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sexta-feira, 29 de março de 2013

(Ó eles aqui traveis...)

Bem-vindo ao mundo da internet, onde só é permitido amar ou odiar. Não dá pra simplesmente gostar ou não gostar. Ou estar nem aí pra isso. Cada manifestação é um discurso inflamado que contém muito mais ódio que amor. Até quando se ama alguma coisa, odeia-se os que não amam. Qualquer assunto - um livro, uma marca, um sabor de macarrão instantâneo - vira motivo de discurso.

O problema é quando o alvo do discurso são as pessoas. "Brasileiro deveria canalizar seus ódios contra a corrupção". Mas é claro. E contra a fome, a miséria, a injustiça... Odiar uma atitude, uma situação ou uma consequência é muito diferente de odiar quem a provocou. Muito mais difícil, é claro, porque se eu odeio uma pessoa posso responsabilizá-la por um monte de coisas, até pelo que não disse ou fez. A internet aceita tudo e os haters always gonna hate. Enquanto tem plateia tá tudo certo.

Você é a guerra que você luta. Se sua guerra que não vale a pena...

Age don't matter like race don't matter like place don't matter like what's inside.

Música da Semana: The War Inside (Switchfoot)

sábado, 2 de março de 2013

Essa semana não foi fácil. Muito problema, muita notícia ruim, muito chororô. Cada um tem sua reação às dificuldades, né? Eu sou dessas que choram. Depois do choro, vem a raiva. Quando passa a raiva, eu começo a pensar. Mas fazer a raiva passar é mais difícil do que parar de chorar. Cada um tem sua receita. Ouvir aquele CD, pensar naquele lugar, conversar com aquela pessoa... A minha receita é Geller-fashioned: uma pia de louça, uma massa de bolo. Pra acompanhar, uma música no repeat.

Hoje foram duas pias de louça, uma torta de cachorro-quente e um bolo de cenoura. Pra acompanhar, os agudos doídos da Britt Nicole. Essa música me lembra a minha irmã mais velha (porque é uma das que ela gosta), e isso me traz conforto - porque eu lembro que ela está lá, orando por mim. Lembrei também da formatura dela, em janeiro; que ela passou por algumas das dificuldades pelas quais eu estou passando agora, e sobreviveu; que em breve será a minha colação de grau. E que ela também está andando comigo esse tempo todo :) (Ai, que saudade!)

You've been walking with me all this time


PS: Não gostei das versões acústicas (Air1, K-Love, Canal da Britt). São sofriiiidas. Prefiro essa, que é alegrinha.

Música da Semana: All This Time (Britt Nicole)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Fim do mundo. Há quem diga que o fim do mundo já aconteceu e que a nossa vida é uma ilusão. Outros anunciam o fim do mundo e marcam data para acontecer, com base em todo tipo de sinal e profecia. Para muitos essa história de céu e inferno é bobagem - afinal, o que pode ser mais difícil que essa vida aqui? O fato é que está cada vez mais difícil viver nesse planeta, e todo mundo consegue encontrar vários motivos pra querer dar o fora. Ser otimista é bom, mas ser realista é melhor. Se o bom da vida é o seu lado "coca-cola" - faz mal, engorda, provoca gases nocivos e o gosto é horrível - o melhor da vida só vem depois do fim. 

Quando menos se esperar, como um relâmpago que aparece de repente por um instante, virá o Filho do Homem, sobre as nuvens, para chamar os que são seus. No fim, todas as respostas certas se submeterão à única verdadeira. Quando o mal achar que tem o controle sobre todas as coisas, será derrotado de uma vez por todas e o Reino se estabelecerá. Toda "certeza" vã, por mais científica que seja, será destruída. Nesse dia, toda a raça experimentará a cura para todo o mal, onde não existe choro, nem dor, nem TPM. Essa é a nossa esperança: esperamos pelo fim. Esperamos pelo céu. Esperamos pela vida eterna e abundante. Enquanto isso, não custa insistir: o inferno é bem pior que isso aqui.

Existirá, e toda raça então experimentará para todo mal a cura.


Música da Semana: A Cura (Lulu Santos)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Desde a semana passada, as tardes preguiçosas de domingo ficaram muito mais interessantes com a estreia do ‘tal do’ The Voice. Não que o programa seja lá uma maravilha, já que 09% da graça está em acompanhar os comentários da Cintia e da Lilian no Twitter (e os meus também, já que nunca fui modesta). De vez em quando também parece um Felipe pra perguntar o que está acontecendo, de onde veio e pra onde vai. Quem me viu no twitter nos últimos domingos já sabe o que eu procuro nA Voz: PODER. Vozes meiguinhas são confortáveis, boas de se ouvir num dia de chuva, depois de um dia complicado no trabalho, voltando de ônibus, sentada, com a cabeça encostada na janela (se fosse em pé, seria um rock bem pesado, pra ajudar a fluir a raiva enquanto xingo um tal de Murphy que inventou as quintas-feiras). A VOZ tem que ser uma voz que arrepia, que mexe com o estômago da gente, que faz o coração bater bem forte. De preferência que comece suave, pra não assustar a freguesia, e vá crescendo, crescendo, até alcançar O PODER e levar as mocinhas do sofá a um or... dar um gritinho incontido de emoção.
 
