terça-feira, 1 de setembro de 2009

Essa postagem veio do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade. (Algumas postagens do Pirralha estão nesse blog, mas ele ainda pode ser acessado nesse link) Faz parte do 'tudo' que eu sou. 

Decidi esse ano dedicar os meus anos de graduação para investir na carreira. Uma das implicações dessa decisão é que não farei concursos, não procurarei emprego... Só estágio.

Em poucas palavras, estágio é uma oportunidade prática de aprender (ou de aprender na prática). É essencial para a formação acadêmica de qualquer curso (principalmente daqueles essencialmente teóricos). É o meio termo entre o estudante e o profissional.

Infelizmente, nem todos os estágios oferecem todo o aprendizado de que se poderia tirar proveito. É que em muitos lugares os estagiários estão lá para servir cafezinho, arrumar arquivo, atender telefone...

Para a minha felicidade, meu primeiro estágio foi logo uma tremenda responsabilidade. É, eu também arrumo arquivos, organizo pastas, atendo o telefone... mas tenho que regular os prazos, orientar os acadêmicos do 5º ano que vão fazer estágio obrigatório, e muitas vezes fazer as peças. Isso é ótimo!

Sabe o que é melhor? A vara da infância tem processos na área cível e penal. No início parece muito. Tem que ser uma esponja pra pegar rápido, porque o ritmo de trabalho é uma loucura (exceto quando a juíza ta de férias). Oportunidade de ouro ter um estágio que te permite aprender.

A parte negativa é que na maioria das vezes você tem que adiar o seu grito de independência financeira. Estágios não costumam pagar bem. É uma escolha. Eu escolhi investir na carreira.

Qualquer concurso qeu eu faça agora vai me atrapalhar quando eu tiver que fazer monografia e estágio obrigatório, vai me atrapalhar na produção acadêmica, vai ocupar horas preciosas... Qualquer emprego que eu arrume agora será mais um peso que um alívio: eu preciso investir na minha carreira. Agora é a hora de aprender. Depois eu penso no dinheiro. (Quem mora com os pais pode ter essa tranquilidade, né?)

Essa postagem foi importada do outro blog, portanto todos os comentários que foram feitos nela estão aqui. Fique a vontade para comentar também!

Estágio pra quê?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Essa postagem veio do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade. (Algumas postagens do Pirralha estão nesse blog, mas ele ainda pode ser acessado nesse link) Falo aqui do meu primeiro estágio. (Saudade!) Faz parte do 'tudo' que eu sou.

Meu contrato antigo como estagiária do projeto de extensão "Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude" expirou no fim de fevereiro. Fui recontratada, dessa vez por um ano, agora trabalhando à tarde.

O Núcleo é um projeto estadual. Pelo que sei, todas as faculdades de Direito estaduais (aqui no Paraná) tem esse núcleo de pesquisa e extensão. (Não sei se é descrito como pesquisa ou extensão porque não li o projeto - preguiça! - e porque fazemos os dois, mas acho que é pesquisa...). O nosso é muito peculiar, bem diferente dos demais núcleos.

É que em Londrina e Maringá, por exemplo, e até mesmo nos outros campi da Unioeste que tem o projeto, a demanda de processos é pequena. Sendo assim, a função desses núcleos é de estudar os direitos da criança e do adolescente, realizar projetos, ir a escolas, organizar eventos a esse público...

Aqui em Foz do Iguaçu, a realidade é bem diferente. O número de processos na Vara da Infância (e Juventude) é muito maior do que nas outras cidades. Como já contei uma vez (eu acho), Foz do Iguaçu é só a cidade onde há maior taxa de homicídios de adolescentes. Só como comparativo, o nosso relatório trimestral é equivalente ou até maior que o relatório anual de outros núcleos.

O núcleo funciona com duas advogadas, dois (que deveriam ser seis) estagiários e uma pedagoga, além do pessoal do 5º ano que precisa cumprir horas de prática jurídica.

A nossa pedagoga é a única que tem cumprido o que está escrito no contrato de todos: produção científica. Eu até estou com o artigo que ela está escrevendo no pendrive, mas ainda não li, e isso faz parte de outra história.

Temos uma advogada pela manhã e outra à tarde. Às terças e quintas elas passam a maior parte do tempo em audiência. Se não todo o tempo. Nos outros dias, corrigem as peças que nós escrevemos, e depois assinam. E atendem os casos mais estranhos que aparecem e a gente não consegue resolver.

Quando eu entrei no núcleo, eram quatro estagiários. Dois pela manhã, e mais duas à tarde. Como as duas da tarde não quiseram renovar o contrato, eu fui a premiada pra trocar de turno - não pelas pessoas, é que é difícil reorganizar meu horário. Agora tem um em cada turno. Nosso trabalho é redigir as peças - principalmente as urgentes - receber e levar autos do cartório, ajudar o pessoal do 5º ano, ficar de olho nos prazos, atendimento ao público... ah, e a pesquisa que não fazemos. Só!

O pessoal do 5º ano cumpre uma carga de aproximadamente 80 horas neste núcleo, mais um dia por semana no escritório modelo até o fim do ano.

Pra mim, a maior dificuldade do núcleo é administrativa. Não queria mais falar disso, mas vou falar: nosso coordenador não aparece, e quando aparece, pensa que está fazendo um grande favor. Aliás, este é segundo motivo porque não fazemos pesquisa: não temos orientador.

