Podem ficar orgulhosos por eu ter feito toda a negociação via telefone?) Foi a tarde do dia sete desse mês - pois é, recesso de carnaval e os caras trabalhando - e eu só pedi pra desligar o serviço quando me ligaram dizendo que o técnico da outra operadora já estava a caminho. Ficar sem internet não dá, né? Engraçado é que cortaram a banda larga minutos depois, já a linha telefônica ficou ativa por algumas horas...

Na semana passada declarei a minha dependência dos serviços da Google Co (aqui, ó!). Mas é claro que nada disso funciona offline, né? Já imaginou sua vida offline? Eu não quero nem pensar! Aliás, só pela limitação no acesso à internet no trabalho eu já me sinto prejudicada. E quando eu passo o dia fora, então? Preciso de um celular com acesso à rede, urgente! Nem que seja só pra acessar email pessoal e twitter.

Com acesso à internet eu resolvo quase todos os problemas que podem surgir na minha vida. Desde renovar um empréstimo de livro que está vencendo, até impressionar o namorado com uma receita de Danette caseiro. Por falar em namorado, não sei o que seria dele e de mim sem essa bendita internet. Setecentos quilômetros de distância só não são driblados com mais eficiência porque.. bem... é virtual, né? Mas pra quem não é chegada em telefone, é quase solução!

Ah, não posso deixar de falar dos meus amigos, dos irmãos, dos encontros... Eu acho engraçado como ainda existe gente que reage com espanto quando eu conto as minhas aventuras internáuticas. Minha chefe quase me bateu sexta-feira porque eu disse que já tinha ido ao Rio de Janeiro encontrar pessoas que só conhecia pela internet e ficar na casa de uma delas. É claro que existe gente do mal, mas a gente se dá mal no mundo real também. E, como cautela e canja de galinha bacon nunca é demais, segue essa receita que você vai ser feliz com seus amigos virtuais cada vez mais reais.

Legal é ver como tudo tem se adaptado pra funcionar através da rede. Velocidade, conexão, interação, aproximação. Todas essas vantagens e mais para funções antes impensadas. Eu, que tinha deletado minha conta no Facebook porque não aguentava os emails de Farmville, tive que reativar por causa de uma disciplina na faculdade. Não é nada de Direito Virtual, Responsabilidade nas Redes Sociais, Liberdade de Expressão Online... (Existe? Inventei todos os nomes) É Direito Financeiro, com o professor mais conectado que eu já tive (twitter dele) até hoje.

A internet é uma via de comunicação infinita. Amo coisas infinitas! Aqui você pode se expressar, sem conjunções adversativas. E quando alguém tentar te calar, te censurar, faça seu direito valer. Você tem voz. Infinita. Alcance mundial. Quem poderia imaginar isso? Que marca você está deixando no mundo?

PS: Pra quem não aguenta as besteiras que eu falo no twitter, o blog agora tem sua própria conta. Quem aguenta também pode seguir, tá?
PS²: Como eu tenho voz infinita, resolvi estender pra, além de falar pelos cotovelos, falar também pelos joelhos, tornozelos e demais articulações. Enfim, conhece o Verbete Legal? Não é porque é meu, não é sim, mas é legal mesmo! E também tem twitter!

Vida em rede

sexta-feira, 18 de março de 2011

Não vim falar de nenhuma novidade da empresa que está mais presente que o Bradesco. Eu nem sou cliente desse banco, nem estou por dentro das últimas que eles aprontaram. Eu só vim aqui pra dar o meu testemunho de dependência, e vim fazer isso aqui porque estou certa de que encontrarei apoio de muitos que se identificarão com meu problema.

Tudo começou quando eu estava na oitava série e usava o Cadê (ainda existe?) para fazer trabalhos escolares. Ouvi duas colegas conversando sobre o Google e o procurei logo que cheguei em casa. Achei lindo o nome todo colorido, vocês sabem que eu gosto de cores. E as doodles? Todo dia entrava pra ver qual era o desenho. E o fato de cada página de resultado da busca corresponder a um 'o', achei incrível! Totalmente deslumbrada. Depois desse dia, meus trabalhos escolares nunca mais foram os mesmos.

Hoje não vou a nenhum lugar desconhecido sem procurar no Google Maps, pesquisando atentamente qual é o melhor caminho. Também uso o Google Maps pra saber quantos quilômetros eu andei, quando parto rumo ao desconhecido sem a bênção googlal.

Meu dia está ordenado em três agendas. Uma para o devocional, outra para o escritório, e outra onde realmente organizo meus compromissos diários. A última também veio do Google. Com essa agenda eu posso alterar o horário e a duração dos mesu compromissos sem precisar ficar rabiscando tudo. Não dá pra me confundir com minhas próprias anotações. Também posso olhar os compromissos do namorado e saber se ele está ocupado. (Ué, gente, como é que eu vou saber de outro jeito? Google aproxima!) Aliás, essa função de compartilhar agendas é ótima. Você pode ter uma agenda pra toda a turma da faculdade, ou para o seu grupo-mafioso-de-tradução grupo de amigas.