A música da semana é assim, e eu gosto muita dela porque ela fica bem na minha voz. (Vamos relevar o fato de que ela originalmente é em G e eu canto em E, um tom e meio abaixo, porque na verdade esse fato apenas comprova a injustiça desse mundo onde os belos contraltos são oprimidos pelos sopranos irritantemente agudos ~no hard feelings~). Ele é Exaltado é uma música antiga, originalmente He is Exalted, da Twila Paris (ela só começa a cantar depois de 2:30; a roupa dela não é engraçada?), com versão em português de Adhemar de Campos, e é impressionante como a letra se encaixa perfeitamente com a melodia crescente. Ah, vamos somar dois mil pontos a favor da música simplesmente pelo fato de se tratar de uma música curta, que não precisa vencer ninguém pelo cansaço. Em menos de dez compassos 6/8 (Atenção: estou marcando o tempo com os dedos no meio de uma aula de processo penal. Tenho todo o direito de estar errada.) a música cresce e emociona. (Everybody hates músicas de quatro versos que duram dez minutos). E é pra isso que serve a música: pra alcançar o coração das pessoas, emocionar.
 
[coloco o vídeo assim que decidir qual vídeo eu vou incorporar no post ;)]
 
(Falando em emocionar, preciso dizer que essa semana carrega fortes emoções, a começar com cantar essa música no domingo à noite; depois começar a ler Jogos Vorazes na segunda-feira, terminar o livro no dia seguinte – fiquei lendo até uma da manhã, já faz oito horas, e ainda estou emocionada; começar A Visita Cruel do Tempo na quarta-feira... tomara que eu não esteja na TPM, porque, nesse caso, se vier um caso de abuso sexual na minha mesa eu vou chorar).





Música da Semana: Ele é Exaltado (Adhemar de Campos)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Bethany tem uma voz suave. A trilha sonora perfeita para ouvir quando se chega ao final do dia com o cansaço de quem passou o dia todo carregando sacos de cimento - mesmo sem ter saído da cadeira o dia todo. Às vezes o cansaço mental derruba a gente de um jeito, né?

Além disso, ela tem a mesma voz que aparece nas gravações de estúdio em seus CDs nas gravações ao vivo/amadoras. (Eu amo a Francesca, mas não aguento aquela voz de carneirinho nos acústicos improvisados dela).

Mas o mais legal de tudo, é que eu acompanho a carreira desde o início, e essa música é uma das minhas favoritas. Chega de falar, porque hoje é um daqueles dias em que o cansaço é tanto que parece que passei o dia caminhando em um deserto africano. Quero Behtany Dillon e o melhor lugar do mundo: minha cama.


Música da Semana: Everyone to Know (Bethany Dillon)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Não surge uma raivinha no fundo do fígado quando você está procurando uma música no youtube e o único vídeo que você encontra é de um adolescente cantando e tocando violão com o áudio do CD ao fundo? Por essas e outras tenho o maior preconceito com covers de todo tipo. Não, eu não vou ouvir a fulaninha cantando com o fulaninho, mas não vou mesmo.

Só porque eu vivo pra me contradizer, esses dias minha dupla vocal me mandou um vídeo dessa outra dupra cantando uma música da Nívea Soares. Pra quem não gosta de covers, nem de Nívea Soares, pra que eu fui ouvir? Ouvi por consideração à pessoa que mandou o vídeo e depois ouvi outro, e outro, e outro. Só tem cover no canal deles, mas isso não é nada pra uma doutora em pagação de língua, né?

Falando em coisas que eu não gosto, passamos às coisas que eu gosto: eu gosto de voz e violão. Assim, sem mais nada. A voz pura e o violão bem tocado. Eu gosto de contralto, por razões muito lógicas. Eu sou um contralto oprimido nesse mundo de sopranos agudíssimos onde os contraltos só aparecem para fazer a segunda voz. O óbvio: eu gosto de vídeo com qualidade. Quem aguenta vídeo com áudio desregulado, que primeiro faz você colocar o volume no máximo e depois explode seu cérebro numa surpresa fatal?

A música escolhida é a minha preferida deles porque as outras são enjoadinhas (Me aaaaama, eeeeeeeeele me aaaaaaama...; Se eu apenas te tocar um milagre viverei em minha vidaaaaaa [325]; mais Nívea e Heloisa Rosa. Yes, but no). Essa tem um ritmo legal, com refrão chiclete. Também me parece que essa música explorou melhor a voz linda dessa moça. Não conheço o original, e se ouvi cinco vezes esse Thales Alberto Roberto, foi muito, então nem vou fazer comparações. Só sei que essa versão deles ficou ótima.

Música da Semana: Deus da Minha Vida (Gio e Álvaro)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Olha o Switchfoot aqui traveiz, só que agora pra me fazer pagar língua. Sim, porque quem não se lembra pode ver quando Gone foi a música da semana (e desde então quase um ano se passou...) que eu dizia que não gostava muito deles. Agora eu tenho que dizer que nas últimas semanas não ouço outra coisa senão Switchfoot e MPB. Acho que foi depois que eu apaixonei (ui!)... caí de amores... ai, gente, como dizer que eu gosto muito dele sem me comprometer com meu digníssimo? pelo Jon Foreman, assistindo as apresentações extras que ele faz depois do show pra quem fica para os remanescentes. Pra quem não gosta de artista afetado, fica a dica de gente-boazice.