(Está difícil estabelecer um ritmo de publicação, mas vou tentar escrever três vezes por semana. Tenho tanta coisa pra falar!! Até mais!)

Essa postagem foi importada do outro blog, portanto todos os comentários que foram feitos nela estão aqui. Fique a vontade para comentar também!

Pirralha Estagiária

domingo, 20 de julho de 2008

Essa postagem veio do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade. Faz parte do 'tudo' que eu sou. 

Olá! E me desculpem por todo esse tempo sem postar... Tenho um excelente motivo!!! (ou não, rs)

Você tem amigos virtuais? Essa semana estive muito ocupada, vivendo os melhores dias da minha vida, até hoje. O que aconteceu foi que meus amigos vieram me conhecer (não é estranho ter um amigo e só depois conhecê-lo?), e vieram de longe: São José dos Campos (SP) e Manaus (AM). Nós passamos dias maravilhosos (e eu só sei repetir isso)...

Pra que você não fique 'boiando' na conversa... Este blog não é minha única 'manifestação virtual'. Tenho um perfil no orkut, uma conta no msn, (yahoo, blablabla...), e foi pelo orkut que conheci a Ana Júlia, o Bruno e o Cláudio Daniel (entendeu o A²BCD lá em cima?). Foi no msn que essa amizade se firmou, e foi em Foz do Iguaçu que ela se consolidou e fincou raízes em meu coração. (que profundo!!!)

Foi um incrível acaso, ou uma grande coisa de Deus, pois o nosso encontro não era o principal motivo pelo qual eles estavam aqui, mas estávamos todos aqui, no mesmo dia. Aliás, dias... Dias intensos, muito bem vividos, aproveitados e documentados.

Dedico esse post aos meus amigos maravilhosos, mesmo o Bruno não estando lá, e nós sentimos a falta dele em todos os momentos (mesmo que ele não acredite nisso). Amo vcs!!!


PS: eu sei que este post difere de todos os demais do blog, mas não seria justo deixar pessoas tão singulares fora daqui. Eles merecem esse espaço porque já conquistaram o meu coração. Eu sei que isto está muito meloso, você talvez esteja com vontade de fechar a janela agora (fique à vontade), mas eu precisava mesmo fazer isso =) Vai entender uma pirralha.....

Essa postagem foi importada do outro blog, portanto todos os comentários que foram feitos nela estão aqui. Fique a vontade para comentar também!

A²BCD

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Essa foi a primeira postagem do meu antigo blog, o Pirralha na Universidade. (Algumas postagens do Pirralha estão nesse blog, mas ele ainda pode ser acessado nesse link) Faz parte do 'tudo' que eu sou. 

"Como alguém com 16 anos pode estar no 2º semestre de um curso universitário?"

Eu volto a pergunta a você. Já ouviu falar de PAH? Talvez o nome antigo lhe seja mais comum (ou não): superdotados. A palavra 'superdotado' me traz à mente a idéia de um super-herói, algo sobre-humano. Não é bem o que eu sou... rs. A sigla PAH significa Portador de Altas Habilidades (não peça pra ver meu porte pq nunca me deram um). - Os pedagogos vivem inventando novos nomes pra coisas que já existem e sempre acham que o nome que eles inventaram não é adequado.

Finalmente... o que vem a ser uma pessoa superdotada, ou PAH? Eu não sou pedagoga, nem estudei esse assunto... O que eu sei é o que me contam sobre mim. Portadores de altas habilidades têm facilidade para aprender (e são rápidas), habilidade para resolver problemas, flexibilidade de pensamento, capacidade de julgamento, excelente memória, independência de pensamento. Pessoas assim são criativas, curiosas, críticas, irriquietas, sensíveis... têm liderança, senso de humor desenvolvido. Geralmente desenvolvem talentos específicos como música, dança, informática, esportes...

Após essa rapidíssima explicação do que é PAH (veja mais aqui), vamos ao 'como eu fui parar na universidade aos 16 anos'

Na verdade, eu cheguei na Unioeste aos 15 anos, mas o caminho para isso foi há muito tempo atrás... Mais precisamente, em 1998. Foi quando me identificaram como uma criança superdotada. Eu tinha 5 anos, mas já sabia ler e escrever, fazer as quatro operações (desde os três anos de idade), e detestava ficar desenhando e enrolando massinha. O processo de aceleração (garantido pelo artigo 59 da LDB, no inciso II) durou alguns meses... Fiquei um tempo fora da escola, fazendo um monte de provas, exames, testes... Inventaram mil desculpas para não realizar o processo de aceleração... Enquanto o processo corria, eu freqüentei a 1ª série (matriculada no jardim de infância) e depois a 3ª série (matriculada na 1ª série). Quando eu estava devidamente acelerada, foi da 1ª para a 4ª série. A partir daí, fiz todas as séries como todo mundo, até chegar na universidade.

Não é preciso ter uma idade X para freqüentar o Ensino Superior. É preciso apenas ter concluído o Ensino Médio (assim como para cursar o Ensino Médio é preciso apenas concluir o Ensino Fundamental), coisa que aquele menino de 8 anos não tinha feito (lembram dele?).

Isso foi só a introdução. Eu não pretendo ficar explanando esses assuntos aqui o tempo todo... Vou falar basicamente sobre três assuntos: ser universitário - ser adolescente - ser universitário adolescente. É basicamente a minha identidade =)


See ya!

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Sobre PAH e como eu fui parar na universidade aos 16 anos