Nesse exato momento, como na maior parte dos momentos da minha vida que estou na frente de um computador, todas as minhas abas menos uma (Twitter) são dessa empresa. Gmail, Google Reader, Blogger, Google Agenda, Google Web, Google Docs. O Gmail dispensa explicações. É simplesmente o melhor serviço de emails da galáxia e até o Douglas Adams concordaria comigo se fosse vivo. E não adianta desmentir porque ele está morto, então vale o que eu estou falando. Sobre o Reader já comentamos. Aliás, comentar é a única função que falta para tornar esse aplicativo na perfeição para o mundo bloguístico.

Por falar em blog, até esse blog está hospedado no Google! Está certo que não é a melhor hospedagem do mundo, mas é a mais simples e é totalmente grátis. Quem se perde no Wordpress e termina perdendo a paciência levanta a mão! \o/ Viram? Eu venho aqui falar como o Google me domina e caio nessa ironia, de falar justamente no blog hospedado pelo Google.

A última (de mais recente, não de derradeira) maravilha da minha vida é o Google Docs. Nunca mais tive medo de queimar pendrives ou riscar CDs. Vocês ainda usam CD? haha Depois que eu descobri que podia guardar meus arquivos importantes no Google, nunca mais surtei quando o computador morreu. Bom, só uma vez que eu tinha esquecido de colocar alguns arquivos importantes, mas eles passam bem agora. Foi só um susto. A facilidade de poder abrir seu documento em ualquer computador ligado à internet é incomparável. E pra quem não gosta de mexer no navegador, é só exportar, modificar e depois importar de novo. Tá guardado!

Ih, o navegador... Até isso! Eu era fã incondicional do Mozilla Firefox, até que ele começou a dar problema. Aí me acostumei tanto com a interface do Chrome que não consigo mais usar um navegador com todas aquelas barras de um monte de coisas em cima daquilo que me interessa. Ah, consigo, sim. Mas que dá agonia, dá. A única coisa que não gosto do Chrome é pra fazer download. Eu não consigo fazer com que ele abra sem salvar. Alguém sabe?

Ah, vou perguntar pro Google!

O Google pode mudar sua vida (de novo)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vocês estão falando com a mais nova estagiária de Direito do sul do Brasil! Uhul! (Mas você não tinha estágio? Tinha e tenho, mas aquele chefe virou cliente, e a gente já tinha combinado que eu poderia arranjar outro estágio se quisesse, até porque são só três horas por dia no outro estágio do ex-chefe-agora-cliente) Já fazia algum tempo que eu estava procurando estágios. Na verdade, eu nunca parei de procurar. Desde o ano passado fiz milhares de entrevistas (umas cinco, no máximo) e por isso posso dizer que TUDO O QUE VOCÊ OUVIU ESTAVA ERRADO! 

MITO 1 Em entrevistas, use esmalte claro.
Em uma entrevista, seja você mesma. Vocês, garotos, não precisam ler essa parte porque não usam esmalte. Eu gosto de esmaltes coloridos. Laranjas, verdes, azuis, roxos... E em várias entrevistas eu lembro bem da cor de esmalte que estava usando. Em apenas uma era um rosa bem clarinho (Gatinha, Impala). Em outra usei marrom (Marrocos, Risqué). Depois eu pirei de vez. Verde (Dote), roxo (aquele fosco da risqué que eu sempre esqueço o nome), e por fim, o sinal dos tempos: fui sem esmalte algum na última entrevista. Porque eu estava com um esmalte cor de rosa com brilhinhos muito infantil, e se tem coisa que eu tenho trauma é de parecer infantil. (Se você gosta de usar esmalte infantil, não se reprima. Seja você mesma!)

MITO 2 Cuidado com cores fortes
Cores fortes é o meu nome do meio. Bom, na verdade meu nome do meio é Adelinne, que significa 'nobre, princesa', nada que tenha muito a ver com cores fortes. Já deu pra ter a prévia com os esmaltes, né? Essa semana ouvi pessoas dizendo que eu sou chique, mas eu sou mesmo é berrante. Sei ser discreta, é lógico. Mas eu amo usar uma cor extravagante! Minha bolsa favorita no universo é laranja. Não laranjinha. Laranja. Não sei se alguém já percebeu que essa é a minha cor favorita. Hoje eu resolvi combinar um vestido verde com a bolsa laranja. Um LINDO vestido verde, aliás. E não fui prejudicada por isso. Só não vista o arco-íris inteiro de uma vez. Tenha parcimônia, por favor, tá?