Mas Mess of Me não é exatamente a música de uma pessoa muito legal, não. É uma confissão de quem estragou a si mesmo. Quem já fez muito mal à sua própria pessoa e não aguenta mais isso. Não é o que a gente faz o tempo todo? Sentimentos, ideias, pensamentos, atitudes... coisas que a gente cultiva e que nos adoecem. E nós sabemos disso, mas continuamos. Eu sou a minha própria doença.

Chega, né? Não existe nenhuma necessidade pra continuar com essa palhaçada. Não existe. Sem desculpas. Nós sabemos que não é melhor desse jeito. Isso é só preguiça de mudar. Ou de admitir que você é sua própria doença. 

Clica que aumenta!
Eu baguncei com a minha vida
Eu quero recuperar o resto de mim
Eu baguncei com a minha vida
Agora eu quero passar o resto da minha vida VIVENDO.

E eu que sempre digo que ser feliz é pra quem quer... Que a gente só muda se quiser mudar. E que quando a    gente quer mesmo, a gente muda mesmo. Não vem com essa de já tentei e não consegui. Não conseguiu porque não tentou direito. Ou porque não queria tanto assim. Porque a gente tem mania de se agarrar com o que faz mal e com o que não presta. Mas eu escolho ser feliz hoje. O resto a gente joga fora.

Não gosto de incorporar vídeos, mas eu gostei taaanto desse!

Música da Semana: Mess of Me - Switchfoot

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ela é uma delicinha. A voz dela é macia, delicada, mas firme. Canta sorrindo e dançando, como uma menina contente com a sua brincadeira. E de tanto gostar, contagia. Faz a gente gostar também. Uma elegância, uma singeleza, uma apresentação completamente despretensiosa que faz a gente sorrir. E aqueles olhos de ressaca, como os de uma moça que eu amo tanto. Parece mesmo uma criança, uma menina brincando de cantar. Se ela canta assim brincando...

Não é uma linda?
O amor é um descanso quando a gente quer ir lá 
Não há perigo no mundo que te impeça de chegar
Caminhando sem receio vou brincar no seu jardim 
De virada desço o queixo e rio amarelo
Agora é hora de vibrar
Mais um romance tem remédio 
Vou viajar...
Lá longe tem o coração de mais alguém.


E essa música morou na minha cabeça a semana toda. Deve ser a saudade desse coração que está longe, longe. Às vezes dá vontade de ser louca, louca. Pena que essa vontade dura tão pouco tempo. Se eu não posso ir, vem pra cá, seu meu lindo! Vem?

(Vocês perdoam mais um momento romântico? Posso ter um ataque de romantismo toda semana? É permitido?)

Música da Semana: Mais Alguém - Roberta Sá

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ao meu alcance é o primeiro CD do Ministério de Jovens e Adolescentes da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Lançado em setembro do ano passado, o álbum leva em seu título o tema da juventude para 2011, com as músicas mais cantadas durante o ano nos cultos de sábado (e sexta). Entre versões e composições, temos cultos de verdadeira adoração. Quando a gente nem percebe que veio cantando no caminho até em casa. Na rua. Ah, e no ônibus. O louvor da juventude da PIB é contagiante. No meio de todos aqueles jovens, você se sente parte... mesmo que não conheça ninguém ali. Apesar disso, o CD foi gravado em estúdio - o que diminuiu muito o brilho das músicas. Um daqueles casos raros em que eles fazem melhor ao vivo. 

Eu falaria um pouquinho sobre cada música, mas aí esse um pouquinho acabou ficando grande e, bem... são onze músicas. Então eu vou falar rapidinho sobre elas num parágrafo só em poucos parágrafos. As três primeiras faixas, Abra o Coração, Nosso Deus e No Espírito de Deus Há, são versões de, respectivamente, Did you feel the mountains tremble? (Delirious?), Our God (Chris Tomlin) e Where the Spirit of the Lord Is (Chris Tomlin). As duas primeiras foram, definitivamente, as músicas do ano. Destaque para No Espírito de Deus Há, que samba na cara da sociedade brinca com a letra jogando um estilo techno na música. Se no Espírito de Deus há liberdade, por que não?

Depois temos Somente N'Ele e Amor Maior, composições de, respectivamente, Sally Poubel e do Pr. Michel (pastor da juventude da PIB Curitiba). São lindas! A primeira tem uma melodia envolvente, com notas longas no final dos versos (o que é muito legal pra dar vontade de cantar junto), e a intérprete, Dani Lima, tem uma voz linda. Amor Maior já é conhecida em Curitiba, gravada originalmente no álbum Compromisso e Adoração, da Pib de Curitiba, mas eu gosto muito mais do arranjo de Ao meu alcance. Já era boa, ficou ainda melhor!

Depois temos Quebrantado, que é uma música que eu, pessoalmente, não gosto. Sabe cisma? Eu costumava gostar dela como Sweetly Broken (Jeremy Riddle), mas depois enjoei e desgostei de todas as versões. Eu sei, é besteira. Quem não tem nada contra a música vai gostar. Mais Perto de Ti e Gratidão   são também da Sally Poubel. Essa guria é um talento! A música é linda e tem no MySpace dela. Quer saber como é o sotaque curitibano legítimo e carregado? Vai lá hahaha. Gratidão foi gravada pela Talita, que é a ministra auxiliar de adoração na PIB e Líder do ministério de louvor dos adolescentes e jovens. E tem uma voz de arrepiar. Excelso é de composição do Pr. Michel e... sei lá. É legal, mas não é ótima. Acho que ficou meio apagada no meio das outras. Não sei se foi a interpretação ou o quê... a letra é ótima, mas eu nem consigo me lembrar da melodia de cabeça, sabe.

Pra fechar o CD, Hosana, num arranjo bem mais rapidinho (e sem aquela voz derretida) que na versão da Mariana Valadão. Gosto mais. Por último, Tu És Bom, que eu sei que já ouvi a original, mas não lembro qual é... as duas dão vontade de dançar. São muito alegres! E encerrar um álbum que é um sonho de uma galera com Deus é bom o tempo todo é muito válido.

Depois de tudo isso, só tem um probleminha. Eu não sei onde vendem o CD. Quero dizer, comprei o meu lá na PIB, num estande, depois do culto, mas não sei se vende em outro lugar você pode comprar o seu pela internet, na loja do Dia a Dia com Deus. Também não encontrei todas as músicas pra ouvir no youtube, e algumas no Vagalume, sem áudio, e nenhuma delas no Letras.terra, o que é uma pena. São muito boas mesmo. UPDATE: dá pra ouvir todas as músicas do CD no Grooveshark. [Valeu, gente! ;)] Agora vou imitar a Cíntia e colocar os links que eu achei, com um ♥ do lado das minhas favoritas.

Abra o Coração
Nosso Deus 
No Espírito de Deus Há 
Somente N'Ele
Amor Maior
Quebrantado
Mais Perto de Ti
Gratidão
Excelso
Hosana
Tu És Bom

PS: Eu falo que eles fazem melhor ao vivo, e quando vou procurar os vídeos, mordo a língua - com que música? Quebrantado. Pois é. Acho que é porque eu não fui no culto de lançamento. Nos cultos que eu vou eles arrasam ;)

CD Ao meu alcance - Juventude da PIB de Curitiba

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eu amo viajar, mas é bom voltar pra casa. Mesmo que não seja a casa dos seus sonhos, mesmo que não seja a sua casa definitiva... é bom ter para onde voltar. É muito bom saber que você tem um lugar para onde voltar. É bom seguir em frente, mas às vezes é preciso retornar. Mas às vezes é preciso voltar a ser. Aquela saudade de quem você era. Aquela vontade de ser de novo. Você pode. Você sempre pode voltar a ser.

É bom saber
É bom sentir os braços da graça
Saber que os meus erros estão encobertos pelo seu amor
É bom saber
É bom ver que você não muda
Quando está dito e feito, você sempre será suficiente
Saber que eu sempre posso voltar pra casa
É bom saber

Eu não duvido que não seja a primeira vez; também não tenho certeza se será a última. Provavelmente não. Mas isso não importa. O fato é que você sempre pode voltar. E permanecer. 

Olá, velho amigo
Eu sei que já faz algum tempo
Estou aqui outra vez e não será a última vez que eu caio
Mas você não vai me deixar ir longe demais
Você está falando ao meu coração.

O problema é que voltar implica deixar. Você não pode voltar pra casa e erguer ali dentro a barraca onde você morava. Por mais legal que fosse morar naquela barraca, agora você está em casa. E as coisas de camping ficam no quintal. Ou no armário da lavanderia. E o lixo, bem... o lixo vai pro lixo. O lixo tem que ir pro lixo. Por mais bonitinho que seja, logo ele vai atrair pestes para dentro de casa e você não vai querer isso. Será pior do que morar naquela barraca. Jogue o lixo fora.

Tchau, velho eu
Há muito mais que eu sei que eu posso ser
Então leve as minhas preocupações embora quando sair
Estou contando com a esperança
Porque eu nunca estou longe demais

É bom saber que você tem alguém com quem contar. É bom quando você não tem a sensação de que todo mundo foi embora da sua vida. É bom cultivar as pessoas. É bom ter uma porta onde bater numa noite de desespero, alguém pra quem ligar, mandar um email, uma DM... É bom saber que tem alguém do outro lado pra te fazer enxergar no escuro.

É bom saber que há uma segunda chance
Saber que está tudo em suas mãos
Mesmo quando eu não consigo entender
Porque eu sei que eu vou ficar bem
E vou conseguir enxergar o que há do outro lado
Às vezes é preciso passar pela escuridão
Para então abrir os olhos

Ah, e é mais do que bom poder contar com Deus. Em todo o tempo. É bom ter a confiança de que está tudo em suas mãos. De que vai ficar tudo bem. É bom ter certeza de que esse amor te envolve. Que suas coisas estão seguras em casa. Que você está seguro. Ele está cuidando.

PS: A Francesca Battistelli está no Perfil dessa semana na Rádio Free. Já viu?

Música da Semana: Good to Know - Francesca Battistelli

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Esse final de ano está sendo uma loucura. Essa é a época do ano em que eu geralmente entro naquele ritmo lento e começo a fazer planos para o ano seguinte. Aquele momento de descansar e respirar fundo pro que vem em seguida. É no mês de dezembro que eu tomo muitas decisões, me comprometo a fazer um monte de coisas, assumo compromissos para o ano seguinte. E isso sem falar das tais resoluções de final de ano.