MITO 3 Tente parecer normal e comum
Eu tentei. É sério, eu tentei. Arrumei meu cabelo curtinho (nem contei que cortei, né?) super bonitinho, mas fui de ônibus, em pé, em frente à janela. Quando cheguei lá, meu cabelo já estava todo alternativo (do jeitinho que eu gosto, por sinal). Comportado? Meu cabelo? Só com muita oração! Estava com aquele voluminho que só quem assume muito bem os cachos consegue suportar. E os brincos? Um grande e um pequeno. (Tinha uma haste entre a bolinha e a borboleta, mas a haste de um deles quebrou e eu emendei a borboleta direto na bolinha, aí ficou cada um de um jeito). Enfim, sempre disse que eu gosto de ser alternativa, de fazer diferente, de ter o meu jeito.

MITO 4 Cause uma boa impressão
Definitivamente você não precisa causar uma boa impressão. Seja lá qual for o papel que você interpretar no dia da entrevista, não vai conseguir mantê-lo durante todo o tempo que trabalhar ali (se for contratado). O resumo de toda essa ópera aqui é: seja você mesmo. Quem vai te contratar tem que gostar de você, do que você é. Não tenha medo de parecer bobo. Se isso acontecer, talvez você seja bobo demais pra aquilo que precisaria enfrentar. Não, não tente causar uma boa impressão. Seja uma boa impressão.

Adendo (palavrinha de jurista essa, né?): Se você tem um blog, por que não colocá-lo no currículo? Já tive muitas oportunidades por causa de blog. Oportunidades de vários tipos. E nunca perdi a liberdade de falar o que eu quero por causa disso. Aliás, na penúltima entrevista que eu fiz ficamos, eu e o entrevistador, a metade do tempo conversando sobre o blog e Os Meninos da Rua Paulo :)

Desmitificando as entrevistas

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu sempre encho a paciência da minha mãe porque ela explica demais as coisas. Não basta ligar e dizer 'sinto muito, não posso'. Ela tem que contar com detalhes porque ela não pode. Não importa se a pessoa não quer ouvir, ou se ela não precisa ouvir, ou mesmo se é melhor pra todo mundo que ninguém fique sabendo disso. Ela acha que deve explicação pra todo mundo. Não deve, mãe. Mas do que eu estou falando? Vim aqui só pra me explicar hehe

Estava feliz e sorridente com um ritmo consistente de postagens. Começou com dia-sim-dia-não e acabou ficando uma por dia. E eu afirmo, era pra continuar assim. Não foi culpa minha, não. Ou talvez foi. É que aconteceram coisas, surgiram prioridades, sabe como é. Por exemplo, era pra eu ter postado aqui a resenha da biografia de Monteiro Lobato, do Desafio Literário. Aliás, vocês nem estão sabendo ainda. Eu tive que mudar as duas biografias. Não achei a Olga nem a Christiane F. na biblioteca. Fiquei com Monteiro Lobato e Virgolino Lampião e estou feliz da vida com a troca. Aguardem ;)

Então, o que aconteceu? Já que vai explicar termina de contar, né? Aconteceu que na semana passada eu passei no oftalmologista.Aquele médico chato que diz que você não estava usando óculos direito quando você sabe que estava, que seu grau aumentou demais e a culpa é sua, que agora você tem que usar o óculos direito, mais vezes. (Oi, tenho que usar óculos enquanto estiver dormindo? Pelo menos nos meus sonhos eu tenho que enxergar bem SEM óculos, né?) Aí que a pessoa teve que trocar as lentes dos óculos e não achou uma ótica decente nessa cidade que fizesse pro outro dia. Imagine minha depressão ao saber que não poderia ler de quarta até segunda-feira. E só ficaria pronto às cinco da tarde! Quando cheguei em casa, eu chorei. Não foi por esse motivo, mas vamos fingir que foi para adicionar um drama na história, ok?

Então, fiquei quarta e quinta-feira olhando pra esse livro enorme, com um bico infantil e uma vontaaade de ler muito grande, mas não li nada. Tentei. Não li. Fazer o quê? Vida difícil essa das pessoas que enxergam menos que as outras! Por isso ainda faltam 100 páginas da biografia quando eu já devia ter terminado. Por isso e porque meu namorado apareceu de surpresa no fim de semana. Não troco meu namorado por um livro. Especialmente um namorado que mora a muitos quilômetros de distância e que vem me ver poucas vezes, sempre muito rápido.

Ah, teve mais uma coisa também. Vocês sabem que eu trabalho lendo. Sem ler, não dá pra trabalhar. Tenho pilhas de livro em minha mesa e minha vergonha na cara não me deixa fazer outras coisas quando eu tenho prioridades. Sim, eu tenho prioridades na minha vida. E como o que paga as contas são os livros e não o blog... sinto muito, querido. Fica pra depois, tá?

Agora vamos trabalhar que já expliquei demais. Nem sei porque eu fiz isso! Ah, sei, sim. Porque eu falo da minha mãe, mas faço igualzinho. Pago língua. Cuspo pra cima pra cair na testa. Vai ver que eu acho bom, né? 

Não acho, não.

Explicando o que não preciso pra quem não tem obrigação de saber