Este ano eu fui sabotada. Não relaxei. Não fiz planos. Não diminuí o ritmo. Trabalhei (e estou trabalhando) intensamente. Estudei (e estou estudando) sem parar. Fiquei dias e dias esperando definições que nunca vieram, ou que no fim levaram todos os planos quase construídos por água abaixo.

Não dá pra relaxar, estou andando rápido
Eu vou encontrar o tesouro, mas eu não tenho um mapa
Eu queria saber o que você tem preparado pra mim

A poucos dias do fim do ano, os planos que eu tenho valem somente até a metade de janeiro. Depois disso ainda pende um grande ponto de interrogação que ainda me incomoda, mas estou tentando viver com ele. Por isso a música dessa semana é também a música desse mês inteiro e, provavelmente, o tema do ano que vem.

Eu não sei como é o fim da história
Mas vou ficar bem porque foi você quem a escreveu
E eu não sei onde vai dar essa estrada
Mas estou tranquila
Porque você está no controle
Mesmo quando eu não sei
O que vai acontecer na minha vida
Eu fico só imaginando

De certa forma, ter tudo planejadinho, tudo bem amarrado, pode ser mais difícil. Eu não sou bem a pessoa que deixa de viver porque isso não estava nos meus planos. Esse ano saiu muito diferente do que eu imaginava, já chorei muito pelas batalhas perdidas, mas eu fico aqui imaginando o que eu posso fazer com aquilo que me acrescentou nessas batalhas. É claro que eu quero saber o que está acontecendo. E quero mais ainda saber o que vai acontecer. Quero saber em que momento da história foram parar todos os planos que eu tive que adiar por tempo indeterminado. Ou será que eles evaporaram e eu nem percebi?

Eu fico tentando ler sua mente
Mas esqueço que a paciência é uma virtude
Você está me ensinando a aguentar firme

Pode parecer contraditório, mas essa sensação de incerteza precisa vir junto com uma confiança infinita no que Deus está fazendo. Esse negócio de ficar tranquila por saber que Deus está no controle mesmo não sabendo de nada do que está acontecendo não é fácil. É como quando fazem uma festa surpresa pra você com uma programação toda elaborada, e você nunca sabe o que vem em seguida.

Estações vêm e vão
Mas você decide

Eu posso não ser a pessoa mais decidida do mundo, mas eu gosto de ter o poder de decidir. Tenho uma determinação e uma vontade de independência desde a infância. É difícil deixar as decisões importantes a cargo de outra pessoa. Mesmo sabendo que essa pessoa é mais capaz do que eu.

Eu confio em você e em como você age
Eu não vou me esquecer que a paciência é uma virtude
Você está me ensinando a esperar

Eu decidi que já chega de chorar pelo que não aconteceu. Quanto mais pelo que pode acontecer. O simples fato de eu não saber o que está por vir não quer dizer que não pode ser uma coisa boa. É hora de ter essa confiança e essa paz; essa tranquilidade de quem deixou de fazer planos para confiar no especialista.

Menção honrosa à Sra. Francesca Battistelli que tem as músicas mais perfeitas sobre a minha vida. Isso porque ela nem me conhece...

Música da Semana: Keeping me Guessing

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O mês de dezembro sempre me deixa ansiosa. Não por presentes ou por árvore de plástico enfeitada. Nós nunca tivemos um desses Natais com casa enfeitada e peru na mesa. Eu nem me lembro de um Natal com toda a minha família reunida. Na verdade, eu nem sei se já passei algum Natal que não fosse como família convidada no Natal dos outros. Também nunca ganhei presentes de Natal e nem por isso sou traumatizada com a data. Na verdade eu nunca ganhei muitos presentes, sempre vivi com o básico.

O que me encanta no Natal não são as luzes, nem os presentes, nem o tal do sentimento que algumas pessoas economizam o ano inteiro pra dizer que têm coração quando chega a festividade natalícia. O que eu mais gosto do Natal são as músicas. É, aquelas mesmas que irritam 9,5 a cada dez pessoas, segundo as pesquisas do INCEB (Instituto Não Confiável de Estatística do Brasil). Eu ouço músicas de Natal o ano inteiro, em todas as línguas e versões disponíveis, mas nessa época fica ainda mais irresistível encher a playlist com essas canções. Mas essa nem é a melhor parte. Afinal, eu posso ouvir essas músicas quando eu quiser, não é mesmo? A ansiedade toda é por outra coisa.

Ah, as cantatas de Natal! Eu amo os corais, os solos, os grupos, as peças, enfim... todas essas apresentações que só acontecem nessa época. Especialmente as que eu puder assistir ao vivo, cantando junto e me emocionando. (Sim, eu choro com músicas de Natal. Todo mundo tem uma fraqueza, né?). Aqui em Curitiba tem duas cantatas que eu já considero como atração turística da cidade.

As crianças cantam nas janelinhas.
O Natal do HSBC acontece no Palácio Avenida - não é nem meu banco, mas eu duvido existir agência bancária mais bonita ;) - e é uma cantata que já acontece há vinte e um anos da qual participam quase duzentas crianças e um convidado especial, geralmente um ator infantil. É algo totalmente comercial que faz muita gente chegar cedo na Boca Maldita com seus banquinhos pra pegar um bom lugar e movimenta o McDonald's e a feirinha da Praça Osório que fica ali do lado. Mas ainda assim é lindo.

Amo quando eles falam "Feliz Nataleluia!" no final!
Só não é mais bonito que o Nataleluia, a cantata de Natal da Primeira Igreja Batista de Curitiba.  (Ainda dá pra assistir a gravação do Nataleluia aqui!)Apresentado nesse formato desde o ano 2000, o Nataleluia é não somente um espetáculo musical, mas também de dança, interpretação, cenografia, luz... mas o mais importante e a razão principal porque o Nataleluia é especial é que as pessoas que fazem parte dele sabem do que estão falando. Elas já tiveram seu Natal. Mesmo quando a parte espetacular não é tão fantástica quanto no ano anterior, ou quando uma falha técnica faz com que o ator tenha que gritar por uns cinco minutos para um público de cerca de quatro mil pessoas que assistem a cantata a cada dia de apresentação, não tem como não sentir a vida brotando de cada letra, cada nota. É isso que eu amo no Natal. 

Foi em uma cantata de Natal que eu tive o meu Natal. Esse esplendor de vida me arrebatou há exatos treze anos, foi quando Jesus nasceu pra mim. Por isso essas cantatas são tão especiais, por isso essas músicas são tão esplêndidas. Elas me lembram a vida que nasceu em mim. Jesus é vida. É Natal.

Feliz Nataleluia!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Essa música é a minha cara. Ela é engraçada. Parece infantil, bobinha, mas fala muito. Não é do tipo que as pessoas ouvem e falam 'que linda!'. A beleza está no que ela é. Não uma música que quer ser bonita, mas que quer falar alguma coisa, com um jeitinho diferente, próprio. Ela é atrapalhada e parece meio maluca. Mas ela é normal. Não, não é, não. É meio maluquinha mesmo.

Eu perdi minhas chaves
Num mundo desconhecido
E liga pra mim, por favor,
Porque eu não acho meu celular

É, nesse exato momento eu não sei onde está a minha cópia da chave de casa. E o celular é uma coisa que vive se metendo nos cantos mais difíceis da minha bolsa. Já viram alguém que consegue esquecer a carteira no escritório? Ou ir pra aula e esquecer o caderno em casa? Sério, eu já fui menos destrambelhada, mas essa tem sido uma característica marcante da minha pessoa. Quando vi que ela também tinha perdido a chave de casa, quis ligar pra dar um oi pra minha colega. Só que ela perdeu o celular e eu não sou de telefonemas.

Essas são as coisas que me deixam maluca
Essas são as coisas que estão acontecendo comigo ultimamente
No meio da minha baguncinha (eufemismo?)
Eu esqueço de como sou abençoada

Mesmo doida, ela quer dizer uma coisa muito importante. Por mais doida que a vida seja, por mais bagunçada que ela esteja, não se esqueça que existe um Deus. Um Deus que vigia seus passos, que cuida da sua vida. Que sabe o jeito certo de lhe surpreender.

Eu tenho que confiar que você sabe exatamente o que está fazendo
Pode não ser aquilo que eu escolheria, mas são essas coisas que você usa

Pessoas como eu e Francesca ouve toda hora que 'isso só poderia acontecer com você mesmo'. Mais uma das coisas que só acontecem comigo? Não, não existem coincidências. Foi mais uma das coisas-de-Deus. Coisas que Deus usa pra cumprir seus propósitos. Porque eu creio em um Deus que cuida de todos os detalhes da minha vida. Não é por acaso, é por Deus.

Música da Semana: This is the Stuff - Francesca Battistelli

quarta-feira, 23 de março de 2011


Se você é um internauta do tipo mais bobão e sem muito mais o que fazer ou tem um irmão mais novo, deve saber o que é essa imagem acima. Se você não sabe, finge que não sabe ou prefere não saber, esse 'forever alone face' simboliza as pessoas extremamente solitárias, as situações que elas passam e o que elas fazem para não se sentir tão sozinhas. Não têm com quem dividir momentos felizes (nem tristes), só recebem mensagens da operadora do celular, e quando pensam que vão sair dessa situação, percebem que foram enganadas e sentem-se ainda mais sozinhas.

Never Alone, de Barlow Girl, cujas qualidades eu não preciso ressaltar, expressa o sentimento de uma pessoa solitária com sinceridade avassaladora. Diferente de finge que vê e que sente pra não se sentir tão só, ou pra parecer aos outros que não está só. Ela sabe o que está sentindo e não finge que não está. É sincera consigo mesma e com Deus. Pra onde você foi? Ainda está aí? A diferença dessa pessoa para esse sujeito aí de cima é que ela sabe que não está só. Ela tem esperança. 

Eu clamei, mas não tive resposta
Não consigo te sentir ao meu lado
Então vou me agarrar àquilo que eu sei
Você está aqui e eu nunca estou sozinha

Mas sabe o que é melhor? A evolução do instrumental a partir do 'neeeveeeeeeer alone'. Ela sabe porque não está só. Ela sabe porque ela sabe. Não é uma crença vazia, uma esperança infundada. É impossível que ela esteja só, logicamente impossível, porque ela sabe quem habita dentro dela. Só resta crer.

Não podemos nos separar
Porque você faz parte de mim
E mesmo que não possa te ver
Eu acreditarei no invisível

Sabe o que eu sinto crescer dentro de mim quando canto bem alto esses versos? Algumas músicas não podem ser cantadas em voz baixa. Não podem mesmo! A verdadeira, real e mais incrível felicidade.

Never Forever Alone (Música da Semana)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Algumas músicas são verdadeiros compromissos. Algumas trazem em si compromissos tão solenes, palavras tão poderosas, e mesmo assim cantamos pelo costume de cantar, com a letra decorada, sem assumir de fato o que estamos dizendo, não porque não queremos, mas simplesmente porque não nos damos conta disso. Eu sei, eu já disse isso, mas vale repetir. Precisamos refletir no que estamos cantando. Sem reflexão nosso canto não passa de palavras vazias. Adoração não é isso.

Essa música, do tempo do long-play (carinhosamente chamado LP. Se você tem menos de vinte anos e nunca viu um, passa aqui que eu te mostro), deve ser conhecida de todos. Pelo menos dos que têm certa idade. Conheço algumas igrejas onde as músicas têm limite de idade. As consideradas antigas demais vão para o baú de músicas gospel e de lá só saem em algum festa dos anos 80 e olhe lá. Essa música traz um compromisso que sempre me deixa arrepiada.

E na força do Espírito Santo nós proclamamos aqui
Que pagaremos o preço de sermos um só coração no Senhor.
E por mais que as trevas militem e nos tentem separar
Com nossos olhos em Cristo, unidos iremos andar!

Quando você diz que está disposta a pagar esse preço, ou melhor, quando proclama isso, você está pensando no preço? E quando chega a hora de pagar, você lembra do que proclamou ou faz de conta que não é com você? Essa coisa de compromisso é muito séria. Tem que saber do que está falando! É não dar pra trás quando o cerco apertar. É permanecer firme!

E a parte do unidos iremos andar, hein? Quer dizer, o que mias temos visto por aí é desunião. Gente brigando, dividindo as igrejas, criando 'facções rivais'... Porque seus olhos não estão mais em Cristo, mas em si.
E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim [nós!]; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim. João 17:20-23

Música da Semana: Alto Preço - Asaph Borba

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando essa banda se iniciou, meus pais nem se conheciam. (Na verdade meu pai diz que estudou com minha mãe na quarta série, mas ela diz que não se lembra). Meu pai, minha grande influência musical, foi quem colocou Rebanhão na minha vida. Ele sempre fala de como essa banda começou, com Janires chegando com os instrumentos e convidando o pessoal pra formar uma banda, e de como eles foram excomungados das igrejas, sendo chamados de Rebanhão do Capeta, ou algo assim. Isso só porque usavam guitarras, bateria, essas coisas, sabe? Rebanhão foi uma banda pioneira, e se você gosta da sua liberdade musical na igreja, agradeça a esses caras.

Entre as músicas deles, existem algumas muito melancólicas. (Já ouviram Casinha? Deprime.) Mas as minhas preferidas são as engraçadas. Cômicas de verdade. Baião é a mais conhecida. Minha vida aqui era muito louca... Looouca... Só faltei correr atrás de avião... Acho que todo mundo já deve ter ouvido, né? (Menos o Felipe, que é o alienado dos alienados.) Mas a música que tem me divertido demais ultimamente com sua sagacidade é Casa no céu. Eu tenho uma casa no céu, você tem?

Lá não terá buracos no meio da rua
Lá não terá trânsito congestionado
Lá não terá trombadinha, nem trombadão
Desrespeitando os 80Km, fugindo da poluição


Se tu queres uma casa, naquela cidade...
Ligue para Jesus Cristo
Telefone zero zero... dois joelhos no chão

Música da Semana: Casa no Céu - Rebanhão

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aproveitando que falamos sobre 'deixar uma boa impressão', vamos emendar com um papo sobre aparência. Aparência tem conotações diferentes. Existe a aparência que as pessoas veem e a que as pessoas observam. A que as pessoas veem é importante zelar. Mesmo que você não seja lá muito ligado nisso, não vai querer parecer um mulambento esgualepado por aí, né? Ah, você quer? Desculpa aí, mas não é pecado se arrumar, tá? Faz bem pro convívio social. Principalmente se você tomar cuidado com os cheiros que anda exalando por aí. Isso se você não tentar parecer o que não é.

Quem é você? Quase ninguém vê!
Quem se deslumbra com plumas de fibra a não ser você?

Falando em cheiros que se exala, vamos passar para a segunda aparência, a que as pessoas observam. Essa é comportamental. É aquilo que você mostra para as pessoas, além daquilo que elas veem primeiro (a primeira aparência). Todo mundo vai pensar que você é assim sempre, ou deveria. Você é? Ou esse é só o 'você' que você usa pra sair? Você veste uma personalidade logo depois de calçar os sapatos?

Quem é você? Só Deus pra saber!
Volta pra vida e aterrissa pra gente te ver!

Não pense que as pessoas não vão gostar de você. Elas não vão gostar de descobrir que a pessoa que conheceram não é você. Ah, isso não vão gostar mesmo! Isso não quer dizer que você tem que ser do mesmo jeito pra sempre. Melhore sempre! Tenha o prazer de olhar para o passado e perceber o seu amadurecimento, mas mantenha a sua essência.

Vou confessar uma coisa: eu não gosto dessa música. Não consigo ouvir. Fico com nojo. Não, não é que a música não é boa. É ótima, é claro. Tanto que me dá nojo dessa pessoa genérica, artificial. Tenho nojo de gente de mentira. Sepulcro caiado. Quando criança eu ficava intrigada com essa expressão. Eu não sabia o que significava 'caiado'. Um sepulcro pode ficar muito bonito. Alguns são verdadeiras obras de arte, feitos de material nobre, mas por dentro não há nada além de podridão.

Deixe que o seu interior exale o bom perfume que precisa existir em você. Que a sua essência seja um aroma suave, sem sufocar os outros, nem passar totalmente nulo por aí. Você precisa fazer a diferença por onde passa. Cuide antes do seu interior, o exterior refletirá aquilo que você carrega aí dentro.

Música da Semana: Genérica - Resgate

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Por tudo o que tens feito
Por tudo o que vais fazer
Por tuas promessas e tudo o que és
Eu quero te agradecer
Com todo o meu ser.

Viver em gratidão é o mínimo. Já pensou em tudo o que você tem pra agradecer? Cada segundo da sua respiração. A chuva, o sol. Seu alimento, sua renda, seu emprego. Sua vida, sua família, amigos. Por ter durado mais um dia. Por ter sobrevivido a uma fase difícil. Por ter sido poupado. Por ter sido abençoado. Você nunca poderá agradecer o bastante, então seja sempre grato. É o mínimo.

Música da Semana: Te Agradeço - Diante do Trono

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu não prometo que é a última vez que eu vou falar disso. Estou numa época de muito planejamento, muitíssimas decisões, muitas crises de indecisão, muito choro, muita oração - não tanto quanto deveria, muito choro, muito pensar, muito 'o que é que eu vou fazer da minha vida?'. É por isso que ultimamente eu tenho que me convencer que Deus está no controle, que apesar de eu não estar vendo absolutamente nada, existe um futuro, o melhor futuro. 

Pra sempre eu vou andar sem olhar pra trás jamais
E sempre eu vou saber que a tua mão me guarda
Apenas poder guardar na memória a minha história

É aquela coisa que a gente sabe que é verdade, mas não consegue confiar. Quando a gente sabe que a corda é bem elástica e não vai arrebentar quando você saltar nesse abismo, mas mesmo assim você fica achando que vai precisar ser empurrada pra vida. A gente tem mesmo é que se lembrar daquilo que Deus não se esquece: Ele cuida de nós.

Eu sei, eu sei onde tudo começou
E quem, eu sei, é fiel pra terminar
O mal, o mal eu sei bem porque passei
Atravessar o deserto e depois de tudo ainda crer na promessa

Isso tudo envolve aquilo de novo. Entrega. O que é viver como um sacrifício vivo? O que é viver cada dia como se estivesse às vésperas da tua volta? Como eu vou saber qual é a vontade de Deus? Eu não posso fazer isso simplesmente porque eu acho que é o certo, porque alguém me disse isso ou porque alguma coisa aponta pra isso. Eu tenho que querer fazer isso, se não tiver vontade (voluntas agendi, diria algum professor de Direito preciosista), não vale.

Pra sempre eu vou passar pelo fogo por amor
Pra sempre eu quero viver como um sacrifício vivo
Pra sempre poder te dar a minha longa juventude
Viver cada dia como se eu estivesse às vésperas da tua volta.

Música da Semana: Depois de Tudo - Resgate

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Enquanto conversávamos sobre a música da semana passada, chegamos a conclusão nenhuma. Não alguma definida ou formal. Mas acho que no fundo todo mundo percebeu o mesmo que eu: não dá pra cantar o que a gente não vive. A música mais difícil de cantar de todos os tempos não é a mais alta. Ok, pra mim pode ser. Também não é a mais grave, ou mais comprida. A mais rápida, a mais arrastada. A mais difícil de se cantar é aquela que diz que nós vamos fazer aquilo. Aquilo que Deus pede pra gente fazer, mas que a gente sempre pergunta É comigo? Existem muitas músicas que falam disso, mas eu escolhi uma de BarlowGirl que expressa muito bem como a gente se sente. (Estou falando tudo no plural porque já combinamos que não vamos ser hipócritas, ok?)

Minhas mãos guardam meus sonhos em segurança
Segurando bem para que nenhum deles caia
Levei tantos anos pra formar cada um deles
Eles refletem meu coração, mostram quem eu sou
Agora você pede pra eu mostrar
O que estou segurando com tanta força
Não posso abrir as mãos, não posso soltar
É importante? Devo mostrar?
Não pode me deixar ir embora?

Entregue-se; entregue-se
Você sussurra suavemente
Você diz que eu serei livre
Eu sei, mas não está vendo?
Meus sonhos em mim...

A grande questão é que nós gostamos de ter algum controle sobre as nossas vidas. Como entregar tudo assim? Como deixar nossos sonhos nas mãos... de Deus, eu sei, mas eu não sei o que ele vai fazer com eles. Os sonhos tão cuidadosamente sonhados, cultivados... Devo perguntar a Deus sobre tudo em minha vida? Será que ele quer interferir na minha vida amorosa, profissional, pessoal? Será que ele quer que eu entregue alguma coisa além da parte espiritual da minha vida?

A resposta é sempre sim.

Surrender

Música da Semana: A música mais difícil de cantar de todos os tempos